<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175</id><updated>2012-02-10T18:32:50.704-02:00</updated><title type='text'>Caminhando eu vôo*</title><subtitle type='html'>"Os barcos estão seguros se permanecem nos portos.
Mas não foram feitos para isso".
Fernando Pessoa</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>95</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-3508330264071085140</id><published>2012-02-06T14:15:00.001-02:00</published><updated>2012-02-10T17:54:35.999-02:00</updated><title type='text'>Um ensaio - do que adianta a minha e a sua?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;"(...) Rapidamente vêm novas turbulências, revelando motivações humanas muito diversas, mais obscuras, mais familiares, e voltamos a nos perguntar se nossa espécie, por assim dizer, não atingiu o limiar de sua incompetência moral, se continua a avançar ou se não deu início a um movimento de regressão que ameaça recolocar em questão aquilo que tantas e sucessivas gerações se esforçaram para construir".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um trecho do livro "O mundo em desajuste - quando nossas civilizações se esgotam", do Libanês Amin Maalouf, publicado pela primeira vez em 2009, mas que poderia ser, facilmente, o primeiro parágrafo de qualquer primeira página de jornal do Brasil hoje ou ontem - e porquê não, do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher é morta pelo marido (supostamente) na casa deles, em um cômodo ao lado ao que estavam os filhos. Na mesa do bar, comentamos sobre as outras suposições, depois que o marido foi encontrado morto (supostamente, suicídio). Entre tantas suposições, nos presumimos que teria sido melhor se ela tivesse sido vítima de uma assalto, sequestro ou coisa parecida. Só depois me dei conta do quanto isto reflete que estamos ficando acostumados em saber de certas notícias e que o que chocava antes , já não choca tanto agora, dependendo da ótica que se olha: uma outra morte ou agressão fica sendo mais do mesmo, diante de uma destas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um assassinato, qualquer que seja, deve assustar e deve trazer o sentimento de indignção; ou qualquer outra coisa que te motive a fazer alguma coisa - positiva, por favor! -, ao invés de trazer (somente) perplexidade e acúmulo de "mas não foi a primeira vez" e "os números sobem para XXXXX": que números, ô!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recorrência com que estas brutalidades vêm gerando notícias&amp;nbsp; e até&amp;nbsp; mesmo o volume de denúncias de corrupção que caracterizam a nossa história e as pessoas que dizem construir o Brasil estão chegando a banalidade - são tantos que a gente não se incomoda&amp;nbsp; (na mesma proporção): "a vida segue"!&lt;br /&gt;A gente se assusta, comenta no bar, mas depois do quarto copo já muda de assunto e só volta a se lembrar dele na hora de dormir, pedindo a Deus que tragédias como estas, e outras, passem longe da minha família. Da sua família. Dos seus amigos. Dos meus. Dos nossos. Amém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, as redes, que poderiam desempenhar um papel mais social, trazem inutilidades ainda mais banais e boa parte dos indignados desistem da missão, "porque não vai dar em nada" - me incluo nesta, não se preocupem. Às vezes, por outro lado, me sinto como Maalouf&amp;nbsp; -&amp;nbsp; o Amin: "(...) Antes de tudo, é simplesmente a preocupação de alguém que ama a vida e não quer se resignar ao aniquilamento que ameaça (...)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí, no fim da contas mesmo, eu faço das palavras da Ruth de Aquino em "A palavra e o sexo" (Revista Época, 23 de Janeiro de 2012) as minhas: "(...) Mas de que adianta a minha opinião?".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-3508330264071085140?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/3508330264071085140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=3508330264071085140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3508330264071085140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3508330264071085140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2012/02/um-ensaio-do-que-adianta-minha-e-sua.html' title='Um ensaio - do que adianta a minha e a sua?'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-2294158174660957258</id><published>2011-12-15T11:45:00.000-02:00</published><updated>2011-12-15T11:52:47.385-02:00</updated><title type='text'>Pedido(s)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Leia ouvindo&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wJdgkyOzWOs&amp;amp;sns=fb"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=wJdgkyOzWOs&amp;amp;sns=fb&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Nas últimas semanas, duas das minhas melhores amigas receberam um pedido, enquanto eu realizava&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;outro. Dar versus receber: eterno dilema de limite e intensidade dentro do que entendemos sobre o&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;"pertencimento".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Elas "foram pedidas" em casamento: eu pedi demissão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Unir versus separar; por que não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Não sei ao certo o que cada uma delas aceitou a se unir, mas eu me permiti afastar de um tipo de vida&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;que atualmente não corresponde a uma busca: e eu, que sou uma pessoa preenchida por expectativas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- altíssimas, inclusive - não tenho nenhuma. Zero. Estou em constante estado de meditação desde o dia&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;em que pedi ruptura de contrato e devolvi a aliança: "nada" na cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Essas semanas já viraram mais de mês e a separação não virou divórcio - sabe como é; machuca ambas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;as partes e, mesmo não havendo filhos, há viagens, porta-retratos, contas a dividir - &amp;nbsp;matemática&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;não é meu forte - mas nada litigioso: somos bem civilizados, Amém!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Conversei com muitas pessoas - para variar - de tudo quanto foi meio, maturidade, casadas, solteiras,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;divorciadas, viúvas, aposentadas, idosas e a grande maioria se espantou quando disse que pedi tempo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;do estilo de vida e não do trabalho, das pessoas, da empresa, da atividade meio ou lugar. E algumas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;delas me provocaram em reler textos meus, de tempo recente: nem tão grata, mas surpresa, fiquei ao ter&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;certeza de que estava no caminho que falei que sempre gostaria de ir e estou dando passos para trás,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;desacelerando a realização "disso tudo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Achei ótimo que a formação social hoje nos permite desconectar daquilo que estivemos conectadas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;"sempre": Da mesma forma que uma&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;católica se converte ao islamismo, um roqueiro vira pagodeiro, um senhor casado com filhos se revela&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;homossexual, uma dona-de-casa se revela uma senhora empreendedora, uma professora se revela uma péssima&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;influência política, eu pude desdizer o que disse e que, está escrito!, não necessariamente infringiria&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;meus valores - era só mais uma decisão que pode ser refeita, logo ali adiante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;No apanhado das conversas, músicas, leituras, releituras e pesquisas, acho que este passo vai ser um&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;pouco além do que pensado do princípio.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Para ser ainda mais brilhante isto tudo, revi, sem programar, (o Filme) Comer, Rezar, Amar e resolvi&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;repassar o que escrevi, &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/06/escolha-de-ir-e-permanecer.html"&gt;quando li o Livro a primeira vez&lt;/a&gt;: o ciclo está voltando para o mesmo ponto de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;interrogação, mas de uma forma mais madura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;No fim das contas, e agradeço imensamente o apoio do meu ex-compromisso (leia-se relacionamento com &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;várias pessoas - ah sim! não praticava a monogamia), é tempo de semear!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;"A colheita é comum, mas o capinar é sozinho", [João] Guimarães Rosa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-2294158174660957258?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/2294158174660957258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=2294158174660957258' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2294158174660957258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2294158174660957258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2011/12/pedidos.html' title='Pedido(s)'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-2245442951451450484</id><published>2011-09-18T23:52:00.003-03:00</published><updated>2011-09-19T00:06:10.220-03:00</updated><title type='text'>Mulheres que o quê?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Torna-te quem tu és", Nietzsche.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há quase 10 anos, o consultor de empresas Julio Lobos lançava o livro "&lt;em&gt;Mulheres que Abrem Passagem&lt;/em&gt;", do qual gosto muito, inclusive.&lt;br /&gt;Me lembrei dele quando conversava com uma das contribuintes ao texto por telefone, 'dias'destes. Entre uma partilha e outra de acontecimentos, voltamos ao assunto e falamos no tal "papel da mulher".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que não cheguei a conclusão nenhuma, mas tenho a percepção de que o mundo vai se voltar para a maternidade, pois é para o porto que nos viramos, quando estamos em caos. Para o seguro que se emboca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes pensamentos, me lembrei também que havia escrito sobre a falsa fragilidade das mulheres e o quão claro isso havia ficado para mim, assim que cheguei na Líbia. Não acho que &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/04/capitulo-iii-nada-de-fragil-neste-sexo.html"&gt;aquela visão minha&lt;/a&gt; tenha deixado de existir, mas do lado deste ocidente executivo, em que me permiti conviver nos últimos 12 meses, não tenho visto muitas mulheres assim. Aliás, muitas mulheres tenho visto, em todas as funções, pensamentos e anseios. Mas muito poucas, proprocionalmente, naquele contexto maternal, cuidadoso e tranqüilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mesmo período de reflexões, durante a leitura do recém-lançado "&lt;em&gt;Feliz por Nada&lt;/em&gt;", da Martha Medeiros, ela também pincela o assunto com o texto "&lt;em&gt;Mulheres na Pressão&lt;/em&gt;". Dentre outras coisas, ela aborda a competitividade que as mulheres se impuseram para com os homens e as possíveis consequências da perda da "feminilidade", inclusive uma "razão" pelo atual distanciamento que tem sido percebido do conceito de "casamento" ou qualquer outra instituicionalização do relacionamento (duradouro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusões à parte, acho que passamos a competir sim de uma forma que perdemos o espírito esportivo em algumas ocasiões; nos deixando de ser o que verdadeiramente somos para nos armar, sem desarmar o próximo e travamos uma batalha em que o &lt;em&gt;stress&lt;/em&gt; aglomera em todos os níveis de afinidade e relacionamento, independentemente de idade, tempo, contexto, estado marital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as redes sociais falassem mesmo, talvez haveria um efeito feminista ao contrário, que pedisse menos, sem que este choque significasse necessariamente a volta a um machismo - acho que precisamos (nós, mulheres) confundir menos as coisas e torná-las mais simples e claras e simplesmente viver, menos atordoadas, sob menos pressão, abrindo passagens sem derrubar meio mundo pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se tudo isso não fosse suficiente, a McKinsey esta semana publicou o artigo "&lt;em&gt;A mudança do pensamento corporativo sobre as mulheres&lt;/em&gt;". Pergunto: será que mudou mesmo? As corporações mudaram porque as mulheres mudaram ou a mentalidade dos homens mudou ou de tudo isso um pouco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sem conclusões - ainda bem, não acho que tenhamos que voltar ao tempo da minha avó também não; ao mesmo tempo, acho que podemos desacelerar o processo de querermos "ser eles" e resgatar o instinto maternal e a cautela - com o mundo, sobretudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de se começar algo novo, de se resgatar os textos de 10 anos atrás, antes que as passagens abertas nos levem para outro lugar, que jamais imaginaríamos ir. E, principalmente, donde talvez não consigamos voltar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-2245442951451450484?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/2245442951451450484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=2245442951451450484' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2245442951451450484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2245442951451450484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2011/09/mulheres-que-o-que.html' title='Mulheres que o quê?'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1950476575318488270</id><published>2011-09-03T10:38:00.001-03:00</published><updated>2011-09-03T10:42:00.960-03:00</updated><title type='text'>ME-DO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desta última vez que pedi um táxi para ir ao Aeroporto de São Luís, rumo a mais um encontro com o interior do Maranhão e do Pará, o motorista que foi à minha casa me assustou um pouco: manobrou, sem saber - espero eu - ao lado do meu carro - saberão - e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Renault. Sandero. Dezesseis válvulas: Deus me livre!&lt;br /&gt;- Por que, moço?&lt;br /&gt;- Além de ser um carro horrível, não tem bom preço para revenda.&lt;br /&gt;- Como assim??&lt;br /&gt;- O meu (Parati) é oito válvulas, ou seja, se eu gastar mil reais de conserto, aquele gasta dois; se eu gasto dois, aquele gasta quatro; e por aí vai.&lt;br /&gt;- Ok, mas me dá mais exemplo.&lt;br /&gt;- É que carro dezesseis válvulas esquenta muito o motor e aqui já é quente. (Quase falei, jura?? Não!!). E ele continuou: Se você liga o ar condicionao, quase triplica a temperatura e aí vaza tudo, até óleo.&lt;br /&gt;- Ah, tá. Mas que beleza de carro então, hein?&lt;br /&gt;- Pois é! Tem uma cliente minha, de Belo Horizonte (gente, pára tudo!: Que taxista é este?) que comprou um Citroen C3 aqui por trinta e nove mil reais, em 2008. Foi revender agora e sabe qual foi o melhor preço que ofereceram para ela?&lt;br /&gt;- Nem idéia!&lt;br /&gt;- Dezesseis mil!&lt;br /&gt;- Ave!&lt;br /&gt;- Éééééé! Aí ela pagou mil e quinhentos reais em uma cegonha e mandou o carro para BH, para tentar revender lá. Sabe como é né? Sudeste é bem mais frio, então o dezesseis válvulas lá não é tão ruim.&lt;br /&gt;- Ufa! Tomara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que nunca me interessei tanto por carro, como naqueles trinta minutos.&lt;br /&gt;Chegando ao Aeroporto ele me deu o cartão dele e quase que eu falei "Deus me livre!": Tá sabendo demais este cara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1950476575318488270?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1950476575318488270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1950476575318488270' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1950476575318488270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1950476575318488270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2011/09/me-do.html' title='ME-DO'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-2057950042578657709</id><published>2011-08-13T13:21:00.002-03:00</published><updated>2011-08-13T13:38:22.550-03:00</updated><title type='text'>Páginas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Escrever é fácil: Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as idéias". Pablo Neruda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último fim de semana começou como páginas em branco: não havia nada. Nem previsão, nem expectativa, nem cronograma ou calendário. Poderiam existir algumas idéias. Mas elas não estavam em nenhum lugar. As personagens e o cenário não estavam definidos, embora houvesse indicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabíamos apenas que três pessoas fariam uma reportagem sobre o entorno do nosso Projeto, começando por São Luís, no Maranhão e que, depois do fim de semana, seguiriam pelo interior do Estado, até chegar ao Pará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a semana, entre &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; e uma conversa por telefone, não prestei atenção no chamado ou na oportunidade. Simplesmente, respondi às perguntas deles quanto ao que teriam para registrar, em que hotel poderiam se hospedar e quais imagens poderiam retratar.&lt;br /&gt;Grata a surpresa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram três criaturas interessantíssimas: um fotógrafo jovem e muito inteligente, que já foi a lugares que nunca ouvi falar - ok, não sou muito parâmetro para Geografia, mas mesmo assim, as passagens dele são atrevidas; um cinegrafista, quase que de meia idade, charmoso (e que ele não acesse este texto), com uma pauta pessoal de assunto, desde música a política que não despertava cansaço em nenhum segundo de conversas aceleradas; e um jornalista maduro, com seus quase 70 anos de idade, 40 de profissão e passaportes que carimbam visita a 59 países somente para coberturas jornalísticas: sen-sa-cio-nal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compartilhamos várias experiências e diferentes olhares sobre a mesma prática, veículos [midiáticos], países, comidas, músicas, culturas e éramos três gerações vivendo e reportanto, literalmente, o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dois dias conheci uma São Luís totalmente fora do meu mundinho-bolha-isolado, imerso em uma redoma de vidro embaçada, mas que me confirmou muitas críticas e observações pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do Domingo, estava verdadeiramente em pó, mas com uma mente sólida de decisões, mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria curioso, senão proposital, que esta nova certeza viesse aos exatos 01 ano de São Luís; mas o sentido que eu dou é aquele que me convém - e devo ter reforçado isso no Jornalismo também que, adormecido, despertou como uma criança faminta e um vulcão em erupção: "É decidindo que o homem se constrói". Desconhecido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-2057950042578657709?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/2057950042578657709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=2057950042578657709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2057950042578657709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2057950042578657709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2011/08/paginas.html' title='Páginas'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-2143539591659890522</id><published>2011-07-23T12:18:00.004-03:00</published><updated>2011-07-23T12:35:45.784-03:00</updated><title type='text'>Mais uma volta</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;font size="1" face="trebuchet ms"&gt;Mais uma volta por aí. Pelo Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="trebuchet ms"&gt;&lt;font size="2"&gt;[Na capital do] Maranhão, em um salão de beleza:&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;- Boa tarde! Há horário livre por agora, para fazer mão e sobrancelha?&lt;br /&gt;- Tem sim!, pode ir adiantando a sobrancelha.&lt;br /&gt;Me assento na cadeira. E vem uma moça. Fecho os olhos e, ao começar, ela diz:&lt;br /&gt;- Você não é daqui não, né?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Ah, logo vi.&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Porque você é bonita. Muito bonita. Tem o rosto perfeito, ó.&lt;br /&gt;- Obrigada (E que Deus nos abençoe).&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face="trebuchet ms"&gt;&lt;font size="2"&gt;No interior do Pará, embora a cidade esteja sendo sondada para virar capital:&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, traga esta (apontando para o cardápio) porção de bolinho de bacalhau.&lt;br /&gt;- Ih meu sinhô; isso aí num presta não.&lt;br /&gt;(todos riem).&lt;br /&gt;- Como não presta?&lt;br /&gt;- Ih, ontem pediram e reclamaram. Umas duas mesas. É que a gente compra congelado e deixa aí.&lt;br /&gt;(todos riem mais).&lt;br /&gt;E o cidadão continua.&lt;br /&gt;- Mas é ué. Se eu num fô sincero, ué, tem que falar a verdade né? Depois vai que dá pobrema!&lt;br /&gt;- Tá certo. O que você aconselha?&lt;br /&gt;(Ele coça a cabeça, suspira, olha para o cardápio...)&lt;br /&gt;- Pasterzin?&lt;br /&gt;(riem todos)&lt;br /&gt;- Ah não!, pastel é muito comum! Tem alguma coisa aqui que podemos pedir?&lt;br /&gt;- Ó, eu num sugiro não, porque se dé pobrema, vai dar prejuízo, igual ontem.&lt;br /&gt;- Ok. Se pedirmos carne com fritas, presta?&lt;br /&gt;- Ah presta!, nóis faiz na hora.&lt;br /&gt;- Sem prejuízo?&lt;br /&gt;- Sem prejuizo, dotô.&lt;br /&gt;(e ele sai rindo).&lt;br /&gt;Até hoje, não deu pobrema. Também acho que prestou.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="trebuchet ms"&gt;&lt;/font&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="trebuchet ms"&gt;&lt;font size="2"&gt;No interior do Maranhão, desta vez:&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;Pessoas sem sapato, de chinelo, sem capacete, em cima de uma moto, com mais dois, três. Meninas dirigindo carros sem saber dar ré, gritando no meio da "rua" para alguém ajudar, e eu:&lt;br /&gt;- Você não tem carteira não?&lt;br /&gt;- Eu não, pra quê?&lt;br /&gt;Todos sem nada.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-2143539591659890522?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/2143539591659890522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=2143539591659890522' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2143539591659890522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2143539591659890522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2011/07/mais-uma-volta.html' title='Mais uma volta'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-2668596867148106896</id><published>2011-06-26T20:08:00.002-03:00</published><updated>2011-06-26T20:19:39.327-03:00</updated><title type='text'>Paris por Líbia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Leia ouvindo A Flor, Los Hermanos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=vr5xqRHzUz0"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=vr5xqRHzUz0&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fez &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/06/e-feito-borboleta.html"&gt;um ano que &lt;/a&gt;voltei, que saí de lá e meses que procuro saber sem retorno. Nem &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;msn&lt;/em&gt; ou as tais redes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana, tentando me desprender, troquei um pingente meia-lua e a mão-de-Fátima que ganhei de uma Líbia muito querida, a quem conquistei e fui conquistada, da qual a despedida foi uma das mais difíceis de superar, porque o inglês arrastado dela não conseguia dizer o nosso "adeus"; somente o &lt;em&gt;goodbye&lt;/em&gt; dos norte-americanos. E, na verdade, vai saber se não ia voltar né? Se a Índia, China, Laos e Camboja viraram um destino (quase corriqueiro, diga-se de passagem), porque não pode vir a ser o deserto do Saara por aqueles lados e, portanto, uma parada em Tripoli, quem sabe. Mas de fato, não prometi nada e respondi "&lt;em&gt;tchau&lt;/em&gt;" como um "adeus" e abraço forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o aspecto da simbologia sintomática, na troca de pingentes, coloquei uma mini-delicada &lt;em&gt;Torre Eiffel&lt;/em&gt;, que mamãe trouxe para mim, &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2011/05/ser-essencia-e-muito-mais.html"&gt;porque ela além de saber, viu &lt;/a&gt;o tanto que sou fascinada com a e pela cidade Luz - (boa) energia daquelas praças, parques, céu. Pela movimentação de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali e no Vaticano o mundo se reúne, com ou sem véus, cada um com sua crença, apenas para admirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto ao meu escapulário, agradeci por mais um dia e ao desligar o telefone pessoal, para dormir, me deparei com uma chamada não atendida, que perdi enquanto estava na academia - pois é, recomecei mais uma vez. Nome? A "menina" Líbia.&lt;br /&gt;Aquele encontro do meus olhos, com os dedos e a tela me deu uma sensação indescritível e lamentei não conseguir retornar a ligação. Passei a outra semana tentando falar, mas não havia sinal - lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente neste período, eu lia "&lt;em&gt;O Pequeno Príncipe&lt;/em&gt;" e ao me deparar com o contexto que divulgou frases clássicas, de forma solta - o que me lembrou &lt;em&gt;Shakespeare&lt;/em&gt;, inclusive, que há anos não leio/releio - entendi, de novo, mas de maneira diferente, a tal da escolha na vida e o significado daquilo que &lt;em&gt;Steve Jobs&lt;/em&gt; chamou de "os pontos se conectam":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele [Pequeno Príncipe] pensa: 'Minha flor está lá, nalgum lugar...'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O que é importante, a gente não vê ...(...)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Será como a flor. Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas. As pessoas têm estrelas que não são as mesmas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Além de ser fantástico que isto leve ao "O essencial é invisível aos olhos" e que "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", tudo bem "trocar" a Líbia por Paris, a Torre pela meia lua e pela mão-de-Fátima, a flor (e a "menina Líbia" é de fato uma) por uma estrela-luz, porque será, como outras, para mim, uma única, mesmo que dentre milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, nesta elucubração toda, sendo Domingo, dia de saber o que se passa pelas tais redes sociais, me alegro imensamente com uma mensagem de outra Líbia, que andava sumida há meses, com o registro de um número da Tunísia. Liguei e consegui falar, por poucos minutos, e que, embora a grata surpresa de que fisicamente ela estivesse bem, mesmo que "refugiada", confirmou a triste situação de irmãos desaparecidos, família separada e, sobretudo, que Tripoli virou uma cidade fantasma, em que as pessoas não têm o que comer, em que só se ouve bombardeios e só se vê corpos pelo chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confidenciei que não conseguia imaginar tal como descrevia e a ligação caiu. Era mais uma [rosa] no meio de milhões e uma estrela entre tantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que o Pequeno Príncipe tenha concluído que os homens [grandes] são súditos, admiradores, que não sabem ocupar seu lugar na Terra, que não têm imaginação como as crianças, que têm fuzis e caçam e que não têm tempo de conhecer outras coisas, ou de fazer amigos, eu prefiro ficar com o fato de que podem ser "[As pessoas grandes são] mesmo extraordinárias".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-2668596867148106896?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/2668596867148106896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=2668596867148106896' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2668596867148106896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2668596867148106896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2011/06/paris-por-libia.html' title='Paris por Líbia'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-2927093056839679705</id><published>2011-05-22T20:10:00.003-03:00</published><updated>2011-05-22T20:30:12.368-03:00</updated><title type='text'>Ser essência. E muito mais.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o queé seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor (...)".&lt;/span&gt; Amyr Klink&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta última viagem tudo foi diferente, embora tenha sido por &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009_05_01_archive.html"&gt;mesmos lugares&lt;/a&gt;. Passado já passante. Eu, meu pai e minha mãe e uma ansiedade de primeira viagem, literalmente. O oceano nos separava, grandemente, e até eu achei que fosse a minha primeira também: me ansiava por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paris me surpreendeu pela super lotação e pelo calor. Triste. O Sena e os Jardins nesta primavera febril já não estavam tão charmosos. Mas ainda assim, foi &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/05/je-ne-parle-pas-francais.html"&gt;Paris&lt;/a&gt;! A &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/12/sim-ela-e-bella.html"&gt;Itália&lt;/a&gt; estava ainda pior e talvez pelos itailanos - e os legais que me desculpem, mais uma vez. Da mesma forma como a primeira, comer foi em quantidade e passou a léguas de distância pela qualidade brasileira: ainda acho (embora não faça um arroz bom) que o Brasil reuniu o que há de melhor na culinária e aprimorou; salve salve os temperos! Mas confesso, me permiti ficar entediada por alguns dias, mesmo que não seguidos. Senti falta de leitura em tanto lugar que transpira e te faz inspirar antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei meus objetivos ideais no papel de forma mais pragmática e consegui expor para a Milinha. Ajudou bastante, mas ainda falta.&lt;br /&gt;Ser essência e muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não li ao longo do caminho, mas antes da entrada no primeiro avião, andando pelo saguão do primeiro aeroporto que vai para a contagem das andanças de volta ao Brasil, me deparei com um encontro veicular novo: uma tal de Lola. Comprei por trazer, na capa, uma chamada de uma entrevista feita por Martha Medeiros - ok, não precisa, mas vou confirmar: sou fã!&lt;br /&gt;A conversa foi com a Patrícia Pillar e foi branda, sem furos de reportagem ou revelações. Em se tratando de MM, esperava mais; e o que me surpreendeu mesmo foi uma outra entrevista, já no caminho do finalmente das páginas, com Nélida Pinõn - gostei da revista. E, se o livro"O Presumível Coração da América" trouxer a inflamação que as falas provocaram a mim, lerei assim que for publicado - previsto para Junho/Julho. Ainda, não poderia esperar que esta porta de entrada de reflexão casaria tão bem com a Europa que encontrei, refletindo exatamente o posto por ela, em que o conflito do mundo atual é extraordinário: "todo mundo com medo, fingindo que é euforia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de lá, assistindo à BBC ou CNN percebi claramente isto e então me consumia com as idéias em fazer alguma coisa. Me debatia em vontade de ter notícia dos &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2011/04/as-coisas-nao-sao.html"&gt;meus amigos e amigas Líbios&lt;/a&gt; - ainda em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta, ligeiramente entediada com os aeroportos que estavam por vir, sem ter lido uma frase ao longo dos dias, me entusiasmei com o "&lt;em&gt;Sex. Lies. Arrogance. What makes powerful men act like pigs&lt;/em&gt;*. *&lt;em&gt;No offense&lt;/em&gt;"; capa da &lt;em&gt;Time&lt;/em&gt;. Me deliciei com os chamados, mais uma vez. Vez ou outra parava para pensar, olhava para o lado e, no fim das 12 horas no ar, o mocinho do meu lado, em quem rapidamente tinha reparado, puxou papo sobre a capa e o que mais tivesse ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada viagem um encontro desses. Pessoas, pessoas, pessoas. Ler, ler, ler. Tudo uma viagem só, em momentos e lugares que percorrem com sua mente, onde quer que se permita levar.&lt;br /&gt;Minhas anotações por enquanto ficarão no papel, o mocinho no &lt;em&gt;email&lt;/em&gt; e a revista ao lado da cama. Vez ou outra consulta-los-ei em momentos de inspiração ou dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos meus pais, foi incrível. E à Europa e ao mundo, desejo sorte e mais passantes por aí, para observar e tentar fazer diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-2927093056839679705?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/2927093056839679705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=2927093056839679705' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2927093056839679705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2927093056839679705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2011/05/ser-essencia-e-muito-mais.html' title='Ser essência. E muito mais.'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-70536894204196261</id><published>2011-05-03T22:03:00.003-03:00</published><updated>2011-05-03T22:26:37.605-03:00</updated><title type='text'>Quando uma coisa desperta outras coisas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Transeunte [Do lat. transeunte, ‘que passa’. 2.Que vai andando ou passando; viandante. 3.Indivíduo que vai andando ou passando; passante, caminhante, andante, viandante]. Dicionário Aurelio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;São quatro anos fora de casa. Foi uma celebração de quatro anos em que nossas vidas se cruzaram. Éramos todos solteiros e sonhadores com um sonho em comum. Vivíamos em uma casa compartilhada entre nossas vidas que se alojavam sob um mesmo teto e muitas vezes a mesma cama. Uns dormiam de meia-noite às seis e eu mesma já dormi das seis às nove, por exemplo, algumas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste último fim de semana nos encontramos sob a benção de Deus, para o casamento de um deles que, ainda ou embora sonhador, só não é mais solteiro: nos últimos dois anos fui convidada para - dentre outros - cinco importantes casamentos e este foi o único em que consegui ir, face a situação de agenda x distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso, a linha era extrema: fui de São Luís, no Maranhão, para Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Nove horas de tudo, por trecho. As mais longas, esperando o embarque. Em Guarulhos, São Paulo, horas a fio, sem previsão, com o aeroporto de Porto Alegre sem teto para pousos, pensei, sem querer, sobre o Brasil de hoje, de quatro anos atrás e o dos quatro anos próximos. Ali, vendo tantas pessoas circularem, vindas de tantos, variados e diferentes lugares, carregando tantas histórias; lembrei de algumas minhas e assutei quando somei mais de 68 paradas em aeroportos desde que voltei da Líbia, em Julho. Pergunta: para quê? - Quais são essas facilidades tecnológicas que teletransportam e ao mesmo tempo te afastam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elucubrações à parte, eu, definitivamente, não quero estar transitando por aeroportos nos períodos festivos que compreenderão a Copa das Federações, do Mundo e Olimpíadas. Se neste fim de semana, fora de temporada, quase me irritei com a ordem caótica das coisas, com atrasos mal informados, atendimento confuso - coitado dos gringos! - infra-estrutura precária e abuso dos preços:&lt;br /&gt;- Moça, por favor, dois pães de queijo, um capuccino e um chá gelado, por favor?&lt;br /&gt;- Dezessete reais e cinquenta centavos, senhora.&lt;br /&gt;Imaginemos quando a brincadeira começar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre tantas passagens que fiz, em trânsito, diria que Porto Alegre superou qualquer expectativa, não só pelo aeroporto, mas pela cidade e pessoas. Ali é outro Brasil, para mim. Outro nível de civilização: os maranhenses legais e respeitosos que me desculpem - de novo - e que não levem este comentário pessoalmente - mas eu avisei no início do texto: são opostos extremos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a viagem de Porto Alegre a Santa Maria foram cinquenta reais para um ônibus luxuoso, com TV de bordo individual, cadeira (bem) reclinável, sob um asfalto seguro: seguríssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra-pontos deixados de lado, mas não esquecidos, em breve, mais cinco aeroportos - talvez três desconhecidos - entrarão para a lista de "ser observado", porque mais uma viagem vem aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, dessas continhas, é preciso criar e abraçar oportunidades de encontrar pessoas, conhecer lugares e renovar os sonhos; não necessariamente desconsiderando, mas atribuindo menor importância aos percalsos: será que a gente consegue?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"A vida é como andar de bicicleta: para manter o equilíbrio é preciso manter o movimento". Albert Einstein&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-70536894204196261?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/70536894204196261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=70536894204196261' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/70536894204196261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/70536894204196261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2011/05/quando-uma-coisa-desperta-outras-coisas.html' title='Quando uma coisa desperta outras coisas'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-424482526530090363</id><published>2011-04-21T14:52:00.005-03:00</published><updated>2011-04-21T15:26:05.377-03:00</updated><title type='text'>Simplicidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É notório e registrado, pelos meus textos, que eu adoro pessoas simples. Elas ensinam facilmente sobre felicidade, superação, graça e leveza. Sobre o nosso papel em servir e apoiar o próximo. Gosto muito de interagir com estas pessoas. Mas aqui em São Luís, na repetitiva vida "casa"-trabalho-"casa/academia", nunca me encontrei com a moça que faz a limpeza e, na verdade, não sei se é uma ou se são várias que se revezam. Nome e cor do olho então? Não faço idéia. Ainda, com minhas idas e vindas semanais, para BH, São Paulo, interior do Maranhão, Pará ou onde quer que seja, menos ainda. Fico pensando o que é que elas devem pensar: raras as vezes o quarto precisa ser arrumado e raríssimas vezes há resquícios de que me alimentei por ali: guloseimas na geladeira então, nem pensar! - as últimas duas vezes que tentei, com o calor daqui, as coisas se perderam rapidamente e o destino foi o lixo, dolorosamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E aí, um dia, à noite, cheguei em casa e encontrei este bilhete* em cima de uma mesinha, na cozinha, que me fez lembrar muito de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/04/necessita-se-de-intervalo.html"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;um episódio que vivi na Líbia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WHCEYTIYYdk/TbB1rtT2ImI/AAAAAAAAEL8/1IEvKVVt4KM/s1600/IMG00083-20110303-2112.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598103730579186274" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-WHCEYTIYYdk/TbB1rtT2ImI/AAAAAAAAEL8/1IEvKVVt4KM/s320/IMG00083-20110303-2112.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;*Tiro foto de quase tudo mesmo. A fotografia é um momento para se por em uma página. E "os fotógrafos tentam contar histórias de um jeito provocativo e imediato".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Considerações simples como esta e como as da "moça Líbia" de fato me encantam e me mantêm crente na espécie humana, por mais difícil que isto nos pareça: Boa Páscoa às Francinalvas e às moças e moços que tentam ser melhores naquilo que fazem. Para si e para os outros!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-424482526530090363?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/424482526530090363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=424482526530090363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/424482526530090363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/424482526530090363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2011/04/simplicidade.html' title='Simplicidade'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-WHCEYTIYYdk/TbB1rtT2ImI/AAAAAAAAEL8/1IEvKVVt4KM/s72-c/IMG00083-20110303-2112.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-2229620130579147548</id><published>2011-04-05T23:46:00.003-03:00</published><updated>2011-04-07T10:27:25.154-03:00</updated><title type='text'>As coisas não são</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;"Existem muito mais coisas para vir à luz do que nós percebemos". O Poder do Agora, Eckhart Tolle&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desde que os movimentos revolucionários começaram no Egito, comecei a me preocupar. Naquele país vivia uma amiga minha brasileira, a trabalho. Outros, sabendo da tensão e da possível dificuldade dela em sair, se uniram para captação de dinheiro, para comprar uma passagem - naquele momento, caríssima - para que ela voltasse. No meu mundinho-Sáo Luís casa-escritório-casa, sem muitas leituras de jornais, nem mesmo acompanhamento das teles, não me envolvi muito; até que fui a São Paulo e a primeira coisa que um grupo de pessoas me perguntou foi "E se a moda chegar na Líbia, hein?". De forma muito objetiva disse que não chegaria, devido à mentalidade diferente dos líbios e pelo o que eu tinha aprendido do direcionamento que a política colocava na sociedade, sob a justificativa religiosa: engano! Dias depois, lá estava Tripoli, a cidade na qual morei e que foi pano de fundo para um momento único da minha vida, do qual nunca vou me esquecer, irreconhecível. No Jornal pela tevê, lá estava a Praça Verde destruída. No meu &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;, perguntas sem respostas. No meu &lt;em&gt;skype&lt;/em&gt;, ligações encontraram celulares sem sinal. Foram dias difíceis e até hoje não entendo isto muito bem: quando foi que tudo acabou? E as pessoas? Em que medida elas "estão bem"? Mesmo "falando" com algumas, eu revejo fotos, vejo e leio jornal, e não reconheço mais. Eu &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/06/e-feito-borboleta.html"&gt;saí da Líbia &lt;/a&gt;depois de ter ultrapassado meu limite de equilíbrio e desgaste emocional. Estava esgotada e abdiquei muito da boa sensação em deixar saudade nas pessoas que se deixaram conquistar por uma mentalidade tão diferente, que é a minha. Pelo jeito peculiar de ser do Ocidental. Pelo charme especial e único de ser Brasileira (o). Pelo &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/06/como-e-que-as-coisas-sao.html"&gt;compartilhamento&lt;/a&gt; daquele cenário e da vivência com pessoas que seguiram, assim como eu. Por &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/02/fe-em-deus-e-pe-na-tabua.html"&gt;apoiar e contribuir&lt;/a&gt;, em coragem e força, para a certeza de que sair dali era muito mais do que voltar para algum lugar. Sinto algo sobre isso tudo. Um alívio pela retirada, mas uma incerteza do que ficou. Dos Líbios que ficaram. Não merecem e não deveria ser. Achava que sabíamos disso tudo, na verdade, mas quanto mais as "coisas" acontecem, mais certo é que não sabemos "coisa" alguma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-2229620130579147548?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/2229620130579147548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=2229620130579147548' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2229620130579147548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2229620130579147548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2011/04/as-coisas-nao-sao.html' title='As coisas não são'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-8271486550472707912</id><published>2011-01-29T20:50:00.003-02:00</published><updated>2011-01-29T21:01:37.337-02:00</updated><title type='text'>Pesado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;"O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade." Karl Mannheim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Parti mais uma vez para o interior do Maranhão e Pará, com outros olhares, experiências e companhias. Éramos quatro: Dois de Recife, que na verdade representam São Paulo, e uma de São Paulo, que trabalha no Projeto comigo; ou seja, representava São Luís.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentemente cansativa, a viagem foi aquela mistura de avião, carros e caminhonetes; estradas de asfalto esburacadas; estradas de terra e lama - um bom teste para minha coluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Academia abandonada, carro na garagem e aluguel sem muita razão, segui para o cumprimento de uma agenda que não se designava a mim propriamente: me vi no bastidor de uma pré-estréia, entre re-encontros, novos encontros, mesmas pessoas, conversas diferentes e a certeza de que amadurecemos e somos um pouco "outros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/12/coisas-feitas.html"&gt;sem o protagonismo anterior&lt;/a&gt;, me esforcei para os eventos sociais e me abri às oportunidades específicas de cada localidade, onde uma mereceu este compartilhamento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Sábado, pela metade da manhã, fui participar de uma ação da nossa empresa e cliente com as crianças de uma das cidades-base do nosso Projeto, no interior do Maranhão. Foram montadas gincanas em um ginásio abandonado, mas limpo para a alegria, e havia 500 delas reunidas, infelizmente, entre a miséria e a carência: e "dessa vez, me pegou de jeito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de observar todos aqueles olhos a procura de afeto, sem muito jeito para brincadeiras, como se aquilo não os pertencesse, quis adotar fortemente uma menininha linda, moreninha de cabelo castanho claro, com pontas loiras, queimadas de sol, pele também, com uma bola de futebol de plástico entre os dez dedos curtos e fofos, a procura de alguém.&lt;br /&gt;Tocava Xuxa e até achei a energia boa, quase voltando a gostar dela.&lt;br /&gt;Peguei a baixinha pelo ante-braço (porque ela não largava a redonda) e comecei a dançar. Sou desengonçada, tudo bem, mas dá para acompanhar uma quebrada. Do jeito que estava, a figurinha de vestidinho rosa e sapatinho vermelho se manteve.&lt;br /&gt;Me olhou por mais alguns segundos, com um semblante "eu, &lt;em&gt;hein&lt;/em&gt;, tia?", e saiu. Continuei a olhá-la. Passei a acompanhar um outro círculo de brincadeira (dança da cadeira) e a perdi de vista.&lt;br /&gt;Em alguns minutos, abaixaram a música e alguém falou ao microfone "por favor, vejam esta criança - e um Voluntário a carregava no colo. Ela está sem mãe. Por favor, observem essa criança e pedimos que a responsável por ela venha buscá-la". Meu coração acelerou, olhei para o pessoal do escritório e todos disseram "a sua menininha!". Fui para onde ela estava e a encontrei chorando, desesperada. Não quis vir no meu colo e ainda segurava a bola forte, como que rezando para que quem quer que fosse aparecesse.&lt;br /&gt;Foram longos cinco minutos, até que uma senhora (ou seria moça e as condições dela é que eram ingratas?) se revelasse como mãe da princesinha, com um outro no colo e outro no ventre. Pegou-a pelo braço, sem qualquer amor, não agradeceu e apenas disse "é minha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei mais uma volta pela quadra e começaram a organizar fila para entregar lanche à meninada: havia uma "pipoquinha doce", do tipo Aritana, mas menor e de embalagem amarela; bolinho de chocolate &lt;em&gt;Bauducco&lt;/em&gt; e aqueles refrigerantes "pitchulinha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!, que sábado inesquecível para todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda ao som da Xuxa, vejo dois molequinhos me olharem quase que impressionados. Retribuo com um "oi" e o inevitável apertar nas bochechas (que nada tinham de carne), quando o mais novo me diz, apontando para a bola de plástico que carregava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tia (será que estou mesmo?), tira aqui &lt;em&gt;pá mim&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Tirar por que? Se tirar este pino, a bola estraga e esvazia.&lt;br /&gt;- Tira, Tia. Quero por ela no bolso para conseguir pegar o lanche.&lt;br /&gt;- Ô fofura, entre na fila, pegue o lanche que seguro a sua bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou o tempo todo me vigiando, desconfiado. Pegou os pacotes e a garrafinha e perguntou se podia se sentar ao meu lado. Eu estava em pé, disse que sim, abaixei e fiquei olhando-o comer, devorando tudo sem ao menos sentir o gosto, deixando restos entrarem pelo nariz, como se fosse a primeira e última"refeição" da vida.&lt;br /&gt;Ao final, pegou a bola comigo e saiu, correndo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabada a ação, compartilhei com algumas pessoas que até mesmo o cheiro daquela experiência era igual ao que carregava comigo quando fazia mutirão nas favelas de Belo Horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de toda a absorção devida por todos os rostos e olhos e mãos e bocas que vi, fomos almoçar e, enquanto nos fartávamos, falávamos deles. Comentei também que conheci uma menina de 15 anos, com a segunda filha no colo, de seis meses.&lt;br /&gt;Não se espantaram tanto, porque as meninas daqui engravidam com 12 e 13 anos do pai ou do irmão e que, sendo o fruto feminino, aliciam para outros para "dar dinheiro", porque mulheres não são tão bem aceitas e preferem filhos, que produzem e "dão dinheiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a viagem continua por mais cinco dias e outras três "cidades". Esta foi só uma parada para a recuperação do fôlego, que por alguns minutos eu perdi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"O mais importante na vida não é a situação em que estamos, mas a direção para a qual nos movemos". Oliver W. Holmes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-8271486550472707912?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/8271486550472707912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=8271486550472707912' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8271486550472707912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8271486550472707912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2011/01/pesado.html' title='Pesado'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1705170555573009296</id><published>2011-01-09T16:43:00.002-02:00</published><updated>2011-01-09T16:57:01.769-02:00</updated><title type='text'>O dez já virou onze</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;"O homem é um ser incompleto".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sei para vocês, mas para mim, 2010 passou como um feixe de luz por uma fresta na janela, logo no domingo de manhã, quando você quer ver se sai da cama para caminhar ou se continua mais um pouco, porque está nublado. Em segundos, muito acontece e o que era já pode não ser mais. A decisão do que seria muda na mesma rapidez em que você decidiu a anterior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E no ano em que escolhi voltar para minhas raízes, o que deveria ser não foi. Exatamente. Optei pelo inusitado, quando achava que seria conservadora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muito não tem sido como planejado e eu já não acredito que tentar preparar as coisas é a melhor forma de se construir o que quer que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem planejamento algum, me tornei algo que mamãe várias vezes me disse que eu era: água - adaptável: onde quer que se coloque, ela toma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não diria que estou 100%  assim em &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/12/coisas-feitas.html"&gt;São Luís&lt;/a&gt;, mas de fato tenho potencializado as coisas boas e, como todo fluxo de água, sigo em frente, sem parar ou tentar retroceder, até que eu entenda que já desaguei no mar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem agenda, voltei para a casa no recesso e nos 45 minutos do segundo tempo, consegui uma opção bem interessante de &lt;em&gt;reveillon&lt;/em&gt; que, independentemente do resultado, para mim, seria voltar ao tempo e resgatar mais uma vez o ponto de partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na alegria em um sítio isolado da civilização, as pessoas falaram de planos, agradeceram por 2010, pelas conquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei rapidamente que nos então &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/01/trezentos-e-sessenta-e-cinco-dias.html"&gt;12 meses&lt;/a&gt;, eu havia mudado de país, iniciado uma nova perspectiva de vida em um Brasil que mais uma vez não conhecia; decidido comprar um carro; viajar novamente; mas não havia conseguido o principal da devoção que provoquei a mim mesma na virada &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/01/cada-segundo-e-reveillon.html"&gt;do nove para o dez&lt;/a&gt;: relacionamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mesmo "de volta", respondi menos a &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt;, não me disciplinei para diminuir distâncias usando a virtualidade do mundo contemporâneo, deixei aniversários passarem e, de fato, vi que não consegui voltar a ser o que sempre fui, com tanta gente reunida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, isso não me preocupa tanto, porque se é assim, pelo tempo ou pela escolha, que façamos o bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as pessoas naquele sítio, por duas horas, não se contentaram em listar o que foi e como foi, mas de forma pragmática, se propuseram a finalmente começar com que aconteça de 2011 em diante: dividiram as atividades diárias e os projetos mais complexos e demandados em "roda da vida", para que se cruzem e tenham ligação uns com os outros, para que sejam de fato úteis e importantes, deixando o que é mais superficial para ser gozado em menor tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu não estava pronta e nem sei se queria pensar em listas de fazer e não fazer, ser tão imperativa; afinal, saber o que devemos e não devemos é quase óbvio; temos conhecimento; a diferença está em tirar do campo das idéias e implementá-las, de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me provocaram em pensar o porquê então dessa lacuna: "sei, mas não faço". Ah!, nada disso, "preguiça", como costumo colocar. É um tipo de ação a se tomar que não me motiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim - e como já concordei com  Eckhart Tolle  anteriormente, em que "pensar virou uma doença" - parei na parte dos feitos em 2010 e decidi, na virada para o onze, que continue como tem sido: a hora em que eu tiver que decidir o que quer que seja, eu vou: a minha roda da vida não tem linha nem cronologia:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Mantenha seus pensamentos positivos porque pensamentos tornam-se suas Palavras;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mantenha suas palavras positivam porque suas palavras tornam-se suas Atitudes;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mantenha suas atitudes positivas porque suas atitudes tornam-se seus Hábitos;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mantenha seus hábitos positivos porque seus hábitos tornam-se seus Valores;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mantenha seus Valores positivos porque seus Valores tornam-se o seu Destino".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Mahatma Gandhi)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1705170555573009296?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1705170555573009296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1705170555573009296' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1705170555573009296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1705170555573009296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2011/01/o-dez-ja-virou-onze.html' title='O dez já virou onze'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-6415611366268000821</id><published>2010-12-12T16:28:00.003-02:00</published><updated>2010-12-12T17:43:44.829-02:00</updated><title type='text'>Coisas Feitas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;"Não importa de onde você tira as coisas - importa é para onde você as leva." Jean-Luc Godard&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São quase quarto meses sem escrever. De fato, não vivi muitas coisas diferentes para manter o ritmo de compartilhar, semanalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve dias em que tive vontade de detalhar, mas parecia pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que vou ficando menos exigente com as coisas (não com as pessoas), porque já passei por situações em que escolher é um luxo, já não consigo enxergar a beleza e o diferente "em lugares escondidos e inesperados", então, o que talvez pudesse ser publicado, ficou comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorei a sair de São Luís, capital, para percorrer os trechos que compõem o projeto físico ao qual estou alocada &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/07/do-bleh-para-o-uhu.html"&gt;desde a Líbia&lt;/a&gt;: muito trabalho de reconhecimento do negócio, do cliente e dos parceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, nas últimas três semanas, pude percorrer pelo interior do Maranhão e do Pará para visitar nossos escritórios e ver, de fato, como as coisas iam. E eu, embora com raízes &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/07/ainda-somos-os-mesmos.html"&gt;humildes, pobres e interioranas&lt;/a&gt;, que, além de tudo, já tinha vivido as experiências no &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/03/namaste.html"&gt;Sri Lanka&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/02/po-leu.html"&gt;Tailândia&lt;/a&gt;, me desbanquei, de novo!: nota-se uma carência extrema e diferente, onde não há água (mesmo), imersos a um calor naturalmente prejudicial, com pessoas dispostas a serem outra coisa além do que foram até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovens ou velhos com um olhar de esperança de que aquilo vai fazer as coisas mudarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que haverá tratamento de água, redes de esgoto, escola, conforto, asfalto, alimentação saudável, diferentes marcas de consumo, opções de escolha, olhares que se olham e decisões que impactam. Transporte público. Segurança. Coleta de lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças vivem em meio ao alcoolismo dos pais, que não necessariamente são agressivos, apenas se dopam para dormir sem ventilador e trabalhar por meio salário mínimo.&lt;br /&gt;Jovens sem ter o que fazer, perambulando e, tentando se encontrar ali, na praça, em meio a fumaças de cigarros baratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo naquele que dizem e promovem em revistas caras, nos Lençóis Maranhenses, há quaisquer estruturas para o que poderia de fato ser. Vale o visual e o passeio pelo Rio Preguiça; a observação dos nativos que vivem em vilas e vilarejos, à espera dos turistas que vão comprar um adorno, um artesanato ou simplesmente vão abrir a mão para que tenham como retorno o sorriso da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil prever um futuro nisso tudo. E é Brasil. Logo aqui, em cima de nós, que "somos do Sul":&lt;br /&gt;é preciso evoluir, e muito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do interior do Maranhão segui para o interior do Pará - a ponta de lá do projeto. Por terra, foi sensacionalmente estranho andar em uma estrada que separava em lados esquerdo e direto a Floresta Amazônica.Em vários pontos, a Floresta é fechada, robusta, se impõe e se mostra ao que veio. Adiante, ela vira pasto e demonstra-se devastada, não tão dona do reinado mais: os burgueses acabaram com a nobreza, também ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em uma das minhas cidades-destino, perguntei pela Transamazônica, projetada como uma "obra faraônica", mas que não disse e ainda está muda, a respeito do que veio.&lt;br /&gt;Pouco interessante, ela é uma avenida como outra qualquer, com seus buracos, má sinalização, envolta a prédios e casebres inacabados e mal-cuidados: nada demais, infelizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre-sinais, tribos indígenas vendendo seus cocais; indiozinhos dependurados pelo seio materno; índios dirigindo caminhonetes caras, com celulares na cintura, fumando outros cigarros baratos e não naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo muito estranho, mas não ao ponto de ser caracterizado como um "choque-cultural".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, nesta nova experiência de Brasil, é bom que tenha trazido vivências, de onde quer que sejam e que tenho tentado colocá-las, por onde quer que passe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se te intriga o porquê deste texto, Saramago me justificaria: "No fundo, todos temos necessidade de dizer quem somos e que é que estamos fazendo e a necessidade de deixar algo feito, porque esta vida não é eterna e deixar coisas feitas pode ser uma forma de eternidade*".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Do texto, Coisas Feitas - José Saramago&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-6415611366268000821?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/6415611366268000821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=6415611366268000821' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6415611366268000821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6415611366268000821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/12/coisas-feitas.html' title='Coisas Feitas'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-6821605667182867140</id><published>2010-08-17T21:08:00.003-03:00</published><updated>2010-08-22T21:14:28.386-03:00</updated><title type='text'>Do que vem o recomeço</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A viagem começou com minha ida ao Aeroporto e, em um engarrafamento literalmente em cima da Ponte José Sarney, o taxista, até então, único a ser falante e se interessar por qualquer coisa, rasgava o verbo acerca de carreatas (razão do trânsito naquele horário) e poluição, se contradizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas até que lixo aqui no rio, não tem problema. Quando ele encontra com o mar, a água leva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De São Luis, parei em Fortaleza, Recife, Salvador até que chegasse, no início da madrugada, em São Paulo.&lt;br /&gt;Estava frio como há muito tempo não sentia e gosto mais ainda da garoa daquele jeito, mesmo sem roupa propícia para curtir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo pelo portão de desembarque, me encontrei com um buzinaço. Eram elas. Abraço bom e muita conversa rápida, no desespero de nós cinco em atualizar umas às outras entre Guarulhos e a casa da Te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Te nasceu em São Paulo, morou até o fim da faculdade em Curitiba, fez intercâmbio para a Nova Zelândia, viajou bastante, é mais nova do que eu, conhece muita coisa muito mais do que eu e se parece bastante comigo.&lt;br /&gt;Não moramos efetivamente juntas em Sampa porque ela morava com o pai, mas era "praticamente". Acordava e ela estava lá e quase colocava a gente para dormir, além de dar carona nas madrugadas afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aprovada para um mestrado nos Estados Unidos e, arquitetonicamente, programou isto aí para nos vermos e outras tantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chegamos a relembrar dois anos atrás, mas revivemos com muita alegria, conversa, risada, música, amigos, cerveja, comida; enfim, felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso tudo, re-encontrei a Teca, da Líbia. Até parece que foi ontem e, diferente dela e de outras pessoas, realmente não sinto saudade. Acho que é um dos poucos capítulos totalmente bem resolvidos na minha vida, que só me dá leveza pela decisão, sem ter medo ou desconforto a não dizer que "sinto muito" - realmente não sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente, vi ainda a Dea - o casamento em que não fui. Este não é assim tão resolvido, mas passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cafés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na correria, daquelas de parar de sentir frio, embarquei de novo e, mais uma vez, pela madrugada, repensei, pensei, vivi, revivi, ri, dormi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tanta coisa, fica por aqui esta etapa do &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;. Escrever assim não representa para mim o que procuro com a escrita, que é compartilhar o aprendizado para que pessoas saibam de mim e, mais ainda, sobre si mesmas. Para que façam diferente. Diferente e melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novidade não me rodeia tanto mais e o olhar já não é tão caprichoso para enxergar o curioso na simplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou feliz que é Brasil, mesmo certa de que não sei por quanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou egoísta e, não compartilhar o dia-a-dia assim, é ter certeza de compartilhar de outra forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se "Escrever é uma maneira de falar sem sermos interrompidos*", quero mais é que me interrompam, porque espero do Brasil o diálogo, o relacionamento e a proximidade. É egoísta porque hoje não penso nos que me leem e estão fora, mas em mim que absorvo que "Devemos escrever para nós mesmos, assim poderemos chegar aos outros".**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que, do escrever, farei como pintura da voz.***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu da alçada mudando, voarei de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Luis Felipe Angell, "Sofocleto"&lt;br /&gt;** Eugène Ionesco&lt;br /&gt;*** Referência a Voltaire.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-6821605667182867140?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/6821605667182867140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=6821605667182867140' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6821605667182867140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6821605667182867140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/08/do-que-vem-o-recomeco.html' title='Do que vem o recomeço'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1264047311772257161</id><published>2010-08-08T17:37:00.003-03:00</published><updated>2010-08-08T17:59:20.204-03:00</updated><title type='text'>Tu achastes?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Leia ouvindo:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MCsk_PW68kY"&gt;I'm Miami Beach - David Guetta&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MCsk_PW68kY"&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fiquei sem &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt;, porque mudei do hotel para o &lt;em&gt;flat&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Não tem muita diferença, apenas que agora posso fazer meu macarrão sem tempero, &lt;em&gt;miojo&lt;/em&gt; com salsicha e relembrar os bons tempos de dificuldade e alegria em Sampa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O custo de vida daqui é surpreendentemente alto e os nativos estão tirando um super 'proveito da migração, do desenvolvimento e da oferta de emprego. Segundo eles, "o povo do sul tá subindo". Eu não sou do sul e subi, mas veja lá, comparemos as receitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negociações à parte, vou e volto andando do escritório e ouvi dizer que a praia é do lado. No Domingo, desbravando a região, ao som de várias músicas que há muito tempo não escutava, descobri que é perto mesmo, mas diria que fica "atrás de mim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é das melhores para banho, mas andei, andei, andei e, na volta, parei em uma barraca típica, pedi "&lt;em&gt;um chopps e dois pastel&lt;/em&gt;" e, uma pena, veio de carne e queijo, ao invés de camarão ou algo sortido regional - o atendimento é péssimo, por mais que se pague pelo ambiente, cardápio ou serviço mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei lá para casa, porque é dia dos pais. Feliz ou infelizmente, já não me abalo por não estar próxima e em conjunto em datas como esta e dar um alô soa "&lt;em&gt;ok&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adaptação está indo, nem boa ou ruim. Adoro o que faço, estou tentando (ainda) me identificar e entender a empresa, interagir com meus pares e afins e de segunda à sexta a rotina me agrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não achei uma academia por perto, mas amanhã acho que terei notícias de uma Associação Atlética de um Banco ao qual não sou correntista: faço votos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ao show do Capital Inicial, graças a presença de um amigo de uma amiga na cidade: se não fosse ele, me manteria entre quatro paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este fim de semana, fomos numa balada &lt;em&gt;tutst-tutst&lt;/em&gt;. Os amigos dele me receberam bem e, cada um no seu quadrado, pude curtir o som: até que gostei e fiquei até quase a hora em que a lanchonete vira padaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana em que passou, fui a um dos treinamentos obrigatórios ministrados por nossa cliente e, o que parecia chato e cansativo, ao fim, foi muito divertido.&lt;br /&gt;Mais próxima aos simplórios daqui, descobri palavras novas e expressões que até então não significavam nada para mim:&lt;br /&gt;- Pessoal, o equipamento é para ser usado como pede o seu fim, nada de fazer "xibé" nele.(Xibé é uma mistura de cebola, tomate, pimenta, água e farinha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram dias dinâmicos e, na verdade, na espera de que a Gol se acerte porque sexta-feira tenho um encontro marcado, marcadíssmo: a reunião de amigas que se tornaram o que são desde 2008. Advinhe onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando nisso, o título é apenas porque gosto do jeito que falam por aqui e, por enquanto, é só isso &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;do que gosto. Isso e que é Brasil!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1264047311772257161?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1264047311772257161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1264047311772257161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1264047311772257161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1264047311772257161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/08/tu-achastes.html' title='Tu achastes?'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-7914237832923572268</id><published>2010-07-25T20:41:00.006-03:00</published><updated>2010-07-27T20:13:27.776-03:00</updated><title type='text'>Do bleh ao uhu!</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Analfabetismo Funcional&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;[Pessoas com menos de quatro anos de escolarização não possuem as habilidades de leitura, escrita e cálculo para fazer face às necessidades da vida social dos nossos tempos. Por esse padrão, cerca de 800 a 900 milhões de pessoas no mundo jamais poderão cumprir algumas tarefas simples e corriqueiras em sua vida pessoal e profissional, tais como: ler uma estória infantil para seus filhos, cozinhar seguindo uma receita, ler (e entender) um jornal ou uma revista, entender as instruções de montagem de um brinquedo, consultar o menu de restaurantes, ler os ingredientes de uma embalagem de alimento ou remédio, ler o rótulo de um produto de limpeza, preencher um formulário de emprego, entender suas contas de água, luz e telefone, ler as instruções de segurança de um equipamento, etc]*1991 - União Brasileira de Escritores (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.brasileitor.org.br/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;www.brasileitor.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cheguei da roça na euforia, contando os casos e o quanto me diverti ao ouvir as pessoas conversando comigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fia, se &lt;em&gt;tu querê&lt;/em&gt;, tem mais comida (...).&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Ih&lt;/em&gt; quando tu teve os &lt;em&gt;pobrema&lt;/em&gt; da coluna, &lt;em&gt;tu fez inzame&lt;/em&gt;? &lt;em&gt;Real X&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Se tu querê&lt;/em&gt;, tem vinho. Mas embebeda, moça!&lt;br /&gt;Sou fã da simplicidade, do trato sincero, do acolhimento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Depois do afago familiar longínquo, voltei para a banda original e liguei para a Líbia, para saber se algo tinha acontecido durante aquela semana de refúgio, já que meu &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; não trazia nenhuma notícia daquele lado.&lt;br /&gt;Felizmente, me deram atualizações e, no dia seguinte, recebi outros telefonemas que giraram em torno de dois Santos-destino: Paulo e Luís.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo é sempre interessante, moderno, criativo, diferente. Luís é desconhecido, embora tenha uma pitada curiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Optei por Luís que trazia em si um desafio e uma oportunidade profissional que naquele momento Paulo não poderia iluminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta-feira, quando tudo foi claramente entendido, ouvi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bárbara, preciso de você amanhã aqui.&lt;br /&gt;- "Amanhã"... é quando?, perguntei.&lt;br /&gt;- Segunda-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele êxtase inesperado, com tudo tão rápido, fiz de tudo um pouco: continuei a descansar, fique com a família, amigos; foquei no pilates, mala e tentativa de entendimento sobre morar em São Luís, no Maranhão. Longe. Mas Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui nada de muito otimista e a realidade me pareceu muito realista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De novo, optei por não ouvir nem ler tanto sobre tudo e tirar minhas próprias conclusões: parênteses para os Lençóis Maranhenses: Opinião sobre visitá-lo é unânime!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, mais algumas horas de vôo e diria que a Ilha do Amor e do &lt;em&gt;Reggae&lt;/em&gt; não me recebeu da melhor forma possível e as pessoas até agora - da região ou não - foram menos solícitas do que o esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desanimada nos primeiros dias, literalmente perdida e já com aqueles questionamentos insistentes, saí do "&lt;em&gt;bleh&lt;/em&gt;" para o "&lt;em&gt;uhu&lt;/em&gt;", depois de uma conversa e um fato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira conversa de trabalho, propriamente, fez meus olhos brilharem, pelo desafio, crescimento, aprendizado escancarado, que era só pegar, porque já estava ali: complexo e a minha cara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias depois, o cliente reuniu todos do prédio - to-dos - para refletir sobre um acidente que tinha acontecido em outro país, questionando-nos a importância de cada indivíduo, em qualquer lugar que se esteja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um debate-aberto, falamos do quão grave os riscos se colocam, quando estamos em locais como Maranhão: mais de 40% da população é "analfabeta funcional".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pensei (amos): como uma pessoa lê, entende e, portanto, opera um equipamento de risco; uma máquina; um diálogo; um serviço; a assinatura de papéis; tudo? Como fazem e pensam todas essas pessoas? Como lidam e vivem no dia-a-dia? Como processam e implementam tudo o que pensam? Como é... tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;bleh, &lt;/em&gt;combatido pelo &lt;em&gt;uhu&lt;/em&gt;!, pelo desafio que, de grande, passou a ser maior, tornou as variáveis não tão óbvias e tornando aparente que, embora Brasil, não seria mais fácil, mas ainda assim, inusitado. Ainda, diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paradoxalmente me disseram - e confirmei - que aqui se fala o Português mais correto do Brasil e, de fato, observando no dia-a-dia, gostei do que ouvi. Não é tão convidativo quanto foi na roça, mas intrigante a fala &lt;em&gt;versus&lt;/em&gt; a escrita. Há chão e coisas além a serem feitas: se &lt;em&gt;querê&lt;/em&gt; conhecer, &lt;em&gt;é só vim&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-7914237832923572268?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/7914237832923572268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=7914237832923572268' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/7914237832923572268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/7914237832923572268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/07/do-bleh-para-o-uhu.html' title='Do bleh ao uhu!'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-3039587356425994426</id><published>2010-07-19T10:22:00.000-03:00</published><updated>2010-07-19T10:54:30.089-03:00</updated><title type='text'>(Ainda) Somos os mesmos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leia ouvindo: &lt;a href="http://letras.terra.com.br/ze-ramalho/49361/"&gt;Admirável Gado Novo - Ze Ramalho&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/ze-ramalho/49361/"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Na noite anterior à minha partida para o sertão Baiano, fomos para a casa da vovó, ficar juntos, jogar conversa fora, comer coisas boas, tomar umas cervejas em família e rir!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Para compartilhar um pouco de como eram as noites dos meus "fins de semana" na Líbia, levei o &lt;em&gt;narguilê&lt;/em&gt; que tomou conta do pedaço e foi a sensação: mamãe e vovó experimentaram os fumos de hortelã e maçãs (verde e vermelha), rimos dos tragos não muito bem dados e do fumaceiro que exalava cheiro bom; reunindo o que estava aparentemente isolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contei um pouco das últimas semanas que vivi antes de voltar e um pouco de casos gerais, bons e difíceis que convergiram para a decisão de revê-los e estar mais próxima.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Rimos da minha imaginação quanto ao que enfrentaria pelo caminho até chegar na roça e diria que desmereceram o meu medo, fazendo um comparativo "Você morou na Líbia um ano e meio e está assim para ir ao interior da Bahia?". Sim, estava. Acontece. E rimos de novo: muitão!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Noite feliz! O dia seguinte se resumiu em comprar queijo, castanhas e afins para levar para o pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mala se tornou algo totalmente inconveniente para quem pegaria dois ônibus, esperaria pelo segundo por uma quantidade de horas inesperada e andaria em ruelas de terra batida e cascalhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Na rodoviária, entre BH e a tal cidade-primeiro-destino, seriam 20-22 horas. Depois, mais seis (horas) e cinco km até a casa do vovô.&lt;br /&gt;Tudo bem. Papel higiênico na mochila, pães de queijo, água, livro, &lt;em&gt;Ipod&lt;/em&gt;: (acho) que estava pronta para o caminho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As paradas na estrada, de fato, são muito precárias e embrulham o estômago algumas vezes. Um acidente entre Minas e Bahia nos deixou literalmente parados até que o tráfego fosse liberado por umas três horas. Sem sinal de celular, saí andandando por ali até achar um telefone público e avisar minha mãe que avisasse "meu irmão do meio" que não seria tal como deveria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Depois de 30 horas, percorrendo os dois trechos, cheguei na cidadezinha próxima à roça e o Sérgio me esperava.&lt;br /&gt;Quando viu a minha mala, balbuciou algo por alguns segundos e entendeu que não seria prático, cômodo, nem inteligente tentarmos uma moto, carona, carro ou bicleta para irmos para a roça, aquela hora: dormimos em uma vizinha-amiga, que nunca vi na vida, mas que trouxe o bom indício de que me sentiria em casa, mesmo após 12 anos e... 30 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;No dia seguinte, logo pela manhã, conseguimos carona de carro e fomos. Tia Zai, vovô e vovó nos esperavam de&lt;br /&gt;braços abertos e mesa posta. Também entendi que comeria bem!&lt;br /&gt;Conversa em dia pela manhã, à tarde, depois do almoço, participei com meu irmão do manuseio de adubos e preparação da terra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Revi algumas pessoas que participavam das minhas férias de Julho, quando criança; conheci outras; relembrei e vi&lt;br /&gt;que embora tenha mudado bastante, com a tecnologia e a energia elétrica presentes, o lugar "continua a mesma coisa"- "mentalidade Senhorita, mentalidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei banho no rio. Andei de bicicleta. Comi frango que vivia no quintal. Demos comida aos porcos. Comi biscoito&lt;br /&gt;recém assado em fogão a lenha. Vi como se faz um legítimo doce de leite no tacho. Tomei vinho de garrafa de plástico. Tomei picolé caseiro. Dormi depois do Jornal Nacional. Acordava com os galos. Vi como se planta árvore. Passei por um assentamento de sem-terra. Dei tomé na galinha para ver um de seus pintinhos-amarelos de perto: fofinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compartilhei presente, passado e futuro, com meu irmão do meio. Comi bolo, tapioca e aipim. Cuzcuz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E voltei, energizada, depois de 18 horas de viagem, entendida de como proceder em caso de paradas, mas sem saber que dali a dias deveria estar pronta para viajar de novo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-3039587356425994426?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/3039587356425994426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=3039587356425994426' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3039587356425994426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3039587356425994426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/07/ainda-somos-os-mesmos.html' title='(Ainda) Somos os mesmos'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-4530752874485752432</id><published>2010-07-12T14:57:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T15:07:36.268-03:00</updated><title type='text'>Antes do recomeço</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;À toa [1.Impensado, irrefletido; 2.Sem préstimo, inútil; 3.Que não exige trabalho ou esforço; fácil (...)].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Dicionário Aurélio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Foi difícil me levantar. Fosse da cama ou do sofá. Uma semana e um dia de sono e cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Não liguei o computador, desligava algumas vezes por dia meu celular e, confesso, deixei o telefone de casa tocar. Sei lá o que deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi só a viagem longa, acho que foi uma baixa emocional mesmo. Um "finalmente" seguido de um pensamento paradoxo; algo como "mas muitos deles não vou ver mais". Muita coisa ao mesmo tempo e eu sem disposição e interesse de pensar por alguns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, quando cheguei e abri a porta do meu quarto, havia fotos, frases e votos espalhados pelas paredes e móveis. Balões coloridos: era festa! "&lt;em&gt;Back home&lt;/em&gt;!".&lt;br /&gt;Eram registros de lugares por onde passei, pessoas que conheci e, nas costas da porta, retratos de nós cinco: papai, mamãe e os meninos, com uma lembrança ao passado, que até hoje cai como um ótimo conselho que dizia "férias é folga".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu irmão do meio dizia isso quando viajávamos, todo mês de Julho, quando meus pais falavam de trabalho ou quando meu pai se irritava (facilmente) com qualquer ligação que atendia no celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim! Estava de férias e "férias é folga". E, então, daquele modo, dormi, li, saí muito pouco de casa, tomei poucas cervejas e, somente no outro fim de semana, compartilhei uma garrafa de vinho com meus pais e meu irmão mais velho na hora do almoço. Não queria muito e estava gripada, além da preguiça inerte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira semana seguiu do jeito que quis, literalmente. No fim de semana, alguns compromissos sociais que até quis dizer "sim" e, principalmente, a um casamento. Bela e estranha a sensação de vê-la entrar de branco, com o príncipe esperando ali no altar, abençoado.&lt;br /&gt;Acompanhei de longe o caminhar do relacionamento, porque primeiro estive em São Paulo, depois Tripoli. Mas nas minhas duas vindas à BH nos vimos, me relatava, estava feliz.&lt;br /&gt;O dia chega. Foi bacana. &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/07/que-seja-eterno-enquanto-dure.html"&gt;Que seja...&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, na Segunda-Feira, amanheci bem melhor e fui correr, absorvendo energia boa e na volta parei em uma academia: comecei pilates e atividades de verdade! Quem diria: havia outro eu em mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre uma lida, conversa, saída, novela e outra, porque não ir para a roça, visitar o Sérgio - "meu irmão do meio" - e meus avós paternos? Parei para contar e havia 12 anos que não aparecia por lá. Sim, era hora. De avião, muito confuso e somente uma vez por semana. De carro, não haveria companhia. Foi de ônibus mesmo: e que viagem! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-4530752874485752432?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/4530752874485752432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=4530752874485752432' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/4530752874485752432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/4530752874485752432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/07/antes-do-recomeco.html' title='Antes do recomeço'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-4339976056721438359</id><published>2010-06-18T06:54:00.000-03:00</published><updated>2010-06-18T07:01:06.210-03:00</updated><title type='text'>(E) Feito Borboleta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando eu vi o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_Borboleta_(filme)"&gt;filme Efeito Borboleta &lt;/a&gt;pela primeira vez, não gostei. Não entendi a lógica. Por ali, eu já estava na Faculdade, mas só fui entender a mensagem e acreditar que fazia sentido e era verdadeiro, depois que decidi sair da empresa do meu pai, para seguir um caminho desconhecido, &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2008_10_01_archive.html"&gt;meu&lt;/a&gt;, que eu traçaria conforme caminhasse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pensei sim - e ainda penso às vezes - no "e se tivesse continuado na Empresa do meu pai?": mas o "se" logo se desfaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada do que eu pensava para mim, naquela época, aconteceu. Talvez eu tenha colhido algumas coisas, como ter conhecido vários países e diferentes pessoas, mas a forma que isto me encontrou foi de um efeito proporcionado pelo "acaso" e que, então, me fez adorar este filme e, por conseguinte, a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_do_caos"&gt;Teoria do Caos&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, sei e entendo que as coisas farão sentido um dia. Pode ser que leve um, dois, dez anos; mas os pontos se conectam e as pessoas se encontram; desencontrando-se de outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta minha última semana na Líbia foi leve e boa. Não muito diferente do cotidiano, exceto pela Copa. Na verdade, pelo Jogo do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transmissão aqui só pode ser adquirida a partir do canal &lt;em&gt;Al-Jazeera&lt;/em&gt; que é a cabo, mas é de outro satélite, diferente do que temos a Globo Internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, alguns se juntaram na casa de uns expatriados, verde-amarelo, balões, bandeira. &lt;em&gt;Chips&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;nuts&lt;/em&gt;! Tudo pronto! Fui direto da academia. Estava de azul e preto, não me lembrei, &lt;em&gt;ué&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos carne em casa para assar no pós-jogo. Levei minhas cervejas sem álcool que, se não bebesse naquele momento, apodreceriam na geladeira, porque minhas &lt;em&gt;roomies&lt;/em&gt; gostam é de leite: eu já desmamei faz algum tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ótima transmissão, não vimos o primeiro gol, só ouvimos o Go-Go-Go-Gooooooool e começamos a gritar e nos abraçar!: incrível que até quando o momento poderia ser ótimo, dá raiva. Passou.&lt;br /&gt;Dos 90 e poucos minutos, talvez tenhamos assistido 20, mas o segundo gol conseguimos e o da Corea do Norte também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que fizeram isto de propósito - sabotagem, mas acredito mesmo que foi o vento: uma tempestade de areia ameaçava chegar desde o amanhecer do dia e se fez presente, fortemente, entre o intervalo do primeiro e o segundo tempo.&lt;br /&gt;Mesmo ficando embaixo da tenda armada no Jardim para me proteger do efeito natural, aproveitei para prender o cabelo e reunir de uma vez só toda aquela areia que, quem sabe, serviria como um nutriente e passava fortemente a mão no meu rosto, para aproveitar o esfoliante natural.&lt;br /&gt;Meus olhos ficaram expostos mesmo e nada de positivo pude tentar tirar daquele momento: era muita areia e muito vento, enquanto o Brasil jogava pela Copa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tipicamente assim, com o que vivi no contexto Líbio, fecho este ciclo, com muito aprendizado e certa de que várias sensações, principalmente as sentidas sozinhas, mesmo quando fisicamente em volta de outras pessoas, venham acrescentar em um outro momento e espaço.&lt;br /&gt;Mesmo sabendo que para muitos esta decisão é o princípio de um erro e/ou de um desacerto, prefiro acreditar no Efeito sob uma outra forma, mais atemporal, que não foi definida por nenhuma teoria ou caos, mas pela experimentação prática, real e natural da vida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Justo quando a lagarta pensou que o mundo tinha acabado, ela virou uma linda borboleta", Lamartine*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darei notícias do Brasil!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Alphonse Marie Louis de Prat de Lamartine: escritor, poeta e político francês&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-4339976056721438359?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/4339976056721438359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=4339976056721438359' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/4339976056721438359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/4339976056721438359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/06/e-feito-borboleta.html' title='(E) Feito Borboleta'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1395763767530159812</id><published>2010-06-11T17:18:00.000-03:00</published><updated>2010-06-13T02:52:52.410-03:00</updated><title type='text'>Fato consumado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;"(...) O futuro está no ar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Posso senti-lo em todo lugar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Soprando com o vento da mudança (...).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/scorpions/35387/traducao.html"&gt;On wind of change, Scorpions&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se o meu &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; anterior "&lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/06/como-e-que-as-coisas-sao.html"&gt;Como é que as coisas são ( )&lt;/a&gt;" fosse uma pergunta, eu hoje responderia "engraçadas"; para não dizer "irônicas". E, ainda, se eu te perguntasse o que você faria, se você estivesse determinado a fazer algo que todas as pessoas do seu convívio te dissessem para não fazer, qual seria sua decisão? Qual resposta seria? "Depende?". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bom, hoje estou determinada a sair da Líbia, com um primeiro plano de voltar ao Brasil, resgatar o convívio com alguns valores, algumas pessoas, algumas atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tenha aprendido com a cultura árabe a não ser tão séria e determinada em relação ao que é planejado, eu criei algumas expectativas em relação a mim mesma quanto a encerrar um ciclo por aqui; só que inesperadamente não está fluindo de forma tão clara e leve como pensei que seria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando esta minha decisão saiu do campo das idéias e ganhou data prática, me expus a uma série de conversas que geraram algumas provocações e (re) questionamentos em mim mesma. Mas (me) relendo, principalmente textos que começaram com o que eu pensei para 2010, me voltava a certeza de que estou fazendo a coisa certa, mesmo que esteja apoiada efetivamente por pouquíssimas pessoas neste ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltando às minhas bases, tenho o apoio de todos, sem exceção e, se foi o &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/04/pelo-tempo-que-durar.html"&gt;Gajo Português &lt;/a&gt;que disse, com seus mais de 60 anos, que o que aprendeu da vida é que mais do que qualquer direcionamento é verdadeiro seguir o dos seus pais e dos seus amigos; aí, posso te dizer, não há "se" nem "porém" no que eu escolhi para este momento: &lt;em&gt;El presente&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloco um ponto final, mesmo que haja vírgulas no caminho ou reticências e interrogações que me façam pausar a pontuação, até que termine a expressão iniciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana em que o equilíbrio emocional foi posto em cheque e me avaliava quase que por segundo, tivemos &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/06/sem-quintao-ou-pacoca-vai-uai.html"&gt;Festa Junina &lt;/a&gt;da empresa. Pois é. O tempo está voando; e bem diferente do ano passado, não fiz questão de me envolver com nenhum entusiasmo prévio e, para a noite em si, fui como se fosse uma noite qualquer, preparada para encarar um calor intenso, sem brisas de ar fresco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironicamente, há um ano, pairava uma dúvida no ar entre &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/06/escolha-de-ir-e-permanecer.html"&gt;ir e permanecer&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se passou de lá para cá, mesmo que tenha sido somente uma Festa Junina entre o que foi questionado e vivido naquele dia e nesta noite, hoje.&lt;br /&gt;Contudo-entretanto-todavia, como muita coisa é semelhante mas não igual, a decisão também é outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Ainda que neste momento haja algo que incomoda ou preocupa você, não deve abater-se. Aproveite a circunstância e transforme a dificuldade em um estímulo para ir adiante. Tenha confiança no destino que muda sempre, transformando o mal em bem. A sorte é de quem possui coragem". I Ching - Filosofia Taoísta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1395763767530159812?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1395763767530159812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1395763767530159812' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1395763767530159812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1395763767530159812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/06/fato-consumado.html' title='Fato consumado'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-5092169253209294654</id><published>2010-06-04T08:46:00.000-03:00</published><updated>2010-06-04T10:03:42.996-03:00</updated><title type='text'>Como é que as coisas são ( )</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Procure no Youtube: &lt;a href="http://letras.terra.com.br/glen-hansard/775792/traducao.html"&gt;When your mind's made up - Glen Hansard&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Entre os parênteses do título, eu poderia colocar um ponto de exclamação, interrogação ou reticências e qualquer que fosse minha escolha, o sentido iria mudar e traria sensações diferentes; mas não caberia um ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que cheguei na Líbia, entre um telefonema e outro para saudar os poucos com quem me relaciono, fiquei sabendo que o &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/02/so-com-metade-do-cerebro.html"&gt;Felipe&lt;/a&gt; estava de partida; porque entre outras coisas, estava havendo um rearranjo no Projeto ao qual estava alocado e que em dias se destinaria para um outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo soou para mim como algo completamente inesperado, afinal, nos meus planos e nos deles, eu iria antes: muito antes! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos falamos por telefone e só conseguimos nos encontrar na noite anterior do seu embarque, afinal, a diversão no Brasil repercutiu no preço de resolver várias pendências e, principalmente, me organizar, para que eu me libere em breve e siga, para onde quer que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os desafios logísticos, marcávamos e desmarcávamos. Na sexta-feira, trabalhei o dia inteiro, literalmente, chegando em casa e capotando como um bebê cansado após seu aniversário de um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os dias seguiram e fomos jantar com outros amigos dele: da minha "turma", do verão do ano passado, já não tinha mais ninguém - no fim das contas, era só mais um jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia amanheceu e eu estava completamente aérea. Sem foco no trabalho, segui para o Aeroporto para encontrá-lo: Ele não vai estar na minha despedida, se houver uma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste um ano e meio de Líbia, as grandes companhias não estão mais aqui e são realmente poucas as que me aliviam e me fazem rir. Vai ser difícil para elas, assim como para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a semana em que tive conversas importantes. Avisei aos Líbios que mais respeito, admiro e considero, que em breve me vou: fiquei feliz em ver que, por mais que tenhamos os entraves na comunicação, tornamos possível um relacionamento verdadeiro, duradouro, bom e inesquecível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversei com os líderes do Projeto. Com meus pares. Com pouquíssimos amigos e é isso mesmo: em breve, sou eu do lado de lá!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois do Felipe, me despedi de uma outra pessoa que a partir de ontem sairia de férias, com quem não encontrarei em breve, porque quando ela voltar já vou ter saído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semaninha difícil, mas como diz a &lt;a href="ttp://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/01/do-balacobaco.html"&gt;Habiba&lt;/a&gt;, é só o começo e, acrescentaria, que é o meu e de muita gente; com a espera de que tenhamos todas as pontuações, menos (o ponto) final.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Do Início:&lt;/strong&gt; Somos o Tico &amp;amp; o Teco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478899594095038498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 201px; CURSOR: hand; HEIGHT: 101px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/TAj2JwIRECI/AAAAAAAAEKo/TIdqYt4teUQ/s320/ticoeteco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Do caminho:&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478901917053169778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/TAj4Q90pMHI/AAAAAAAAELI/x1XIKXpfuhU/s320/eu+e+teco.JPG" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Da continuidade:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478901405798354450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 309px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/TAj3zNP_zhI/AAAAAAAAELA/QEf9MDBR2-s/s320/DSC02275.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-5092169253209294654?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/5092169253209294654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=5092169253209294654' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5092169253209294654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5092169253209294654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/06/como-e-que-as-coisas-sao.html' title='Como é que as coisas são ( )'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/TAj2JwIRECI/AAAAAAAAEKo/TIdqYt4teUQ/s72-c/ticoeteco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-2141527707327717483</id><published>2010-05-22T18:22:00.000-03:00</published><updated>2010-05-23T09:50:03.536-03:00</updated><title type='text'>Virada Cultural</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leia ouvindo: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/sidney-magal/67750/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sandra Rosa Madalena, de Sidney Magal &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(já vai saber porque)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acordei e faltavam quatro horas para chegar em São Paulo. No mapa, o avião passava por Fortaleza - já no Brasil, se não me engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez a ansiedade não apareceu para dizer "Oi", mesmo sendo lembrada, em segundos, que aquilo só era do conhecimento de uma pessoa: meu irmão mais velho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo: decidi fazer surpresa e chegar repentinamente ao Brasil, dando-me de presente a minha mãe, principalmente, porque o Domingo que seguiria depois daquela Sexta-Feira e Sábado seria dela!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi emocionante o arriar das minhas malas, ainda que pudesse ver e rever pouquíssimas pessoas; afinal, o tempo se põe cada vez mais curto para emoções que despertam o prazer e a felicidade momentânea a cada abraço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, neste clima alegre, eufórico, surpreso, tomava fôlego a cada vez que alguém abria a boca, mas não muito, e falava algo como "ó. Uai. Como assim, gente?", particularmente mineiro!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O fim de semana veio com reunião familiar, muita comida boa, vinho e cerveja. A semana seguiu com afazeres burocráticos, dormidas sem compromisso depois do almoço, andanças pela cidade para se observar as mudanças e as continuidades, corridas ao ar livre, restaurantes, bares, jogos de futebol e, então, avião... .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali segui para São Paulo para tentar articular alterações para um futuro próximo e afirmar a certezade que a cidade, mesmo sendo "uma &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2008/10/oportunidade.html"&gt;panela impermeável de concreto&lt;/a&gt;", me chama, me atrai e me joga na cara que temos muito o que fazer. As oportunidades estão ali, escancaradas, e a nossa leitura depende da compreensão daqueles que se disponibilizam a olhar com boa perspectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revi outras pessoas. Repassei o passado e vi que realmente passei dele. Que o presente é sim continuidade da semente plantada, mas o fruto é muito mais maduro do que a semeadura.&lt;br /&gt;Admirei quase que como se fosse pela primeira vez a liberdade: a leveza de se ir-e-vir quando se quer e, em uma dessas saídas, caí na Estação da República, com a sensação de que tinha sido despejada em um grande centrão da Índia ou China, sei lá, devido a quantidade de pessoas que transitavam em direções iguais ou opostas a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava ali porque assistiria a &lt;em&gt;shows&lt;/em&gt;, à Virada Cultural de São Paulo. Minha ida caiu exatamente no fim de semana em que haveria apresentações gratuitas por 24 horas, a céu aberto. E eu, completamente linerar, fui virada, de fato: era &lt;em&gt;show&lt;/em&gt; do Sidney Magal! Seria péssimo, mas foi ótimo. Muito engraçado e alegre e, entre amigos, não tem preço - mesmo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dias passaram, não tão rápidos, mas o suficiente para ter conversas importantes, para dar outros abraços, comer pastéis, coxinhas, comida japonesa e tudo o que aparecia pela frente: &lt;em&gt;anhac&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo para rezar e agradecer: Amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, entre uma madrugada e outra, fui para o Rio, fechar com chave de ouro essa ousadia toda em tentar me surpreender. Lá, mais do que qualquer outra coisa, fui assistir, me envolver, contribuir, para-com o &lt;a href="http://www.comunicacaoesustentabilidade.com/"&gt;3o. Forum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade&lt;/a&gt;: que preenchimento! Discussões e apresentações riquíssimas, com novos questionamentos e reflexões. Novos acessos. Novo compartilhamento de informação. De notícia. De direcionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tietagens à parte, é impressionante a sede que tenho de inspiração e de colocações como aquela. Em apenas um dia, &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2008/12/um-pouco-menos.html"&gt;veio tudo à tona novamente &lt;/a&gt;e, então, a releitura dos meus objetivos e caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, sem pressa, o importante é continuar em frente, no compasso do momento. Do presente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Falando em presente, não pude ficar o dia seguinte, para o encerramento do Fórum, porque precisava fechar o ciclo iniciado e voltar para BH. E foi um dia bom. Melhor ainda, por estar pronta para recomeçar, onde quer que seja, com o que quer que seja.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os planos, à princípio traçados e tomados como verdade, não ficaram tão lineares assim. Sofreram turbulências durante o passeio. Passaremos por uma manutenção e recauchutagem, para definição do próximo destino a ser seguido.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-2141527707327717483?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/2141527707327717483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=2141527707327717483' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2141527707327717483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2141527707327717483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/05/virada-cultural.html' title='Virada Cultural'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-2198024139294306254</id><published>2010-05-01T02:58:00.000-03:00</published><updated>2010-05-01T03:18:54.466-03:00</updated><title type='text'>Necessita-se de intervalo</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Embora já esteja nesta página, vale o reforço: "&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;É preciso andar com cuidado e com olhos atentos, pois a beleza aparece em lugares escondidos e inesperados, e o seu tamanho é tão diminuto que quase não é vista". &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Campos e Cerrados, Rubem Alves.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu estou ocupada e você também. Trabalho seis dias da semana, corridos. Talvez você fique um sábado ou um domingo, a cada quinze dias. Não importa tanto. Estamos, boa parte de nós, reunidos em um tempo cronológico eufórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que nunca tantos jovens se importaram tanto com o papel social que podem desempenhar, com a ambição por experimentarem algo diferente e, do fruto colhido, fazer algo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu duvide disso, mas eu acho que toda geração se diz "nunca se viu antes na história". Claro que (talvez) não, porque a gente evolui, é natural. O nosso diferencial hoje é que é mais rápido e, sendo rápido, podemos perder alguns detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando escolhi fazer Jornalismo, em 2002 - ano do temeroso vestibular - achava que queria fazer &lt;em&gt;tevê&lt;/em&gt;. Diziam que escrevia bem e, em alguns trabalhos na escola, os professores, principalmente de Humanas, me orientavam para a Justiça ("Direito") ou a Comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, pouco sabia do real poder e influência que comunicar podia determinar; seja um grupo de pessoas, uma decisão em família, uma revolução social. É forte. E, naquele momento, comecei a refletir que talvez ela não seria mais o Quarto Poder, mas o Primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo vi que tevê gera um impacto maior, é mais visível e, quase que em paralelo, vi, como voluntária em um jornal impresso, que fazia cobertura às necessidades da comunidade que vivia em torno da faculdade, que abdicaria do aparente luxo televisivo, pois me acrescentava estar mais próximo a pessoas que pudessem me ensinar mais; provocar em mim algo inquietante e não linear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado à parte, em conversa esses dias com a &lt;a href="http://milaround.wordpress.com/"&gt;Milinha&lt;/a&gt; por &lt;em&gt;MSN&lt;/em&gt; - ferramenta de comunicação em tempo real ;) - falávamos dos nossos sonhos, há dois anos, quando em São Paulo, e o caminho que tínhamos percorrido desde então e que terminávamos, eu, revendo essa vontade de estar fora do Brasil e, ela, em Porto Alegre, trabalhando como Jornalista, comunicando para muitas pessoas que um avião com o presidente da Polônia havia caído, que o Serra confirmou a candidatura, que o Rio virou um mar de lamas e etc e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem intervalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta mesma semana, em casa, coloquei minhas roupas para passar e, como não encontro a moça - ela chega eu já saí, eu volto ela já saiu - o código é: roupas e cabides em cima da mesa, um dinheiro por ali; sinal entendido, volto à noite do trabalho, as roupas são encontradas devidamente prontas para serem vestidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, não foi assim. As roupas continuavam do mesmo jeito que eu deixei e, pelo jeito que os cômodos estavam, tive certeza que a moça tinha ido. Intrigante. Coloquei mais dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, nada. Fiquei maluca de raiva e a única coisa que consegui pensar foi "será que ponho mais dinheiro?". E, enquanto abria minha mochila para pegar, minha &lt;em&gt;rommie&lt;/em&gt; disse:&lt;br /&gt;- Ela deixou um papel, o que será que está escrito?&lt;br /&gt;Eu: - Sei lá, mas é óbvio que não vou entender. A gente não fala árabe e com certeza não está em Inglês!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eis que:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466180241787813954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 317px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/S9vF-AYFgEI/AAAAAAAAEIg/zoLRZezn350/s320/S10050107530.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim!! Estava faltando o ferro de passar roupa, que estava em um dos quartos fechados, que ela não podia pegar! Portanto, eu poderia colocar mais dinheiro que ela não faria o que eu precisava =)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;E eu, letrada, Jornalista, comunicativa, falando mais do que o meu idioma, com todas as qualificações que dizem e, reconheço; só consegui pensar em algo que nada dizia, supondo uma razão inexistente. Bem-feito para mim, mas dei boas risadas da inteligência, perspicácia, esperteza, criatividade e comunicabilidade da moça.&lt;br /&gt;Se estivesse na minha frente, dava logo um abraço e pedia desculpa, passando o recado de quão belo achei aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, sim, é o Primeiro Poder, carente de intervalos de respiração, para que se siga no ritmo demandado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-2198024139294306254?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/2198024139294306254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=2198024139294306254' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2198024139294306254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2198024139294306254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/04/necessita-se-de-intervalo.html' title='Necessita-se de intervalo'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/S9vF-AYFgEI/AAAAAAAAEIg/zoLRZezn350/s72-c/S10050107530.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-478993661067239704</id><published>2010-04-24T15:42:00.000-03:00</published><updated>2010-04-25T04:12:46.521-03:00</updated><title type='text'>Olha, será que ela é moça?*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tempo [Do lat. tempus, pela f. tempos, que foi sentida como um pl. port. de que se tiraria um singular]: A sucessão dos anos, dos dias, das horas, etc., que envolve, para o homem, a noção de presente, passado e futuro; Momento ou ocasião apropriada (ou disponível) para que uma coisa se realize; Época; As condições meteorológicas; O período em que se vive; época, século (...).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dicionário Aurélio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Voltamos à época em que o Sol aparece cedo e vai embora mais tarde, mas não me remete como uma repetição de dias já vividos, no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ambiente está diferente, as pessoas mudaram, há gente nova e recém-chegada, há indefinição de tempo e às vezes de espaço.&lt;br /&gt;A rotina vai-e-volta, mas com aspectos diferentes. O trabalho, no dia-a-dia, já não é mais o mesmo, mas continua aumentando e se tornando intenso; e nem a academia pede os mesmos movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o despertar e o adormecer do Sol, as horas têm passado como se fosse em segundos e os minutos se tornam um apanhado mínimo da fração deles.&lt;br /&gt;Só percebo a rapidez destas passagens, quando a TV anuncia o Programa do Faustão ou o Fantástico que, sendo apresentados semanalmente, despertam a pergunta em mim: "Outro? E, de novo?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não procuro entender a sensação das 24 horas terem se tornado metade do todo, um terço ou o que seja, mas neste frenesi, sem muito tempo para olhar para mim mesma no espelho, um dia, observando meu reflexo no vidro da academia, enquanto aproveitava a oportunidade da válvula de escape, me vi grisalha - e não é exagero: acredite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poucos fios que nasciam brancos a partir da minha mudança para São Paulo agora são muitos, se multiplicaram e parece que vários deles, negros, estão se tornando branco. Portanto, não há só aqueles que nascem, mas os que se tornam. Levei um susto e fui compartilhar a emoção, quando um dos meus receptores disse "Ah sim, você tem vários; olha mais aqui. E aqui em cima, vire para este lado. Ih, dá para ver de longe já. Brilha! Já tinha visto outras vezes": Ai, que alegria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientificamente, sei que os cabelos brancos surgem como uma consequência do processo natural de envelhecimento, em que as células pigmentares que dão tons aos fios param de produzir melanina (pigmento do "folículo capilar") - que chique!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não vou pintar. Pode ser que vire charme, com o passar do tempo - vai saber. Tempo este que tem sido compartilhado por todos e, de novo, não sou só eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das Líbias que trabalha comigo veio me apontar alguns fios também e, em tom de brincadeira, disse a ela "Sim, estou velha". E ela, na mesma graça, respondeu "Eu também tenho. Use véu e ninguém vai saber".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que véu que nada, me desculpe, quero que eles façam parte das contagens dos anos, como uma boa referência da experiência e prática vivida. Da constatação da intensidade do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, neste intervalo todo, fui agraciada por dois &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; oportunos. Um era questionador e o outro poderia ser, sem saber, a parte reflexiva que responderia a boa parte das perguntas levantadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anônimo-atrevido escreveu: "Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos tem?".&lt;br /&gt;O Mario de Andrade, sábio e lúcido, ponderou: "Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu diria que eu sou o que eu tenho, dentro da capacidade de ser, que é verdadeiramente incontável, imensurável, atemporal e incolor; afinal, "não é pelo que se vê, e sim pelo que não se vê".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:78%;"&gt;*&lt;a href="http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45115/"&gt;Da música Beatriz, de Chico Buarque&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-478993661067239704?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/478993661067239704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=478993661067239704' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/478993661067239704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/478993661067239704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/04/olha-sera-que-ela-e-moca.html' title='Olha, será que ela é moça?*'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-5401786543067185047</id><published>2010-04-10T18:06:00.000-03:00</published><updated>2010-04-10T18:18:58.301-03:00</updated><title type='text'>Pelo Tempo que Durar</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leia ouvindo, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/cidade-negra/64363/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Podes Crer, Cidade Negra&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ela pediu para que eu relesse a aplicação dela para o Mestrado nos Estados Unidos. Me inspirei. Uma outra disse que iria ao Brasil, ver os pais, e que seria bom conversarmos naquele café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai de uma delas segue mal no hospital e, compartilhando a dor, disse que rezaria por todos. Depois, uma outra remetente me disse que seu avô havia ido. Todas nós nos acalentamos e no fim deixamos uma mensagem positiva e terminamos por rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo teve um imprevisto e voltou voando - literalmente - para o Brasil, depois de um susto que a mãe levou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Um outro &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; chegou trazendo a mim a mensagem de que um deles largara todo o conforto da "vida fácil", o salário certo no fim do mês, para abrir uma &lt;em&gt;ONG&lt;/em&gt; e pagar o preço por ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhando na China, estudando nos Estados Unidos, sendo reconhecido na Costa Rica, desafiando-se no Chile ou Colômbia, enfrentando as barreiras culturais mesmo falando a mesma língua portuguesa, terminando namoro, começando outro, abandonando o estudo tradicional, abandonando as viagens corriqueiras, mudando de cidade, casando e fazendo filhos; se envolvendo com causas sociais, enriquecendo-se dentro da causa privada, estudando para Concurso Público, tentando mudar o Governo; chorando pelo time de futebol que perdeu e ganhou, de novo; na dúvida se compra um carro ou faz uma pós; se termina o novo namoro ou se vai para a praia; se faz processo de &lt;em&gt;trainee&lt;/em&gt; ou conhece a Austrália; se chora por alguém ou se ri por vários outros; se lembra da novela com pizza ou da ressaca da gandaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é sentimento compartilhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Videos, poemas e mensagens que dizem muito mais do que a conversa no bar, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;show&lt;/em&gt; que ela foi e eu ouvi dizer. A viagem que fizeram e faltaram algumas na foto. Aquela que optou pelo caminho inverso e chegou mesmo assim. Aquela que tem aparecido em Revistas por bons princípios e que tem colhido o resultado das sementes plantadas na aula de ciências, lá na 6a. série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela que vai para a França, receber um prêmio.&lt;br /&gt;Ele que virou gente-grande.&lt;br /&gt;Ela que virou mulher.&lt;br /&gt;Ele que me pediu recomendação para sair da Bélgica e voltar para a Suíça.&lt;br /&gt;Ela que abriu uma loja.&lt;br /&gt;Eles que abriram uma boate.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eles que casaram e não fui. Eles que vão se casar e irei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nós todos, pela amizade e pelas piadas. Talvez o ser "por &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;" diminua para alguns e aumente para outros. O que importa é contar. Contar comigo para contar. Contar contigo para te contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/03/namaste.html"&gt;&lt;em&gt;Sri Lanka&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;que ouvi do Gajo Português: escute a todos, mas só faça aquilo que ouvir dos teus pais e teus amigos. Teus verdadeiros amigos. A eles cabe considerar. Contando com eles, tens com quem contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou repensando sobre os barcos, porque acho que estou vendo do porto e, para toda costa, há aqueles que para uns partem e para outros chegam: "Podes crer, eu tô falando de amizade".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-5401786543067185047?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/5401786543067185047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=5401786543067185047' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5401786543067185047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5401786543067185047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/04/pelo-tempo-que-durar.html' title='Pelo Tempo que Durar'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-3014781742143663371</id><published>2010-04-03T03:40:00.000-03:00</published><updated>2010-04-07T16:56:22.648-03:00</updated><title type='text'>E os sapatos que não me cabem?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Outro [1. Diverso do primeiro; diferente de pessoa ou coisa especificada; 2. Diferente, diverso,distante (...); 4. O resto; o restante (...)].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Aurelio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é do ser humano, mas acho que é de várias pessoas, inclusive de mim mesma, achar que estamos em situações únicas e que, algumas vezes, só nos damos conta que não estamos tão mal ou tão bem assim, quando criamos oportunidade para entender uma outra pessoa e conhecer uma situação diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que sempre pensei assim, ou pelo menos sempre tentei. "Assim" que eu digo é sob a perspectiva do outro. Não que algumas coisas se justifiquem, mas acho que quando você tem a visão do lado de lá - talvez isso seja um ponto curioso que tenha me feito estudar Jornalismo - você critica menos, ou critica fundamentado no que falta ou excede; no equilíbrio do que é bom e ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil a afirmação, por isso, principalmente no dia-a-dia, acabamos por nos colocar como sendo únicos e injustiçados - ou felizardos - de um modo geral, sem necessariamente olhar para quaisquer lados: - teríamos nos tornado individualistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflexões (vagas) a parte, tenho alguns (bons) exemplos que me acalmam, me confortam, me fortalecem, me inspiram e me motivam, por me mostrarem de que não, não sou só eu e meu umbigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://tassinhapelomundo.blogspot.com/2010/03/domingo-de-ramos.html"&gt;Conina&lt;/a&gt; está na Polônia, trabalhando para uma senhora empresa de Petróleo, depois de ter trabalhado com cultura, na Índia. O &lt;a href="http://aquiespuravida.blogspot.com/2010/03/e-os-ventos-sopraram-favor.html"&gt;Marcelinho&lt;/a&gt; está na Costa Rica, trabalhando para uma monstruosa indústria farmacêutica. A &lt;a href="http://milaround.wordpress.com/"&gt;Milinha&lt;/a&gt; esteve em &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/05/je-ne-parle-pas-francais.html"&gt;Paris&lt;/a&gt;, trabalhando para uma recauchutada empresa de telecomunicação. Lorão ainda está na cidade Luz, fazendo mestrado; redescubrindo-se na vida de estudante europeu, ao contrário da Amanda, que após terminar um semestre em Direito Internacional, voltou para casa. A Lora está em um Banco Holandês, perto da Anna, na Bélgica. Cacá, na Suíça, em um Banco de origem daquele país, mas em cidade diferente da Beta, que antes de desembarcar no País do Chocolate para uma missão pela ONU, esteve em uma árdua tarefa quando em um trabalho volutário, no Quênia. Sister está na Itália, para uma empresa de telefonia (móvel). &lt;a href="http://leofrade.blogspot.com/"&gt;Leo&lt;/a&gt;, na Romênia. Chefitcho, na Suécia, mais ao Sul, de onde está o Kabelo. A &lt;a href="http://pequicomvinho.blogspot.com/2010/03/mais-perto-dos-30-que-dos-20.html"&gt;fofa-da-Aline &lt;/a&gt;está no tremelique do Chile e a Ju, comendo pastéis de Belém, naquele que nos colonizou. Cissinha já-já volta da Hungria, mas não sei se o Henrique volta de lá. O Delfa, no México, fica ainda uns três anos, eu acho. Meu irmão está no sertão Baiano, para onde a Lubi vai em breve. A &lt;a href="http://dudicas.blogspot.com/"&gt;Duda&lt;/a&gt; se mudou para São Paulo, por onde a Marcela vive há anos, um pouco depois que nós saímos do colégio. A Fernanda foi há pouco mais do que um/dois anos - já perdi a noção do tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste discurso vai a vida, etc e tal. Mas e aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí que todos eles passaram, passam ou vão passar pela experiência, como se brincassem na montanha-russa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa devagar, tem uma descida brusca que parece desesperadora, mas impulsiona para cima, porque se pensar bem, há um leve prazer naquele caos e, depois, volta a ficar devagar, pela subida que se repete. Raramente há momentos lineares. Cada um com seu sapato teve que entrar no carrinho para ver o nível da emoção. Umas mais íngrimes, outras nem tanto. Outras com quedas de 90 graus, praticamente queda livre. Algumas bem motorizadas e modernas, acolchoadas. Outras velhas, nada confortáveis, mas que proporcionam diversão e receio que, no fim, fazem seu papel de entregar a experiência prometida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um com seu sapato, ali. Cada um com seu umbigo. E é aí que eu entro com meu pensamento e agradecimento de que eu não sou a única a gostar deste tipo de sapato: há consumidores com uma linha de escolha parecida com a minha, embora não igual. E, se é parecida, eu posso pensar no porquê da escolha daquele produto que não necessariamente é melhor ou pior; é simplesmente o resultado de uma decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, será que gostaria mesmo de experimentar o calçado deles? Diferente, mas compreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, entendendo que não importa onde, nem como, mas todos nós, muito provavelmente, sentiremos falta e colocaremos questionamento nas mesmas coisas e, no final, vamos às mesmas lojas em busca dos mesmos sapatos. Uns mais coloridos, outros maiores, uns descobertos. Mas nenhum desconfortável o bastante que te faça optar por andar descalço - não enquanto se está na montanha-russa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"(...)Pare e pense no que já se viu&lt;br /&gt;Pense e sinta o que já se fez&lt;br /&gt;O mundo visto de uma janela&lt;br /&gt;Pelos olhos de uma criança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe&lt;br /&gt;Que o sentimento não trai&lt;br /&gt;Um bom sentimento não trai(...)".&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Erê, Cidade Negra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-3014781742143663371?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/3014781742143663371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=3014781742143663371' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3014781742143663371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3014781742143663371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/04/e-os-sapatos-que-nao-me-cabem.html' title='E os sapatos que não me cabem?'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1699114089217968165</id><published>2010-03-27T07:20:00.000-03:00</published><updated>2010-03-29T16:18:48.279-03:00</updated><title type='text'>Daquela que foi</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sem Youtube, Leia ouvindo &lt;a href="http://letras.terra.com.br/led-zeppelin/64052/"&gt;Stairway To Heaven - Led Zeppelin&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Babi, vamos para o deserto de novo; anima?&lt;br /&gt;- Opa!&lt;br /&gt;- Mas dessa vez &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/01/decidir-deliberar-determinar-se.html"&gt;não vai furar&lt;/a&gt;, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/02/so-com-metade-do-cerebro.html"&gt;Felipe&lt;/a&gt; me ligou no meio da semana e como já tinha dito "não" da última vez, disse "sim" desta para quebrar a monotonia: como estou chata!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quinta, saí do trabalho meia hora antes do horário previsto, fui para casa, peguei cobertor, &lt;em&gt;moleton&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;otras cositas más&lt;/em&gt;; tomei banho e segui para o Aeroporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éramos 17 pessoas, quatro mulheres, seis nacionalidades. Não tinha a mínima idéia do que esperar e foi muito bom, porque realmente fui bem surpreendida e, por ora, está em uma das melhores viagens que fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos em &lt;em&gt;Sebah&lt;/em&gt; - saindo de Tripoli, pelo mapa, desça em linha reta em direção ao sul do País; dê uma olhadinha para a esquerda: é lá - e logo que o portão do desembarque se abriu havia um legítitmo &lt;em&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tuaregues"&gt;Tuaregue&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; a nossa espera: barba grande, turbante, vestido de pano branco, com sandálias. Era o &lt;em&gt;Otman&lt;/em&gt;. Naquele instante, não senti medo, porque o Tonito, Sul-Africano que organizou a aventura, já tinha estado lá anteriormente com ele e disse que podíamos confiar. Ok, né? Já estava ali e, adiante, era rezar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos em cinco &lt;em&gt;Jeeps&lt;/em&gt; por uma estrada de asfalto e o destino era o acampamento em meio a dunas de areia, não mais que 30, 40 minutos. Caminho escuro, a lua estava tímida, não cruzamos com outros carros e não se via nada pela janela. Absolutamente nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em determinado momento, avistamos uma barreira policial e &lt;em&gt;Otman&lt;/em&gt; parou. Entendemos que, com o intenso &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/11/presente-para-voce.html"&gt;trânsito ilegal de pessoas pelo país &lt;/a&gt;e, sendo o deserto bem extenso, teríamos que apresentar uma carta - de alguém - dizendo que tudo bem e que só queríamos passear por ali. O Tonito apresentou a tal carta, virou-se para trás e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Babi, para todos os efeitos você não trabalha no seu Projeto. Você trabalha em outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que alegria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tudo que envolve polícia, ainda mais em um país estranho, foi tenso. &lt;em&gt;Blablabla&lt;/em&gt;. Olhares. Enfim. Liberado. Ufa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barreira rompida, em alguns minutos entramos nas areias, que só senti, pois não via nada. Não sei como, e nem vou saber, mas chegamos ao acampamento. Do nada. Sem qualquer placa ou referência. Alegria, música, friozinho e lareira. Alguns outros sete já estavam lá, porque tinham ido logo depois do almoço. Nos acostamos, pegamos colchões, saudamos a todos e aos outros quatro &lt;em&gt;Tuaregues&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As 22 horas já se aproximavam e a pergunta era: "e o jantar"?:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fizemos supermercado antes de vir, Babi - diz Felipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, &lt;em&gt;Otman&lt;/em&gt; e os amigos pegaram farinha, ovos e água e, com várias mãos, uma massa de pão estava pronta. Formato decidido, começa uma das experiências mais interessantes das quais já participei: pegaram a brasa da lenha da fogueira, esquentaram uma parte da areia, cavaram o pão nela, literalmente, e ali ele foi assado - por quase duas horas!&lt;br /&gt;Enquanto o forno natural dava seu jeito, picaram tomate, cebola, alho e abriram latas de atum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 2h da manhã, com a lua naquele momento totalmente tímida, coberta por nuvens, com o frio apertando, sentamos todos e, já não me lembro como - talher, mão - comemos e, para mim, nada saboroso, até porque, o delicioso pão árabe naquela noite estava absurdamente areado =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia amanheceu, fizemos ovo cozido, compartilhamos o pão dormido, empacotamos e seguimos para o real objetivo daquela viagem: quebrar a rotina, conhecendo o deserto e encontrando com o oásis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali de onde estávamos seria 80km pela estrada de asfalto, no sentido contrário à barreira policial, e 25km pelas dunas. Logo que começamos pela areia, os nossos motoristas-tuaregues e, portanto, guias, resolveram parar para esvaziar o pneu, explicando-nos que precisavam tirar 1kg de ar de pressão multiplicado por &lt;em&gt;xis&lt;/em&gt; outras medições - e isso tudo em árabe. Não entendi bulhufas!&lt;br /&gt;Neste momento, &lt;em&gt;Otman&lt;/em&gt; disse para segurarmos firme no "puta-que-pariu" (perdoem meu Francês) e pediu que usássemos cinto de segurança. De novo, não fiquei preocupada e tudo o que sentia era: &lt;em&gt;Uhuuuu&lt;/em&gt;, ia começar o meu &lt;em&gt;Rally Dakar&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o trajeto - das 9h às 16:30 - tivemos três paradas fantásticas, sendo a última surreal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 1a.: Areia por todos os lados, cinco carros e um &lt;em&gt;baticum&lt;/em&gt; eletrizante. Era tanta adrenalina, que o medo desistiu de se pronunciar e riu de si mesmo. Entre as subidas-e-descidas, chegamos a um ponto alto de onde achei que íamos despencar, mas logo que o campo de visão foi aberto de novo, ali estava uma área verde, linda, que envolvia um lago seco: deslumbrante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos tiradas, todo mundo babando, entramos para o carro de volta e encontramos o primeiro cenário imaginado por mim quando se falava em oásis. Ali, foi rápido. O tempo já corria contra nós e &lt;em&gt;Otman&lt;/em&gt; disse "Vamos para &lt;em&gt;Gebaren&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fomos: Inacreditável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gebaren&lt;/em&gt; (lê-se &lt;em&gt;Gabron&lt;/em&gt;) ainda se dispõe fisicamente como uma cidade antiga, com casebres e vários &lt;em&gt;Tuaregues&lt;/em&gt; que vendem artesanato para quem quer que visite o local. No "bar" existente, pode-se alugar pranchas para fazer "&lt;em&gt;Sandboard&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio às dunas há um lago, verde; tão verde quanto a vegetação que o circunda; mas a água é um verde-esmeralda; lindíssimo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estirei minha canga, deitei, agradeci, fiquei emocionada pela delicadeza dos traços naturais e pela perfeição da composição da imagem e, com o calor, só queria ficar de biquini e dar um &lt;em&gt;tibum&lt;/em&gt; na água. Que nada! &lt;em&gt;Tuaregues, tuaregues&lt;/em&gt;! Foi de calça e camiseta mesmo! Se não tem tu, vai tu mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta caída n'água, diferentemente da sensação em ver um pão debaixo da areia quente ser assado, provocou em mim uma das estranhezas mais difíceis de assimilar que já tive:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o forte calor, a evaporação é alta, havendo muito sal e minerais; então, tentava mergulhar e empurrar meu peso para baixo, sem sucesso. Boiei naturalmente!&lt;br /&gt;O sal irritou muito os meus olhos e minha boca praticamente estourou: pá! Sensível já pelo frio da noite anterior, aquele pulo dentro d'água foi a gota que faltava. Ainda, do joelho para baixo a água é quente-quente e, do joelho para cima, muito fria! Era tanta coisa ao mesmo tempo que molhei meu cabelo e saí; mas, enfim, posso dizer que mergulhei num Oásis - que dizem dar a mesma sensação do mar Morto: será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo, me vi absolutamente branca: ó sal! E cadê o chuveirinho depois da praia? E a barraca para secar e trocar? &lt;em&gt;Tuaregues, tuaregues&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;Muito homem, grande maioria local ou, mesmo que não fossem, eram muçulmanos, e não dava nem uma cabaninha protegida por mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desafios logísticos à parte, sem detalhes, fiquei com boa parte do sal no corpo e, pior ainda, no cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos um pouco da tarde conversando e vendo nossos guias prepararem macarrão com atum, que ficou muito bom por sinal - sem areia - e dali seguimos pelo deserto, até o Aeroporto, de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Otman&lt;/em&gt; ficou sabendo que o posto para encher pneus tinha fechado e que, então, faríamos todo o percurso pelas dunas: ai minhas costas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas paradas para desatolar alguns dos carros que estavam conosco, mas no fim, tudo certo! Tanto, que não vi serpentes, lagartos, escorpiões ou camelos: "Tudo na mais perfeita ordem; tudo na mais santa paz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do banho de sal (não necessariamente grosso), não há porquê não recomeçar, com energia boa: a semana promete! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1699114089217968165?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1699114089217968165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1699114089217968165' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1699114089217968165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1699114089217968165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/03/daquela-que-foi.html' title='Daquela que foi'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1177485111821043940</id><published>2010-03-20T03:52:00.000-03:00</published><updated>2010-03-20T03:56:04.676-03:00</updated><title type='text'>O que importa é o seu dia-a-dia III?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Em inglês:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Alô, por favor, gostaria de falar com a Eman?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Oi?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Sou euuuuuuuuuuuu, Fátimaaaaaaaaaaaaaaaaa.&lt;br /&gt;Como você estááááááááááááá. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Desculpa-me. Mas não sou Fátima. Aqui quem fala é Bárbara, trabalho no RH da...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tu. tu. tu. tu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1177485111821043940?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1177485111821043940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1177485111821043940' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1177485111821043940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1177485111821043940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/03/o-que-importa-e-o-seu-dia-dia-iii.html' title='O que importa é o seu dia-a-dia III?'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-5994167915603343894</id><published>2010-03-13T18:43:00.000-03:00</published><updated>2010-03-14T04:58:43.988-03:00</updated><title type='text'>A hora do sim é o descuido do não*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acomodar [1.Dar cômodo a; alojar: 2.Pôr ou dispor em ordem; ordenar, arrumar (...). 4.Apaziguar, acalmar, serenar, aquietar (...); 7.Adaptar, afeiçoar, afazer (...). 16.Dar-se por satisfeito].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dicionário Aurélio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que a ida à &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/02/eu-sou-o-que-nos-somos.html"&gt;Tunísia&lt;/a&gt; foi boa: Assim que cheguei do Sri Lanka, recebi a notícia que dali iria para a Jordânia, como continuidade do que tinha sido começado, para uma oficialização da parceria prática com aqueles dez representantes para os quais nos apresentamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tudo na vida, foi bom e ruim: bom porque não deixa de ser extensão de uma oportunidade que vivenciei e que tinha repercutido em frutos esperançosos e; ruim, porque eu estava muito cansada. Ainda estou. E o que eu menos queria era desfazer fazendo mala e esperar pelo tempo que fosse, em qualquer aeroporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de viajar, mas adoro voltar para casa; rever minhas coisas, recomeçar pela rotina, contar casos, compartilhar fotos e planejar a próxima partida.&lt;br /&gt;De supetão, me desestrutura um pouco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, na dúvida da certeza, voltando atrás para recuperar o tempo suspenso, o trabalho transbordava e a pressão levava a um esforço transpirante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ensejo de ignorar a diferença de horários e hábitos, retomando o que eu esperava, a Jordânia realmente ficou para a próxima - nossa participação foi confirmada, mas outra pessoa iria - e o descanso era meu único destino: dormir até tarde e ficar de pijama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como a história se repete e somente os personagens se alteram, como já havia lido, concordado e creditado, &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/11/pijama.html"&gt;o nada é um luxo&lt;/a&gt;!, que dificilmente tem me pertencido.&lt;br /&gt;Já não me recordo uma semana tranqüila ou o deleite de curtir a quinta-feira à noite e a sexta-feira como dias leves e tão pouco passageiros.&lt;br /&gt;Mais uma vez, eu, com minha mania em não dizer "não" e a não me colocar limites, fiz a rotina da academia após o trabalho e a recaptulação das novelas; dormindo "tarde", mesmo quando não podia mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem me posicionar, a quinta chegou com dois convites e, seguida dela, a sexta com mais dois. Antes de sair, o sofá bem que me puxou, mas a teimosia pesa mais e logo me levantei dali: rua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, pensando nisso tudo (agitações e idas-e-vindas) e me acomodando em um processo de sono atrasado, me dei conta do quão para trás estou em outros assuntos: nos &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; pessoais, nas leituras vagas, no livro que me espera escorado na cabeceira da cama, que já recolhe poeiras, nas citações que fiquei de reler e, sobretudo, no planejamento da próxima viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paradoxal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta fração de segundos em que os pensamentos soltos se juntaram como na rapidez da formação de um feixe de luz, fui embalada pela abertura da novela Viver a Vida que resume bem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; essa confusão e que me alivia em aceitar, por ora, que estou cômoda, no que quer que seja este momento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.&lt;br /&gt;Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Toquinho e Vinícius*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-5994167915603343894?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/5994167915603343894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=5994167915603343894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5994167915603343894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5994167915603343894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/03/hora-do-sim-e-o-descuido-do-nao.html' title='A hora do sim é o descuido do não*'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-8124653854045897614</id><published>2010-03-05T14:04:00.000-03:00</published><updated>2010-03-05T15:39:09.131-03:00</updated><title type='text'>Namastê!*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Foi até bom o &lt;em&gt;Mister&lt;/em&gt; Kang ter feito o alerta quanto ao exército nas ruas, porque comecei a ver os oficiais já mesmo dentro do Aeroporto, carregados, cada um deles, com metralhadora. Não que gerasse medo, mas é incômodo e mal sabia eu que, uma vez em Colombo, a cada momento, nossa &lt;em&gt;van&lt;/em&gt; seria interceptada por alguns deles a checar documentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente de &lt;em&gt;Bangkok&lt;/em&gt;, a chegada não trouxe nenhum encontro espetacular de boas-vindas e embora não apresentasse nenhum visual altamente tecnológico, comparativamente, o Aeroporto é um pouco melhor do que os de São Paulo. Precisamos melhorar muito, principalmente porque temo-nos colocado em voga no cenário mundial e, como toda porta de entrada, é preciso mexer na infra-estrutura Brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divagações à parte, a experiência no Sri Lanka foi um caos e, de novo, muito engraçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, quem nos acompanhou para a seleção de trabalhadores foi um Português, inteligentíssimo e sarcástico, do jeito que eu gosto: aprendizado rápido e leve. Trouxe consigo dois livros e já nos três primeiros dias já os tinha lido, estava por dentro do que acontecia no mundo e tinha como embalo à noite as notícias veiculadas pela &lt;em&gt;CNN&lt;/em&gt;, dando-nos o resumo depois do café-da-manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também viajou boa parte do mundo e continua a trabalhar pelas netas. Tem um senhor valor  à família: gostei do gajo, &lt;em&gt;ó pá&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profissionalmente, era uma surpresa a cada dia e as pessoas que nos esperavam não estavam nada preparadas para o feito e; por mais que planejássemos o dia seguinte, voltávamos à noite ao Hotel, para jantar e dormir, com a certeza de que aquelas belas colocações ficariam no papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tantos desafios inesperados, Sri Lanka vai entrar na lista dos próximos, mas realmente não acho que retorne, a não ser que haja uma conexão para as Ilhas Maldivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colombo, por si só, é uma cidade aparentemente sem qualquer apresentação da cultura e é tradicionalmente como uma outra cidade grande desprovida de organização.&lt;br /&gt;É ocupada por um povo sofrido, simples e boa parte abaixo da linha da pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar não necessariamente é serventia para um banho e descanso e, na orla, vê-se muito da Índia,com as mulheres e senhoras cobertas por seus saris vivos, que refletem a luz do sol, sendo boa parte delas e de seus familiares dispostos de uma pele com coloração única, que nos remete ao passado e a mistura da qual resulta o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vi uma distinção clara entre ricos e pobres, quando todas as ruas parecem iguais, sonorizadas com muitas buzinas e algumas vacas por ali. Poucas, mas existentes. Em meio aos carros e aos saris desfilantes, há muitos triciclos que se dispõem como um veículo de transporte mais barato, ágil e, portanto, pouco seguro; envoltos a uma curiosa e, porque não, irônica publicidade por todas as esquinas, contribuindo para uma poluição visual que há muito tempo não via tão exaustiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sri Lanka fecha, em mim, um ciclo de viagens com muitos questionamentos e poucas respostas, mas, sobretudo, com uma inspiração e várias imagens boas e engraçadas, daquilo que podemos dividir e, então, voltar melhor do que saímos, sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar a graça da simplicidade, logo no primeiro dia, fomos a um centro de teste longe do movimento comercial de Colombo. Estávamos, literalmente, no meio de um grande mato e demoramos quase uma hora para chegar lá. Eu e minha bexiga começamos a ter um impasse. Quando estava quase prestes a soltá-la, pedi que me levassem a algum lugar em que pudesse aliviá-la. Prontamente os agentes pediram para que eu entrasse na &lt;em&gt;van&lt;/em&gt; e o motorista me levaria a um banheiro, propriamente dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 15 minutos bateram no relógio e o que eu via, pela janela, eram casebres e a imagem que tinha do que deve ser a Índia e do que é boa parte das regiões carentes no Brasil. E não via nada que pudesse me apresentar o tal banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, a &lt;em&gt;van&lt;/em&gt; parou em um acostamento, onde havia cinco homens em pé, conversando. O motorista desceu, não fez sinal para que eu fosse, falou algo na língua deles e, então, minha bexiga gritava. Desci correndo, sem poder falar nada, porque não poderia fazer qualquer movimento, além daquele de segurar(...). Vi um casebre e ali entrei correndo. Dei de cara com uma senhora muito magra, com seu sari velho, amassado e já sem brilho. Ela sorriu, com pouquíssimos dentes, me deu passagem, tropecei em um gato, vi uma porta para uma fossa e fui. Ó, divindades budista, obrigada por esta oportunidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí, aliviada, achei uma torneira que pingava lentamente uma gota por alguns segundos e, então, a senhora voltou, rindo muito daquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela hora, pude ver a extrema pobreza daquele casebre que abrigava mais que as cinco pessoas que lá fora estavam, com uma porção de arroz e alguns vegetais que logo compartilhariam para o almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí e o motorista estava com uma cara incrédula. Ainda não entendi se aquele era meu destino ou se ele tinha parado para perguntar qualquer informação. Não pude esperar. E foi assim, sem pedir licença, que fui muito bem recebida por aquela senhora, a quem esteve a me olhar de longe, até que a &lt;em&gt;van&lt;/em&gt; se desfizesse em meio a poeira da estrada de areia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nos dias que seguiram, me preparei antes de ir, para onde quer que fosse e, sob este aspecto, tudo correu como planejado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;*Um pouco diferente da Índia, Namastê, no Sri Lanka, tem um sentido de "que você tenha uma vida longa". E esta vai para a senhora que me acolheu, quase sem saber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-8124653854045897614?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/8124653854045897614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=8124653854045897614' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8124653854045897614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8124653854045897614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/03/namaste.html' title='Namastê!*'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-6776367585821430171</id><published>2010-02-27T13:27:00.000-03:00</published><updated>2010-02-28T06:08:56.741-03:00</updated><title type='text'>Pó-Léu</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Entre Tunísia e Tailândia, preferi ler outras coisas, fazer o relatório da primeira visita, ao invés de ler sobre o país e sobre &lt;em&gt;Bangkok&lt;/em&gt;. De praxe, não arrependi por não ter sido mais interessada, mas ao mesmo tempo fiquei com aquela sensação de quem acaba de cair de pára-quedas: &lt;em&gt;Uow&lt;/em&gt;! Onde foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais tinha claro em mente era a suposta figura do agente que nos receberia, com quem havia falado algumas vezes por telefone e várias por &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;: o &lt;em&gt;Miste&lt;/em&gt;r Kang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginava-o como um de nossos trabalhadores Tailandês ou Vietnamita, mas tive a surpresa de que ele é Coreano.&lt;br /&gt;Com um bom vôo entre Istambul e a Cidade dos Anjos, tive uma semana leve, com muita risada, ótima alimentação, recepção e alguém para se guardar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mister&lt;/em&gt; Kang é aparentemente como imagino ser o Silvio Santos; simples, espontâneo, tranqüilo e esperto; vivido, engraçado; muito engraçado e, tomara, um avô bacana! De estatura média-baixa, esbelto, com olhos pequenos que engrandecem por trás das lentes dos óculos de grau, sempre elegante, com roupa social, rodou um pouco mais do que meio mundo, se perdeu da família e atrela seus laços aos sócios da empresa e aos herdeiros deles.&lt;br /&gt;São cinco filhos, mas conheci somente dois. Tá e Tam. Talvez seria assim a pronúncia-escrita. Vinte e cinco e vinte quatro anos, respectivamente, com um bom inglês e uma serventia admirável. São pessoas boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez &lt;em&gt;Mister&lt;/em&gt; Kang seja um empresário demasiadamente solícito com o interlocutor e não tão duro com os negócios. Ou, talvez, nós, como interlocutores, amolecemos o coração dele e ele retirou a tropa reativa, sendo um bom companheiro, guia e, porque não, parceiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Nos levou para jantar no restaurante preferido dele, fez questão que conhecêssemos sua filha mais próxima - os outros dois estão por aí, espalhados em algum canto do &lt;em&gt;mapa-mundi&lt;/em&gt;, com encontros casuais, pessoalmente; fez questão de nos deixar à vontade, quando nos sentimos em casa e pudemos coordenar o trabalho da maneira que melhor nos atendesse e não a ele, necessariamente. Variou o cardápio todos os dias da semana, almoço e jantar, e nos fez ensinar a palavra mais pronunciada nestes últimos cinco dias: "&lt;em&gt;pó-léu&lt;/em&gt;"/chega! Acabou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela manhã, tão logo começávamos a trabalhar, havia café, chá, água, frutas (parabéns para a Manga Tailandesa!),biscoitos, doces, balas e o que quer que fosse; mesmo ele sabendo que por estarmos em um belo hotel, havíamos tomado um desjejum à altura.&lt;br /&gt;Logo chegava a hora do almoço e o absurdo era contínuo. O jantar então, eita, contribuía fortemente para o aumento dos quilos que, segundo o &lt;em&gt;Mister&lt;/em&gt; Kang, "&lt;em&gt;no problem&lt;/em&gt;". Para ele, aplicando os ensinamentos da mãe, desperdiçar não é aceitável e comer faz bem, não faz mal. Comer muito também faz bem: "&lt;em&gt;no problem!&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, no mínimo três vezes por dia, seguimos gritando "&lt;em&gt;Póléu&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;póléu&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;póléu&lt;/em&gt;", na tentativa árdua de que os ajudantes nos entendessem, pelo idioma deles, que aquilo era suficiente e, diretamente, que estávamos lo-ta-dos e que, por favor, "&lt;em&gt;pó-léu food&lt;/em&gt;"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa, cansei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, falando de &lt;em&gt;Bangkok&lt;/em&gt;, a Cidade dos Anjos, do grande Palácio Real, o que pude ver foi por dentro de espelhos e vidros - dos carros e da janela do quarto do Hotel. Entre um engarrafamento e outro, me lembrei muito da Malásia e de &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/09/capitulo-parte-truly-asia.html"&gt;tudo o que vi por lá&lt;/a&gt;, com a exceção de que &lt;em&gt;Bangko&lt;/em&gt;k é tipicamente São Paulo, com seu desenho concretista, carros enfileirados e cortados por motos e lambretas, com quase nenhum helicóptero e aparente segurança; mesmo com algo como 10 milhões de pessoas (2008). Preciso voltar, para contar mais do que sobre sua culinária, batendo palmas de pé quando se ordena frutos do mar ou quaisquer &lt;em&gt;noodles&lt;/em&gt;. Pela falta de buzina no trânsito. Pelos arranha-céus. Pela hospitalidade gentil e harmônica do povo local. Pela forma como mantém o moderno, com o tradicional, principalmente os valores familiares e o respeito aos mais velhos. Pela fala mansa e truncada, quando em inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso voltar para ver as cobras e os hipopótamos no zoológico, do qual pude ver elefantes, mágicos, crocodilos e tigres, com direito a foto que registra o momento em que segurei o rabo dele, sem gritar, suando horrores. Mas ali, forte: uh! Praticamente a &lt;em&gt;Shiha&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltarei para contar da ilhas promovidas em filmes e para dizer o que é possível, sendo tão barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltarei, sabendo, indo, e não dois dias depois, que estive na cidade que tem o maior nome do mundo e que se chama originalmente &lt;em&gt;Krung Thep Mahanakhon Amon Rattanakosin Mahinthara Yuthaya Mahadilok Phop Noppharat Ratchathani Burirom Udomratchaniwet Mahasathan Amon Piman Awatan Sathit Sakkathattiya Witsanukam Prasit:&lt;/em&gt; 157 letras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltar é a idéia, mas tudo pode mudar, desde a idéia original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, mundão de meu Deus: é hora de guardar isso tudo e seguir para o Sri Lanka, que, segundo o &lt;em&gt;Mister&lt;/em&gt; Kang, "o melhor hotel lá é péssimo e não tem chá verde; só vermelho" e que, ainda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se assuste, senhorita Bárbara. Você vai ver exército por todos os lados, chegando no Aeroporto, vários soldados com grandes armas em mãos. É que eles estão em Guerra Civil, mas nada acontece: &lt;em&gt;no problem&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;- Muito obrigada, &lt;em&gt;Mister&lt;/em&gt; Kang. Agora posso viajar tranqüila e realmente sem necessidade de checar qualquer informação sobre o país antes, afinal, nada vai mudar a minha ida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára-quedas armado e, depois dessa, &lt;em&gt;Pó-Léu&lt;/em&gt;! &lt;em&gt;Pó-léu&lt;/em&gt; de vez e rotina de volta!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-6776367585821430171?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/6776367585821430171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=6776367585821430171' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6776367585821430171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6776367585821430171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/02/po-leu.html' title='Pó-Léu'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-6959734966269575797</id><published>2010-02-19T20:57:00.000-02:00</published><updated>2010-02-20T09:44:05.214-02:00</updated><title type='text'>Eu sou o que nós somos*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Ainda sem YouTube, leia ouvindo - &lt;a href="http://www.radio.uol.com.br/#/musica/cidade-negra/a-estrada/12022"&gt;A Estrada&lt;/a&gt;, Cidade Negra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Essa semana foi uma daquelas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto esperava a volta da rotina, ouvi dizer que viajaria para a Tunísia, Tailândia e Sri Lanka, respectivamente, sem qualquer intervalo. A trabalho. Entre o ter escutado e ter as passagens em mãos, fui a um aniversário de uma filha de um colega nosso e a festa de criança virou um Carnaval para adultos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do Parabéns para Você, das coxinhas de frango e brigadeiros devorados, colocaram o som na caixa, com direito a marchinhas e axé de tempos bons. Invadimos o quarto da criança e de lá saímos fantasiados, cada um com um adereço, arredamos os móveis para os cantos da casa, fizemos trenzinho, rimos e pulamos muito, como se estivéssemos em alguma Sapucaí! E, é certo, vendo as fotos, ninguém diria que aquilo não era Brasil, porque o que importa é ter Brasileiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ritmo do alalaô ô ô ô, ficou a incógnita do itinerário. Por fim, eis a confirmação que me levou direto ao passado recente, adormecido, fingindo-se esquecido no lado direito do cérebro, que tem estado inerte há um tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui escalada para atender a um Congresso de &lt;a href="http://www.aiesec.org/"&gt;uma organização&lt;/a&gt; que apresenta oportunidades para o desenvolvimento de pessoas, baseando-se nos conceitos, características e competências do que chamam de &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/02/so-com-metade-do-cerebro.html"&gt;agente de mudança&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Tunísia, então, dentre representantes de mais de 100 países que compõem a rede global desta Instituição, meu objetivo era falar com 10 deles - Egito, Tunísia, Marrocos, Emirados Árabes Unidos, Bahren, Qatar, Oman, Jordânia, Algéria e Arábia Saudita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar pela chegada no Aeroporto, tudo veio à tona e, de novo, estava do lado de cá; pegando a mala. Logo ali, um jovem rapaz sorridente estava com uma placa, me esperando, e, solícito, me ajudou com a bagagem, imigração e outros oficiais; troca de moedas e compra de &lt;em&gt;chip&lt;/em&gt; de celular local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora de me colocar no carro, que me levaria para o Hotel, perguntou se eu não teria um cartão de visita e me chamou de senhorita. Elogiei o bom atendimento e solicitude e dispensei a formalidade, não só porque não gosto e me sinto menos confortável, mas porque há pouco mais de um ano, eu fazia a mesma coisa que ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instantaneamente saíram feixes de luz dos olhos dele, Amin, dos quais espero não esquecer a força do brilho e a alegria, seguida ao som de um "&lt;em&gt;Uow&lt;/em&gt;. Então é você! E você entende!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Entendo. Compartilho e sinto falta. Falta dessa visão e dessas oportunidades diárias que desafiam e enobrecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, as reuniões seguiram como agendadas e algumas conversas inspiradoras, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso digerir estes dois intensos dias, como de praxe quando se fala de e com pessoas apaixonadas pelo o que fazem, e voltar a refletir sobre &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2008/11/o-que-que-eu-sou.html"&gt;o que eu quero e quis&lt;/a&gt;. Sobre como as mudanças me afetam, positivamente. E, sobretudo, para relembrar o que queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, em uma conversa com um Tunisiano, Mohamed Ali, eu perguntei o que ele faria depois desta experiência e ele disse:&lt;br /&gt;- Não sei o caminho que vou escolher.&lt;br /&gt;- Mas você sabe o que você quer da vida?, perguntei.&lt;br /&gt;- Sim. E sei onde quero estar daqui há cinco anos. Mas criei tanta coisa, que não sei qual das curvas virar.&lt;br /&gt;- Eu também não sei e não acho que sabia; porque virei a minha sem sentir e sem pensar muito sobre. Mas, dentro da concordância com &lt;em&gt;Robert Frost&lt;/em&gt;, escolhi a menos percorrida e "isso fez toda a diferença".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Mohamed's e Amin's se multipliquem e se conectem, em qualquer que seja o caminho, porque o meu mesmo, é a Tailândia. Pelo menos por enquanto e nos próximos dias e sigo sem perder o ritmo do "ô abre alas, que eu quero passar"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*Não me inspirei na última citação da Madonna. Isso foi fruto de uma reflexão e uma conversa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-6959734966269575797?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/6959734966269575797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=6959734966269575797' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6959734966269575797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6959734966269575797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/02/eu-sou-o-que-nos-somos.html' title='Eu sou o que nós somos*'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1100388547123606448</id><published>2010-02-13T04:06:00.000-02:00</published><updated>2010-02-13T04:15:15.663-02:00</updated><title type='text'>Amanhã tudo volta ao Normal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sem &lt;em&gt;YouYube&lt;/em&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45153/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;leia ouvindo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já não está tão frio mais. Aliás, já não está frio. O Sol já não aparece tão depois e nem vai embora tão antes. Não há intensidade, como ano passado. Poucas coisas passam a ser extraordinárias, como quando do começo; mas do jeito que este aquecimento global surpreende, pode ser que volte a ser como deveria ter sido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio ao diferente, por não ter sido como esperávamos que fosse, ainda, com &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/02/fe-em-deus-e-pe-na-tabua.html"&gt;a ida da Teca&lt;/a&gt;, acho que entendi o porquê de não ter enfrentado (bem) a situação: eu fui a que sempre partiu e, dessa vez, fui que estive do lado de cá do portão de embarque do aeroporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praticidade de pegar o telefone e falar bobagem e de trocar mensagens instantâneas pelo &lt;em&gt;Outlook&lt;/em&gt; e todas as coisas simples do dia-a-dia é que quebram a expectativa e te desafiam a levar a rotina assumida e satisfeita, sem auto-engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui para o Canadá. São Paulo e Turquia. Estou na Líbia. Mas só agora, eu acho, é que compartilho do sentimento de quem fica e do quão esquisito é isso de não estar todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho mesmo. E, de novo, é parte de uma escolha que a gente faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu penso nisso tudo e continuo me divertindo, ao que &lt;em&gt;tenemos del presente&lt;/em&gt;, o Brasil pulsa o Carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano passado foi sem purpurina por aqui, porque não há registros em &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009_02_01_archive.html"&gt;&lt;em&gt;posts&lt;/em&gt; publicados&lt;/a&gt;. Se bem que não tinha a &lt;em&gt;Globeleza&lt;/em&gt; rebolando na minha frente, porque não tinha Globo Internacional, então provavelmente foi pela falta de provocação. &lt;em&gt;Hm&lt;/em&gt;, mas o que importa é que não pensei no Carnaval, por qualquer que fosse o motivo. Aliás, até onde eu sei e concordo, escrever é imprimir o melhor dos fatos, sejam eles bons ou ruins; e não há relato relevante deste período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, deixemos de bobagem! Temos ainda a diferença de fuso. Enquanto sambam, eu durmo. Enquanto se recuperam,eu trabalho: deixarei de Brasil, mas só porque é carnaval!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1100388547123606448?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1100388547123606448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1100388547123606448' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1100388547123606448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1100388547123606448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/02/amanha-tudo-volta-ao-normal.html' title='Amanhã tudo volta ao Normal'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-6891529067882152413</id><published>2010-02-06T04:25:00.000-02:00</published><updated>2010-02-06T04:40:16.463-02:00</updated><title type='text'>Fé em Deus e Pé na Tábua</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como o Youtube não está mais acessível na Líbia, leia ouvindo por &lt;/span&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/haley-james-scott/486299/traducao.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Antes de vir para cá, já tinha ouvido falar em algumas meninas-moças-mulheres que aqui se encontravam e, de certa forma, foram uma das primeiras no processo construtivo daquilo que chamamos "efetivo expatriado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cheguei com nenhuma expectativa específica para encontrá-las e não imaginei nada demais, mas a primeira impressão foi boa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que o que me aproximou, de imediato, da &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/06/sem-quintao-ou-pacoca-vai-uai.html"&gt;Teca&lt;/a&gt;, além do fato de estarmos no mesmo Hotel e de ter o encontro diário matinal no café da manhã, foi que uma das minhas duas malas demorou alguns dias para chegar e a outra quase uma semana. No desespero, a Teca prontamente se ofereceu para emprestar o que quer que fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta primeira abertura para a intimidade, sem qualquer noção do que o futuro resguardava, estreitamos relacionamento e, dentre o pouco mais que 12 meses, rimos muito e dividimos muitas das angústias e dúvidas por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rimos horrores. Como falei bobagem e me permiti ser eu mesma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moramos na mesma casa, a família se formou naturalmente e se fortaleceu em momentos de alegria e comemorações. Resistimos a viagens e aos desencontros criados pela falta de infra-estrutura local e ousadia em arriscar, para nos vermos em dia livre; quando me mudei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu verão e os dias de sol têm muito dela. As correções e as brincadeiras ao meu suposto espanhol nunca mais foram os mesmos depois que ela se meteu a me zuar e cometeu uma gafe tremenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pandas, vacas, touros, marrecos e patos têm novos sentidos e significam muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mesma não vou dizer mais que jogava muito bem &lt;em&gt;handball&lt;/em&gt;, que morei no Canadá, que acho francês um máximo, que quero viajar o mundo e que adoro seriados da &lt;em&gt;Warner&lt;/em&gt;, porque diante dela, tudo isso é muito pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vai continuar faltando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irmã mais velha decidiu sair de casa, caçar seu rumo e buscar o que a faz mais feliz. Chato e estranho, mas parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, sendo a mais nova, de verdade, fui a primeira sair; mas quando o mais velho sai, fica a impressão de que todos amadureceram e que o cuidado pode ser acompanhado a uma distância maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os questionamentos talvez fiquem menos recorrentes, porque a freqüência com a qual você se coloca a enfrentá-los vai diminuindo a partir do momento em que se vê fazendo por si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo a vida mesmo a "arte do encontro, embora haja tanto desencontro", aqui, o que diferencia, é a duração e a efemeridade com que relações são feitas, suspensas, ou simplesmente postergadas para um outro momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, de novo, ganha mais alguém que me puxe para lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também, a forma como tiro fotos e observo arquitetura de prédios Europeus já não é mais a mesma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/S20OnjGG2CI/AAAAAAAADGQ/F2YAR-TvU6c/s1600-h/teca.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435016397904599074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 242px; CURSOR: hand; HEIGHT: 181px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/S20OnjGG2CI/AAAAAAAADGQ/F2YAR-TvU6c/s320/teca.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meu gosto musical segue sendo desafiado e "uma coisa é clara: Eu uso uma auréola. Eu uso uma auréola quando você olha pra mim".&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-6891529067882152413?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/6891529067882152413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=6891529067882152413' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6891529067882152413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6891529067882152413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/02/fe-em-deus-e-pe-na-tabua.html' title='Fé em Deus e Pé na Tábua'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/S20OnjGG2CI/AAAAAAAADGQ/F2YAR-TvU6c/s72-c/teca.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-5936018364421965738</id><published>2010-01-30T04:10:00.000-02:00</published><updated>2010-01-30T04:26:04.442-02:00</updated><title type='text'>Daquela que não foi</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Decidir [Deliberar, determinar(-se), resolver(-se) (...). 4 Explicar, resolver (...) 7 Inclinar-se a favor de ou contra: Decida-se por uma ou pela outra].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Primeiro seríamos dois. Depois éramos 11. No fim das contas, virou uma continha; e foram cinco. Eu não fui e iríamos para o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Deserto_da_L%C3%ADbia"&gt;deserto&lt;/a&gt;: diferente e inesquecível, se não fosse o desencontro e o desânimo, quase que uma preguiça, em seguir com o combinado - entre &lt;em&gt;otras cositas más.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A mala estava pronta, o cobertor separado, &lt;em&gt;moleton&lt;/em&gt; e luvas e a coragem de encarar o frio. Que nada! Olhei bem para tudo aquilo em cima da cama, fiz alguns telefonemas, outros haviam desistido. Fiquei naquele vou-não-vou tipicamente libriano e só não liguei para minha mãe porque seria três horas da manhã no Brasil: mas considerei bem a idéia =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei no caminho-aventura a ser percorrido, nas pessoas, na situação e posterguei fotografar o oásis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei a mochila do dia-a-dia, coloquei roupa e tênis da academia e decidi, então, que aquela seria uma quinta-feira normal, para que a sexta fosse também; como tanto tenho esperado desde que cheguei de férias: preciso me dar ao luxo do &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/11/pijama.html"&gt;nada&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o nada não tem me pertencido. Ainda na esteira, a &lt;em&gt;rommie&lt;/em&gt; liga dizendo que algo ia rolar. Fiquei no lenga-lenga do sim ou não. Cinco minutos depois, outro telefonema e outro convite. Este, inegável, porque era a continuação da despedida da semana anterior - sabe como é uma reunião de Brasileiros: qualquer desculpa vira oportunidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, seguimos. O melhor foi ter uma daquelas conversas que adoro! Conheci uma pessoa, deve ter lá seus 50 anos, bem vivido, paulista-libanês. Falava do porquê, nesta "altura da vida", de ter decidido vir trabalhar na Líbia e que se interessava pelo &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/03/isso-aqui-o-o.html"&gt;pioneirismo&lt;/a&gt; que, em grande maioria, é mais instigante aos jovens descompromissados socialmente. Falamos de assuntos que há muito não abordo e não leio sobre: ser cidadão do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso como em poucos minutos eu me permiti me lembrar de alguns fatores que desencadearam minha vinda e minha permanência e que quando absorvemos o ganho da vivência na diversidade e oposição; que não é preciso concordar, mas respeitar para saber conviver; que me abro para desafiar meus valores e a base da minha formação, me permito entender que o que eu questiono são minhas referências e que é preciso estar aberta para entendê-las.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-5936018364421965738?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/5936018364421965738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=5936018364421965738' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5936018364421965738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5936018364421965738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/01/decidir-deliberar-determinar-se.html' title='Daquela que não foi'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-5682000495642680311</id><published>2010-01-23T04:06:00.000-02:00</published><updated>2010-01-23T04:09:56.585-02:00</updated><title type='text'>Do balacobaco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Agitação: [Ato ou efeito de agitar (...) 4 Inquietação. 5 Perturbação política, turbulência, revolução (...).Antôn: tranqüilidade, calma].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estou ligada na tomada. Dormindo não fico quieta, nem me acalmo. Nos meus sonhos eu corro e na corrida ainda estou atrasada. Tem sido um pra-lá-pra-cá que e vou te contar:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vou dormir rindo e logo a graça me apaga. Às vezes me perco em que parte parei na reza antes dos meus olhos fecharem e no dia seguinte acho que começo a pedir desculpa pelo dia anterior; em que dormi falando com Deus e, achando graça de novo; e de novo, durmo. Raramente tenho alcançado o Amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou boba!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana em que a rotina do trabalho veio quase que em velocidade máxima - sim, "quase" porque sempre há espaço para mais - o dia-a-dia na casa também esteve pipocando: ela voltou - uma das &lt;em&gt;rommies&lt;/em&gt; mais engraçadas que já tive em três anos de independência. Chegou em um agito só! Pá: quase o resquício de um furacão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para colocar tantas conversas em dia, inclusive detalhes da passagem pelo Brasil, eu briguei com os cílios para me manter acordada, ouvindo até o fim: o fim da noite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordava e, de novo, era hora do trabalho. Um dia atrás do outro. Parece que sem intervalo. O tempo passa rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis dias intensos. Muitas planilhas, números, controles, retornos, conversas, telefonemas, &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; e o desejo de uma quinta-feira à noite para dormir, seguida de uma sexta-feira de pijama: Que nada! Era a vez do Agito no zodíaco: hora de levantar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugindo duas vezes da academia, na quinta, depois dela e do banho, fui a um jantar. Na sexta, o cheiro do almoço em casa me despertou e vi que já era hora de sair para um churrasco: mais uma despedida! Abandono do pijama e rua: graças! No churrasco, muita música brasileira e alegria. Estamos em casa. Sambei e ri. Contei casos. Ouvi casos. Sambei não; tentei e fingi.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E aí, os minutos rodaram, formaram horas, o dia virou noite, a lua diminuiu o riso, a novela começou e o sono tomou conta: menos uma semana. E mais uma do balacobaco!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-5682000495642680311?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/5682000495642680311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=5682000495642680311' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5682000495642680311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5682000495642680311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/01/do-balacobaco.html' title='Do balacobaco'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-3618204675606496794</id><published>2010-01-16T04:09:00.000-02:00</published><updated>2010-01-16T04:16:49.036-02:00</updated><title type='text'>Para não passar em branco: Haiti</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando você for convidado pra subir no adro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Da fundação casa de Jorge Amado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dando porrada na nuca de malandros pretos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De ladrões mulatos e outros quase brancos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tratados como pretos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Só pra mostrar aos outros quase pretos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(E são quase todos pretos)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E aos quase brancos pobres como pretos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Como é que pretos, pobres e mulatos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E não importa se os olhos do mundo inteiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Possam estar por um momento voltados para o largo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Onde os escravos eram castigados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E hoje um batuque um batuque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em dia de parada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E a grandeza épica de um povo em formação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nos atrai, nos deslumbra e estimula&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não importa nada:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nem o traço do sobrado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nem a lente do fantástico,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nem o disco de Paul Simon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ninguém, ninguém é cidadão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se você for a festa do pelô, e se você não for&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pense no Haiti, reze pelo Haiti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O Haiti é aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O Haiti não é aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Plano de educação que pareça fácil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que pareça fácil e rápido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E vá representar uma ameaça de democratização&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Do ensino do primeiro grau&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E nenhum no marginal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Brilhante de lixo do Leblon&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Diante da chacina111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E quando você for dar uma volta no Caribe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E quando for trepar sem camisinha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pense no Haiti, reze pelo Haiti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O Haiti é aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O Haiti não é aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Caetano e Gil, 1993.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-3618204675606496794?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/3618204675606496794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=3618204675606496794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3618204675606496794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3618204675606496794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/01/para-nao-passar-em-branco-haiti.html' title='Para não passar em branco: Haiti'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-3793547975522950554</id><published>2010-01-09T04:02:00.000-02:00</published><updated>2010-01-09T04:14:53.667-02:00</updated><title type='text'>Trezentos e Sessenta e Cinco. Dias.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Inquietação é descontetamento, e descontetamento é a primeira necessidade do progresso". &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Edison"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Thomas Edison&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O ano de 2009 não foi bissexto, para ser diferente e especial. Mas foi na Líbia, Norte da África. O ano de &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2008/10/oportunidade.html"&gt;oportunidades&lt;/a&gt;, também para o Brasil. Para os brasileiros. O ano em que vivi e descobri muitas e várias coisas. Continuei a descoberta, sobre mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci pessoas e continuei a tentar viver a definição de tempo. Em vão. As coisas acontecem, simplesmente. Sem saber se ia ou ficava, &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/06/escolha-de-ir-e-permanecer.html"&gt;permaneci&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta BH-Tripoli, desta vez, era diferente. Estava acostumada e sabia para onde ia, quem me esperava, o que me esperava e que, mesmo não sendo “o trabalho dos seus sonhos, era você quem deveria estar lá”. Eu e todos os outros, porque a vida é mesmo "a arte do encontro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o exato cinco de Janeiro de 2009, até o cinco de Janeiro de 2010, eu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessei mares; senti frio, mas não muito calor; morei em hotel; &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/01/em-20-minutos-tudo-pode-mudar.html"&gt;vivi o analfabetismo&lt;/a&gt;, por completo; desenvolvi o Espanhol; desafiei meu Inglês; testei meu paladar e depois o ouvi dizer que não era tão ruim assim; perdi aniversários, casamentos e formaturas; ganhei novas perspectivas; vi dromedários; &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/07/duas-semanas.html"&gt;recuperei a disciplina&lt;/a&gt;; curti ter piscina em casa e chamar os amigos para dividir o momento; ganhei o mundo; perdi lançamento de livros, filmes, &lt;em&gt;shows &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;cds&lt;/em&gt;; ganhei uma nova sonoridade; ganhei novas pessoas e todas elas diferentes de muitas outras que tinha conhecido por aí; &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/05/uma-forca.html"&gt;re-encontrei outras&lt;/a&gt;, só porque essa oportunidade me permitiu estar no mesmo lugar, ao mesmo tempo, com várias delas; refiz família e tive irmãs, não de sangue; &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/03/capitulo-i-introducao.html"&gt;aprendi coisas novas &lt;/a&gt;e vi o que eu não sei aumenta a cada dia que passa; desisti de saber cozinhar; trabalhei; &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/05/uma-forca.html"&gt;me diverti trabalhando&lt;/a&gt;; aprendi a entender o poder e o papel da crença; mantive a &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/08/amem.html"&gt;fé&lt;/a&gt;; vi que nem sempre quem ajoelha, reza; voltei a enxergar parte de mim mesma, que estava &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/09/eba.html"&gt;escondida&lt;/a&gt;; superei a saudade de passar &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/10/um-quarto-de-seculo.html"&gt;meu aniversário &lt;/a&gt;longe de casa, com surpresas leves e, não por isso, menos importantes; fechei e abri muitas malas; me convenci que há diferentes formas de &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/11/porque-ele-e-o-presidente.html"&gt;inspiração&lt;/a&gt; e que é só uma questão de estar aberto; conotei um novo sentido à palavra &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/11/presente-para-voce.html"&gt;presente&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li assuntos diversos. Realizei que &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/07/em-seis-meses.html"&gt;seis meses&lt;/a&gt; passam rápido e que a cada tempo deste temos novas almas e energias; o Sol e a Lua. Tirei fotos. Nadei no Mediterrâneo. Conheci ruínas Romanas. Viajei. Trouxe as lembranças, empacotei e distribuí. Ouvi músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumi que o céu e o mar daqui são maravilhosos, não visto nada igual; que o pão é mais do que árabe, é único mesmo; que a cerveja sem álcool pode ser vendida em grande quantidade e que fumar &lt;em&gt;narguilê&lt;/em&gt; se torna às vezes o grande ofício que combate o ócio improdutivo e que reúne indivíduos isolados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendi que quaisquer itens que estejam em quaisquer listas, saúde é o que vale, para seguirmos; e que família e amigos estarão sempre, porque se enganou aquele que disse, e os outros que acreditaram, que ele sempre acaba. E que, divertir e tentar ser feliz, com a limonada de quaisquer limões que se consiga juntar, é prioritário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que, como não poderia ser diferente, nesta semana em que completei 365 dias de Líbia, ri, ri  muito, quando um colega que freqüenta academia comigo, perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bárbara, como é que faz feijão?&lt;br /&gt;- Putz!&lt;br /&gt;- Ah não! Mineira que não sabe fazer feijão, não é mineira!&lt;br /&gt;- Ué! Pega um tanto, põe água e fecha a panela de pressão.&lt;br /&gt;- Sim, isso eu sei. Mas por quanto tempo? 20, 30, 40 minutos?&lt;br /&gt;- Putz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"(...)E foste um difícil começo&lt;br /&gt;Afasto o que não conheço&lt;br /&gt;E quem vende outro sonho feliz de cidade&lt;br /&gt;Aprende depressa a chamar-te de realidade&lt;br /&gt;Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso(...)".&lt;br /&gt;Sampa, Caetano Veloso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-3793547975522950554?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/3793547975522950554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=3793547975522950554' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3793547975522950554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3793547975522950554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/01/trezentos-e-sessenta-e-cinco-dias.html' title='Trezentos e Sessenta e Cinco. Dias.'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-4152623692682289346</id><published>2010-01-02T09:24:00.000-02:00</published><updated>2010-01-03T02:23:01.969-02:00</updated><title type='text'>Cada segundo é Reveillon*</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Relacionar [1 Fazer ou fornecer a relação de; arrolar, pôr em lista (...). 2 Narrar, expor, descrever, referir: 3 Comparar (coisas diferentes) para deduzir leis ou analogias: Relacionar argumentos, observações(...).Relacionar uma coisa com outra. 4 Ter relação ou analogia; ligar-se: Relacionar-se a ou com alguma coisa. 5 Fazer relações, conseguir amizades, travar conhecimento: Muito comunicativo, relaciona-se com todos a seu redor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Entre as aberturas de gavetas e portas, me encontrei com o passado. Remoto e recente. Além de fotos, documentos e outros tantos papéis, minhas mãos encontraram "O que quero em 2006"; mas meus olhos não quiseram ler até o fim. De nada adiantaria e pelos talvez primeiros cinco itens, boa parte daquilo eu tinha feito. Em 2006.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Em geral, quase todo ponderado de pedido estava ligado ao profissional: ser, ter, fazer, reconhecer, conquistar, inspirar. Tudo muito imperativo. Me desanimou um pouco lembrar do olhar que eu tinha na virada de três anos atrás.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Intrigante. Faltavam alguns dias. Faria uma nova lista? Desde 2006 não faço listas. Onde estava em 2006?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;O nove virou dez e não listei; mas pensei bastante no eu-pessoal. Como diz a Tássia, "coleciono amigos"; mas tenho enfraquecido nesta parte. Já fui muito melhor; dei&lt;em&gt; show&lt;/em&gt; na utilização do meu tempo; dizia sim para formatura, casamento e aniversário em um mesmo dia e poucas vezes não dava conta e comprava uma briga que, depois de alguns sorrisos por canto-de-boca, o perdão vinha com música ao fundo e brindar de copos cheios de cerveja.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Hoje, não tenho dado conta. Em 2009, disse muitos "não" e alguns "sim" sem serem realizados no fim. Não creio que seja porque moro longe, porque não estou aqui; não entendo porques. Não justificam satisfatoriamente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;Então, "relacionamento" talvez diria tudo e muito sobre o que pensaria quanto a 2010. No fim das contas da listinha, aliás, vou levar uma coisa muito a sério, desde já: "nada de promessas". Saúde e simplicidade com &lt;em&gt;champagne&lt;/em&gt;; antes que o dez vire onze.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"&gt;*&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cristiana Guerra, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://parafrancisco.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;em Para seu Pai&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-4152623692682289346?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/4152623692682289346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=4152623692682289346' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/4152623692682289346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/4152623692682289346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2010/01/cada-segundo-e-reveillon.html' title='Cada segundo é Reveillon*'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1192481206781252138</id><published>2009-12-26T11:49:00.000-02:00</published><updated>2009-12-26T11:55:00.677-02:00</updated><title type='text'>Embalando</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Natal [1 Que diz respeito ao nascimento; natalício. 2 Pátrio: Terra natal. sm 1 Dia do nascimento. 2 Dia do aniversário de nascimento de qualquer indivíduo. 3 Dia ou época em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo].&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Até aqui seriam três aviões, horas de vôo que não consigo calcular, por mais que eu tente; alguns presentes pelas paradas, vinho ou cerveja para relaxar, leituras ou filme. Mas não teve (quase) nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em Londres a neve nos impediu de desembarcar para esperar o vôo com destino direto ao Brasil e vi que não tenho tanto auto-controle da ansiedade como achei que tivesse desenvolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que tenha sido tudo e mais um pouco sentir a espera por cinco horas dentro do avião, antes de decolar, chato mesmo era esperar os últimos 45 minutos - de São Paulo a BH: Por que isso não pode ser normal? Que nada! Coração não agüenta e começa a bater como um louco desesperado, ofegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em solo, literalmente, é aproveitar a calma que aterriza e curtir o que estava em falta. De novo, amigos e família no contexto feliz e pleno:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro daqueles que por um tempo são virtuais, mas que o Natal converge no experimento de abraçar e ver de novo: primas que envelhecem, como eu; que se casam e têm filhos. Amigas que falam em casamento e viagens enquanto "solteiras" no papel e em registros oficiais; planejamento do futuro curto que é a próxima semana e do longo que é o ano que vem; conversas por telefones de quem está em cima, do lado esquerdo, direito e abaixo de mim, no desenho do mapa do Brasil; resposta a &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; de quem está do lado de lá do mapa-mundi, por onde estive há dias; novo olhar da mesma cidade, das mesmas pessoas, das praças, ruas e avenidas; nova escuta das mesmas músicas e prova de velhos sabores, natalinos. Tudo isto é parte do renascer e começar, de onde se fez o berço e o braço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1192481206781252138?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1192481206781252138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1192481206781252138' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1192481206781252138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1192481206781252138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/12/embalando.html' title='Embalando'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-5566353269521744997</id><published>2009-12-19T04:45:00.000-02:00</published><updated>2009-12-20T09:04:13.182-02:00</updated><title type='text'>O que você está fazendo?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;relicário [1 Recipiente onde se guardam relíquias. 2 Bolsinha ou medalha com relíquias que, por devoção, alguns trazem ao pescoço. 3 Caixa de lembranças ou recordações. 4 Memória; coração].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em tempos de &lt;a href="http://en.cop15.dk/about+cop15"&gt;COP-15 &lt;/a&gt;e discussão sobre os efeitos atuais e futuros quanto à mudança climática, a segunda-feira por aqui amanheceu como eu: devagar. As nove horas cruzaram o relógio e o tempo estava escuro; e eu fora da cama. No trabalho, com algumas planilhas de &lt;em&gt;excel&lt;/em&gt; pela frente, confundindo o que não era claro, com o que é novo, tentava ajustar em mente uma semana de despedida, comemorações e sensibilidade do espírito que se prepara para um Natal em casa na Líbia ou no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que este ano o próprio país cedeu à nossa procura cristã para valorização do momento, sendo possível organizar ceia e transformar os colegas de trabalho em familiares ocasionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta busca constante por nos sentirmos em &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/08/ela-tomou-meu-suco.html"&gt;casa&lt;/a&gt;, tentamos nos apropriar da vida do outro, fazendo do processo diário um fluxo natural de novos e importantes relacionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não literalmente, mas quase, as mudanças estão também na ida-e-vinda, chegadas e partidas. E, nesta semana, em que o Sol tem dormido até tarde, sentindo o frio intenso, uma das minhas &lt;em&gt;rommies &lt;/em&gt;vai de volta para casa: Brasil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho pensar, porque você se acostuma: acostuma com as gracinhas, com as conversas e com o "ter mais um". Por outro lado, fazendo parte, a gente comemora a felicidade da escolha e se prepara para se adaptar à nova rotina. Nem mais ou menos. Simplesmente, como é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as escolhas do que pôr na mala que só tem um despache e um destino, dá vontade de colocar algumas coisas mais; mesmo que não materiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo adiante, nós três levaremos, espaçadamente juntas, um relicário nosso, com momentos muito bons, caseiros, saudáveis, alegre e vivo; exatamente como somos e como não nos dispusemos a mudar. Pelo menos, isso não.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-5566353269521744997?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/5566353269521744997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=5566353269521744997' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5566353269521744997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5566353269521744997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/12/o-que-voce-esta-fazendo.html' title='O que você está fazendo?'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-6862376256273085208</id><published>2009-12-11T19:27:00.000-02:00</published><updated>2009-12-12T11:54:58.303-02:00</updated><title type='text'>Apresentação do Meu Menino</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/SyK6hMdM96I/AAAAAAAAC1U/qEYvP4pkBd4/s1600-h/DSC03485.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414094781494917026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/SyK6hMdM96I/AAAAAAAAC1U/qEYvP4pkBd4/s320/DSC03485.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hasem Abobaker. 10 anos. E do jeito que eu pensei. Aliás. Mais alegre. E muito esperto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não pude ir, mas espero fazer uma visita em breve. Sem avisar. Sem ser (somente) pelo Natal. Quero dar um abraço nele. Me ligaram de lá e ele disse "Hey Bárbara, thank you! Thank you!". É um dos poucos que fala Inglês e eu, que falo muito, só pude dizer "Você é muito fofo! Espero que goste".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Minhas mãos ficaram trêmulas por longos minutos e meus olhos se encheram d'água, como já há algum tempo não os sentia. Emocionante e feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Feliz Natal, Hasem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/10/o-que-importa-e-o-seu-dia-dia.html"&gt;O que importa é o seu dia-a-dia II&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Alô?, Bárbara?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Oi, sim!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Oi Bárbara, é o Rapaz!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Oi Rapaz, tudo bem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Bárbara, tem gente chegando para a república?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Sim, Rapaz. Amanhã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Vixe. Tem que &lt;em&gt;comprá cobertô&lt;/em&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- &lt;em&gt;Uai&lt;/em&gt;, por que? Os quartos estavam todos montados. Eu fui lá na casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Sim, mas a gente pegou os &lt;em&gt;cobertô.&lt;/em&gt; Tá muito frio! Eu &lt;em&gt;mes &lt;/em&gt;peguei dois a mais. &lt;em&gt;Tô cum trêis&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Tá bem, Rapaz! Vou ver como podemos fazer; se o pessoal consegue comprar mais hoje. Mas uma pergunta: vocês ligam a calefação?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- A quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- O ar quente. Vocês ligam o ar quente da casa e do quarto, pelo menos um tempo antes de dormir?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;- Ah nem. Vou mexer &lt;em&gt;qu'esse trem&lt;/em&gt; não. Nem. Muito complicado. &lt;em&gt;To cons trêis cobertô&lt;/em&gt;! Compra mais lá, tá? Tchau.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-6862376256273085208?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/6862376256273085208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=6862376256273085208' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6862376256273085208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6862376256273085208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/12/apresentacao-do-meu-menino.html' title='Apresentação do Meu Menino'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/SyK6hMdM96I/AAAAAAAAC1U/qEYvP4pkBd4/s72-c/DSC03485.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-2985088408381461138</id><published>2009-12-05T04:08:00.000-02:00</published><updated>2009-12-05T04:34:48.152-02:00</updated><title type='text'>Sim. Ela é Bella</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sacrifício [1 Ação ou efeito de sacrificar. 2 Oferenda de animal, produto da colheita ou de qualquer coisa de valor, feita a uma divindade para lhe tributar homenagens, ou para reconhecimento do seu poder, ou ainda para lhe aplacar a cólera. 3 A pessoa ou coisa sacrificada. 4 Renúncia voluntária a um bem ou a um direito. 5 Ato de abnegação, inspirado por um veemente sentimento de amizade ou de amor. 6 Privação, voluntária ou involuntária, de uma coisa digna de apreço e estima. 7 Risco em que se põem os próprios interesses para interesse de alguém ou de alguma coisa (...)].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não comprei nada para o meu menino. Não acho que ajudaria ou acrescentaria com foco na procedência dos presentes. Mesmo que não seja suficiente, prefiro pesar pela importância da representatividade e não propriamente dos objetos em si. E, na verdade, não vi nada por lá que me fizesse brilhar os olhos e dizer "vou levar". Se pudesse, levaria mesmo algumas pinturas, algumas especiarias e (re)distribuiria a emoção de ouvir ao Papa dali da janela do Vaticano: Praticamente o sopro da paz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda, enfatizaria que &lt;em&gt;Shakespeare&lt;/em&gt; estava mesmo certo!, porque existe algo de muito &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/08/amem.html"&gt;misterioso entre o céu e a terra&lt;/a&gt;!; afinal, os quatro dias de andanças pelas longas, largas, curtas e estreitas ruas de Roma e Florença foram possíveis pelo &lt;em&gt;Eid al-Adha&lt;/em&gt;, a Festa do Sacrifício, celebrado pelos &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/04/capitulo-ii-origem-da-base-social.html"&gt;muçulmanos&lt;/a&gt; em memória da disposição do profeta Ibrahim (Abrãao) em sacrificar o seu filho Ismail conforme a vontade de Deus.&lt;br /&gt;Isso não aconteceu e um carneiro foi pôsto no lugar do filho e a carne deste foi distribuída entre os membros da comunidade à época.&lt;br /&gt;Assim, estes (três/quatro) dias seguem tão importantes quanto aqueles que finalizam o Ramadã, com a ênfase para a quantidade de carneiro sendo sacrificado nas ruas, para que as famílias estejam reunidas em volta de um momento religiosamente sagrado e único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí da Líbia neste contexto e horas depois eu comia &lt;em&gt;bacon&lt;/em&gt; em algumas das cantinas charmosas das ruas entupidas de folhas secas: Ah &lt;em&gt;Macarrone al Carbonara&lt;/em&gt;!Tomava café, depois do vinho, antes da cerveja. Sopas. Pastas. Carnes. Segui andando, pecando - pela gula - e rezando. Chocolates!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vaticano é gigantesco. É a imposição de um poder divino mesmo. No Domingo, em que pudemos estar presente na fala do Papa, tive a impressão de estar no meio do mundo. Exatamente ali. Com todas as nacionalidades. Como se o mundo todo fosse católico e só houvesse aquilo ali. Aquele momento. O instante em que ele apareceu na janela e foi aplaudido. O minuto em que desejou um dia de paz para todos e em coro fez o Amém mais harmônico que se pudesse planejar. Arrepiante. Belo. Belissimo! Talvez uma obra de arte não imaginada nem mesmo pelo genioso e abençoado Michelângelo, quem tentamos visitar na ida a Florença, repleta de espetáculos naturais e humanas, como no caso da Igreja Duomo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Agora sim, posso dizer que conheci a &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/06/cidade-da-moda-do-design-e-da-nao.html"&gt;Itália&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absurdo também em Roma, de forma diferente, é o Coliseu. Entre as andanças você se depara com o que é, para mim, até hoje, a melhor imagem de um museu a céu aberto. Todas aquelas pedras, aquelas terras prensadas e todo aquele tempo reunido. Numa dessas, a gente respira, bate a foto, e continua, por todas as fontanas, de Trevi e das Quatro, e cantinas pelo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que deixou a desejar foi o espírito natalino! Irônico de novo! Tanto Cristianismo e nada de luzes, árvores ou Papai Noel de enfeites. Achei meio triste. Adoro luzes e cor! Traz alegria!&lt;br /&gt;Deixarei então para vê-las no Brasil, para onde embarco em breve. Mais uma viagem e uma oportunidade de ver e rever pessoas e continuar experimentando, porque nenhuma ida é igual ao que foi: "Viajar compensa qualquer custo ou sacrifício&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;/span&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*Despertar de Uma Nova Consciência, Eckhart Tolle&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-2985088408381461138?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/2985088408381461138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=2985088408381461138' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2985088408381461138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2985088408381461138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/12/sim-ela-e-bella.html' title='Sim. Ela é Bella'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-2601565197874829827</id><published>2009-11-21T04:23:00.000-02:00</published><updated>2009-11-21T07:24:48.522-02:00</updated><title type='text'>Um presente para dois</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meu menino tem 10 anos, calça 39 e seu tamanho de roupa é 12. Não o conheço, mas o imagino alto, franzino, negro, com o sorrisão largo, talvez com dentes. Ele é da Eritréia, um país localizado no Chifre da África, que faz fronteira com o Sudão, Etiópia e Djibouti, com parte do litoral banhado pelo Mar Vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebrando a rotina casa-trabalho-academia-casa, comprei presentes de Natal para ele esta semana: um conjunto de malha para protegê-lo um pouco do frio, um par de tênis e uma bola de futebol, para ser um símbolo que transmita alegria, brincadeira e infância liberta em qualquer país sem conflitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhi esta "adoção" pontual em meio a outros 50 nomes de uma lista preparada por uma Senhora que segue a missão de acolher menores, mães e pais destroçados de uma fuga de países como a Eritréia, na esperança de chegarem à Europa - preferencialmente Itália - para uma vida melhor.&lt;br /&gt;Neste ensejo, a Líbia se põe como o melhor caminho entre a África e o Sul Europeu, mas até o desaguar no Mediterrâneo, muitas barreiras os impedem de atravessar, chegando algumas vezes violentados (algumas meninas grávidas) e órfãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu menino é um destes casos que, como outros piores, compõem ainda a realidade da colcha de retalhos que se faz este continente. Assim, uma freira, a Senhora Missionária, da única Igreja Católica de Tripoli, há anos, acolhe estas pessoas que chegam por aqui e, através do recebimento de doações, fornece lar, comida, acesso a educação - privada, porque a pública não aceita indigentes - um certo conforto e esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste meu primeiro Dezembro na Líbia, adotar uma destas crianças foi bom, tipicamente Natalino!&lt;br /&gt;Talvez este presente, para mim e para ele, seja o que Eckhart Tolle, autor de "O Poder do Agora", chamou de "Despertar de uma Nova Consciência", que também virou livro. E, no meu caso, para uma curiosidade de que aqui pode ter aquele "&lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/09/eba.html"&gt;isso&lt;/a&gt;", que me intrigava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a data de conhecer "meu menino" não chega, vou para Roma, semana que vem, aproveitar alguns dias livres que teremos por aqui. No mínimo irônico: Compro um presente para ele da Itália?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-2601565197874829827?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/2601565197874829827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=2601565197874829827' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2601565197874829827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2601565197874829827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/11/presente-para-voce.html' title='Um presente para dois'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-2117149479997684728</id><published>2009-11-14T04:18:00.000-02:00</published><updated>2009-11-14T04:23:46.525-02:00</updated><title type='text'>Porque ele é o Presidente</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;líder [1 Chefe, guia. 2 Tipo representativo de um grupo. 3 Chefe de um partido político].&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se tem uma pessoa hoje que para mim é um verdadeiro líder, muito além desta definição simples, pouco profunda e sem adjetivos, é Fabio Barbosa - presidente do Grupo Santander Brasil e da Federação Brasileira de Bancos, Febraban.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a oportunidade de presenciar duas palestras dele, quando em São Paulo. Uma foi incrivelmente inspiradora.Também, pudera, foi um bate-papo com &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ray_Anderson_(entrepreneur)"&gt;Rey Anderson&lt;/a&gt;, fundador da Interface, mediado por Hélio Mattar, Presidente do &lt;a href="http://www.akatu.org.br/quem_somos/missao"&gt;Instituto Akatu&lt;/a&gt;. Depois, quando o conheci pessoalmente, Fabio falou para um grupo de 800 líderes, entre novos e maduros, em um Congresso que reuniu pessoas e representantes de mais de 100 países, para debater temas de relevância global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali então, tive certeza de que era uma pessoa coerente, ainda porque pude falar com alguns que trabalham diretamente com ele e/ou que são funcionárias do Banco e que reafirmaram que é uma pessoa comprometida socialmente e que está por trás das tentativas, estratégias e espírito da responsabilidade que uma grande empresa tem para com as pessoas, fornecedores e todos os elementos que compõem as redes de relacionamento que nos mantém hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana, o presidente do Grupo para o qual trabalho nos fez uma visita aqui na Líbia e se dispôs a fazer uma apresentação, seguida de conversa informal. Foi interessante e um pouco inspirador. Me surpreendeu. Dá uma motivação externa quando se pode entender o pensamento de um líder, de uma pessoa que está à frente de responsabilidades gigantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é bom também. Mantém a tradição que marca o papel da fundação de toda e qualquer corporação que, mais do que qualquer outra coisa, leva consigo o legado do impacto - bom ou ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma diferente, mas não menos importante ao do Fabio, ele tem um estilo de liderança expressivo e simples, se mostrando extremamente visionário, principalmente se lembrarmos que foi o grande defensor do pioneirismo que hoje nos é possibilitado viver. É claramente focado em relacionamento e, com resultados quase absurdos, se mostra efetivo e eficiente, contribuindo para a expansão de novos negócios, em todos os braços do Grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma como ele caminha e transita pelas pessoas, acionistas, Governo e representantes da sociedade é feita de forma natural, inteligente, tipicamente brasileira e, porque não, inspiradora; de fato. A ele caberia parafrasear Isaac Newton, como Fabio o fez, no encontro com Rey: "Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso que ele é o Presidente. Por essa e por outras que o dicionário não consegue definir.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-2117149479997684728?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/2117149479997684728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=2117149479997684728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2117149479997684728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2117149479997684728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/11/porque-ele-e-o-presidente.html' title='Porque ele é o Presidente'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-4387364014076946346</id><published>2009-11-07T04:19:00.000-02:00</published><updated>2009-11-07T04:25:54.449-02:00</updated><title type='text'>Pijama</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nada [Nenhuma coisa. 1 A não-existência; o não existente. 2 Coisa nenhuma. 3 Nenhum valor. 4 Coisa vã, nula. 5 Alguma coisa; um pouco (...)].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nesta de &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/03/isso-aqui-o-o.html"&gt;não ter transporte &lt;/a&gt;para ir-e-vir, de modo cômodo e normal, opto por ficar em casa no único dia livre que temos dentre os sete que compõem a semana: e é por pura preguiça em pedir carona e favores. Prefiro ficar no sofá, descansando, vendo o que se passa no Brasil - literalmente - lendo, escrevendo, ouvindo música ou simplesmente fazendo nada. Rindo, de preferência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e se o nada for tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi exatamente hoje, entre o sofá e a cadeira da sala, entre o intervalo de alguma coisa na tevê e o "atualizar" da página do meu e-mail, que chegou um trecho do livro "Tempo De Delicadeza", do Affonso Romano de Sant'Anna: "Os imaturos tendem a se deixar seduzir pelo 'tudo', que é a aparência, quando é pelo 'nada' que se deve essencializar a vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí eu me lembrei de uma leitura feita há uns três, quatro anos, do "Livro sobre o Nada", do Manoel de Barros, que a &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/10/x-o-decimo-mes-do-ano.html"&gt;Déa&lt;/a&gt; me deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Acho que o nada pode ser tudo, se fosse diário. Mas por aqui é só uma vez por semana, o que ainda é pouco, se pensarmos na velocidade pela qual passamos pelos outros seis. Então, usufruir de coisas simples, pequenas, não se torna tão corriqueiro. Pelo contrário, sendo opcional, é luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, de pijama e já sem lugar em casa, desci as escadas e subi. Só para sair um pouco. Alonguei um pouquinho para mostrar aos músculos que eu estava ali, haha. Na volta, uma das meninas teve a brilhante idéia de irmos até o mercadinho da esquina. Eu tenho medo de sair assim. Para isso, não sou nada ousada, nem valente. Abaixo a cabeça e digo não. Mas queríamos um doce. Ou qualquer coisa. Queríamos nada. Queríamos sair de casa. O relógio marcava 21 horas e isto poderia ser tudo. Havendo companhia, a gente reza e inventa uma coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demos a volta no quarteirão, com algumas interrupções chatas de Líbios e alguns entraves entre a fala de uma e outra. Fomos por nada, sem rumo, só por ir, eu acho. E foi bom. Foi tudo de ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Não preciso do fim para chegar. Do lugar onde estou já fui embora". Manoel de Barros &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;- O Livro sobre o Nada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-4387364014076946346?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/4387364014076946346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=4387364014076946346' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/4387364014076946346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/4387364014076946346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/11/pijama.html' title='Pijama'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-7269715380355779907</id><published>2009-10-31T04:07:00.000-02:00</published><updated>2009-10-31T04:14:00.122-02:00</updated><title type='text'>A hora que for - e não for</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leia ouvindo, depois veja:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=u3-ctdzVj54"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=u3-ctdzVj54&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acho que o frio chegou mais cedo do que no ano passado, mas todo ano é tempo de dizer "ano passado choveu menos". Tenho antipatia destas frases, porque na verdade a gente nunca lembra, mas o "hoje" sempre parece ser mais do que o ontem e menos do que amanhã. Natural do ser humano que está sempre insatisfeito e/ou em busca por algo maior/melhor.&lt;br /&gt;Eeee, que alegria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então. Dia lindo. Céu azul, sol sem força, vento de cortar os lábios, mãos no bolso. Em uma desta, meia fina para mais tarde ir para a academia, a gripe me derrubou. Pá. Nocaute. Cama, chá e banho quente. Sopa pela noite, por alguns dias. Um mimo só, que charme de narizinho vermelho =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A metade do mês de Outubro não havia chegado e as pessoas já apareciam mais elegantes e, agora então, com casacos e a vontade de comer chocolate todo dia depois do almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu prefiro frio do que calor e aqui o clima me faz melhor do que no Brasil, que é úmido. Acho que temos seis meses de frio e seis de verão-primavera-verão. Agora só vai ficando mais rigoroso e creio que Abril teremos casaco, ainda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia já amanhece mais tarde e escurece mais cedo. E tudo isto me lembra a vida que levei em São Paulo, principalmente quando eu e &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/05/ha-sempre-algo-mais-em-volta-de-uma.html"&gt;Milinha&lt;/a&gt; saímos para ir no Puxa-Faca comprar uma cerveja, ficar bebendo em casa, porque a última opção era sair naquele sereno, naquela garoa típica. Ou então, subir a ladeira para ir na padaria com a Te ou a Nana e o Blitz e comer um &lt;em&gt;croissant&lt;/em&gt; quentinho com um café &lt;em&gt;expresso&lt;/em&gt; bem forte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro bem da sensação de acordar de meia, passar o dia de pijamão largo, naquela preguiça entre sofá, TV e computador e, depois, meia no pé após banho quente.&lt;br /&gt;Em dias de trabalho, na dificuldade de cair para o chuveiro e sair, também com mãos no bolso e costas encolhida, encurvada para a frente, como se fôssemos colchões dobráveis e macios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Saudosismos à parte, acho que são coisas de pós-aniversário, ainda no resquício de &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; e mensagens em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mês em que o frio deu sinais de que está prestes a recomeçar, caiu uma chuva de engarrafar toda a cidade e de dar inveja no trânsito da Marginal: inacreditável! Depois de gastar duas horas para um caminho que geralmente dura 40 minutos, resolvi ouvir músicas daquela época e, dentre elas, Camarada d'água. Tudo a ver com isso, principalmente, pelo "viva a tua maneira/não perca a estribeira/saiba do teu valor/e amanheça brilhando mais forte (...)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maravilha-maravilha, faça chuva ou faça sol, faça frio ou calor, cada ano é um tempo, ô Camarada D' água.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-7269715380355779907?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/7269715380355779907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=7269715380355779907' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/7269715380355779907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/7269715380355779907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/10/hora-que-for-e-nao-for.html' title='A hora que for - e não for'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1681662240061733410</id><published>2009-10-24T04:05:00.000-02:00</published><updated>2009-10-28T07:33:13.680-02:00</updated><title type='text'>Panis et Circencis</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Esses dias me disseram que não sou uma pessoa da sala de jantar. Para quem também não tinha pensado nesta definição de pessoas que pensam fora da caixa e arriscam mais do que outras, aproveitem!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=VPN4lwVcZLo"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=VPN4lwVcZLo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esta semana eu gostei da idéia de que &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/04/capitulo-iii-nada-de-fragil-neste-sexo.html"&gt;as mulheres aqui &lt;/a&gt;saiam pouco nas ruas, se interagem quase nada com aqueles do sexo oposto e se cobrem, literalmente, da cabeça aos pés. Não é machismo da minha parte não, é simplesmente uma constatação: se elas fossem como nós, a competição aqui seria acirrada e o país seguiria dentro das proporções normais de que há mais mulheres do que homens no mundo e, em todas as festinhas e baladas, poderia perder um flerte por alguma delas "despidas".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ahhh, assim não ia ter graça, não seria nada diferente do que temos e, qual a idéia em arriscar, senão para tentar o que é novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gracinhas à parte, é verdade! Aqui há mulheres bonitas, de traços fortes e que sabem se produzir para um encontro no fim da tarde - pula a produção para casamentos que, não tem jeito, elas pecam pelo exagero!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta-feira, saí com quatro (também) expatriadas para irmos tomar um café na casa de uma delas, com as líbias. Duas das garotas locais foram em casa se arrumar. Confesso que fiquei muito confusa e não entendi, porque era somente um encontro entre mulheres, no fim do dia: pãozinho delicioso, uma torta salgada que a dona da casa tinha feito, pães de queijo de saquinho para que elas conheçam algo muito bom do Brasil, suco, refrigerante e bolo de chocolate. Simples e informal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu particularmente estava ansiosa para o momento em que tirassem os véus, porque as vejo todos os dias, sempre e somente com aquela carinha redonda, limitada, à mostra, dificultando a expressão e minha curiosidade sempre foi em relação ao &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/03/quando-o-dia-vira-rotina.htm"&gt;cabelo delas&lt;/a&gt;: será que é mofado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dêem risada, hein, não é sacanagem. Meu questionamento é muito sério, embora tenha sim um tom debochado =)&lt;br /&gt;Eram cinco meninas. Mulheres com postura infantil e ingênua. Super engraçado e estranho. Às vezes, dá até gastura quando elas me dizem que têm 28, 29 e 31 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu ajudava a preparar a mesa e as meninas-expatriadas colocavam a mão na massa, as líbias se retiraram para "se arrumarem" e as outras duas que tinham saído do trabalho mais cedo chegaram, cobertas de preto, daquele jeito e, em 30 segundos, se transformaram em duas morenas tipicamente brasileiras de dar trabalho em qualquer calçadão do Rio deJaneiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que agito para umas e que susto para mim! Ahaha. Senti medo. Parecia uma transformação cinematográfica. Cabelos longos, pretos, muito bonitos, olhos maquiados, roupas moderníssimas - saia, bermuda nos joelhos e blusa sem manga, decotada. Facilmente passariam despercebidas em qualquer boteco em BH! Aliás, despercebidas como árabes e muito bem notadas como toda jovem bonita que sai para tomar uma cerveja e se divertir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, as outras três saíram dos quartos-banheiros, com os cabelos à mostra e as roupas normais no corpo. Uma tinha até mechas &lt;em&gt;a la Spice Girl&lt;/em&gt;! Uow-uow-uow, que alvoroço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu olhava para as meninas e me perguntava o porquê não imaginá-las comigo em BH, conversando com meus amigos. Que nada! Isso aqui é outro mundo. E como disse um cara que me conhece muito bem, para viver isso, só pessoas que não são "da sala de jantar".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1681662240061733410?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1681662240061733410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1681662240061733410' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1681662240061733410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1681662240061733410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/10/panis-et-circences.html' title='Panis et Circencis'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1279493302434992171</id><published>2009-10-19T04:27:00.000-02:00</published><updated>2009-10-19T04:36:10.006-02:00</updated><title type='text'>Um quarto de século</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quarto [(...) 4 Diz-se de cada uma das quatro partes iguais em que alguma coisa está, ou possa estar dividida (...); 6 Cada quinze minutos ou cada quarta parte da hora; 7 Cômodo de dormir (...)].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Além da cozinha, diria que o quarto representa o grau de intimidade que compartilhamos com a pessoa. Se é amigo, se é próximo, você convida a entrar e ver aquilo que é mais importante e dá nome aos rostos expostos no mural de fotos e porta-retratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresenta-o aos bichos de pelúcia ou brinquedos que foram companhia durante um tempo - não necessariamente infância, porque tem gente que não cresce nunca e mantém o lado alegre - e porque não - bobo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 6:30 do dia 18 acordei e, no meu quarto, recebi o brinco de prata da minha mãe, com um cartão. Adorei, mas fiquei meio perdida. Logo que abri a porta, as meninas que moram comigo estavam na sala, prontas para descer e, literalmente, de braços abertos.&lt;br /&gt;Assim, o dia começou bem e melhor do que eu imaginava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trabalho, alguns desavisados passaram despercebidos e isto foi meio estranho; mas depois de um &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; do RH, comunicando o dia, recebi vários outros, seguidos de ligações.&lt;br /&gt;Ainda, compartilhei da alegria contida dos líbios e de situações embaraçosas, em que um deles me abraçou e deu "dois beijinhos", como um brasileiro, causando alvoroço aos outros locais que viam a cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não demostrar minha vergonha, optei pelo riso e dei gargalhadas ao ver a cara de espanto dos demais. Meu chefe, brasileiro, aliviando a minha barra, disse "O que é isso minha gente? Isso é normal. Vejam só" e repetiu o abraço, seguido de beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as horas, ligações do Brasil, Equador, Cancun, Colômbia e a salvação permitida pelas comunidades efetivamente de relacionamento, como &lt;em&gt;Orkut&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt;, além do &lt;em&gt;MSN&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminando o dia, enquanto eu alongava, dois bolos eram preparados no &lt;em&gt;hall&lt;/em&gt; da academia: Parabéns para você - acho que foram 50 velas =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em casa, mais gente reunida, alegria, um outro bolo de chocolate com pêssego - gigante, com um B-zão enfeitado por coco ralado - cachorro quente com milho e batata palha - Nossa Senhora - e cerveja sem álcool, refrigerante e água para o brinde do quarto, para onde fui, agradecer por mais uma vela acesa!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1279493302434992171?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1279493302434992171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1279493302434992171' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1279493302434992171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1279493302434992171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/10/um-quarto-de-seculo.html' title='Um quarto de século'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-6388403607426507983</id><published>2009-10-10T03:12:00.000-03:00</published><updated>2009-10-10T03:17:01.464-03:00</updated><title type='text'>X - O décimo mês do ano</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dez [Diz-se do cardinal equivalente a uma dezena. sm 1 Os algarismos arábicos (10), a letra romana (X), ou qualqueroutro símbolo que representam dez. 2 Carta de jogar marcada com dez pontos. 3 Aquele ou aquilo que tem o décimo lugar numa série].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Comemorar aniversário para os líbios não tem o mesmo significado que para nós. Com a mentalidade voltada para o que é coletivo e, sendo aniversário uma data individual, não é grande coisa e nem comum uma &lt;em&gt;pizzazinha&lt;/em&gt; com amigos ou família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ho-ho-ho, não é Natal nem Ramadã, mas foi dada a largada para o melhor mês do ano para mim: Outubro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De primeiro, no dia 03, vem a Cá. Mamãe é do dia 06 e a Te também. Logo em seguida vem a vovó e o Chefitcho no dia sete. Dia 11 é a Marcelita, minha prima, e dia 12 é um pouco de mim também: Criança e Fé - adoro relembrar o recreio desta época quando no colégio.&lt;br /&gt;Felipão vem dia 15 e Ruth dia 16.&lt;br /&gt;Seguindo com fôlego, chega o dia 18, onde, mais do que em qualquer outra data, costumo reunir "todos os meus amigos do mundo" e a família.&lt;br /&gt;Alegria estoteante, em partilha com a Bela, "amiga para sempre", que, junto com o Mendes, faz aniversário no dia 19 e com quem divido a anual celebração há quase dez anos - o número do mês!&lt;br /&gt;Dia 20 tem mais três bolos: um pro Chocô, um para a Tia Tetê e um para o meu primo Caio, que já deve fazer 15 - ou 14, por aí.&lt;br /&gt;Quase fechando, dia 23 tem a Déa, amiga-noiva-poeta e, dia 24, o Tio Fael.&lt;br /&gt;Particularmente neste ano, o mês será encerrado com chave de ouro, porque a Déa se casa dia 31 e, assim como nesta, não vou estar em nenhuma das outras fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como vai ser, mas tem sido curioso receber &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; ansiosos, idéias por telefone e cartões postais que serão destinados a BH, já que &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/01/onde-l.html"&gt;aqui não tem endereço&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltei do Brasil e abri minha mala, tinha um presente, um cartão e um bilhete "Abra somente dia 18. Beijos, Mamãe". O que será que será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a semana não passa, o dia não chega e eu não decido se viro líbia este ano - para esta data, vou vivendo um por vez, e, com graça, recomeçando de novo e terminando sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última da série foi:&lt;br /&gt;- Por favor, gostaria de falar com Sr. Antônio?&lt;br /&gt;- Sou eu.&lt;br /&gt;- Oi Sr. Antonio, é Bárbara, tudo bem? (blablaba) Estou ligando para dar uma boa notícia (...), o Sr. tem interesse?&lt;br /&gt;- Claro que eu tenho, fia! É rua..., número 44.&lt;br /&gt;- Ahahahahaaha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-6388403607426507983?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/6388403607426507983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=6388403607426507983' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6388403607426507983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6388403607426507983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/10/x-o-decimo-mes-do-ano.html' title='X - O décimo mês do ano'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-4716085135902929725</id><published>2009-10-03T03:05:00.000-03:00</published><updated>2009-10-03T03:56:30.087-03:00</updated><title type='text'>O que importa é o seu dia-a-dia</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rir [(...) 2 Ter um ar agradável, alegre; sorrir; 3 Assumir uma expressão alegre, ter aspecto agradável (...); 6 Achar graça; desfrutar(...)].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho pensado no quanto dou risadas diariamente, por me surpreender com a humildade de algumas pessoas com as quais converso, principalmente, as que são do interior do Brasil; ou simplesmente por me divertir com minha própria espontaneidade - para não dizer "freqüente atuação por gafes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu tivesse o dom de ser roteirista, tentaria compartilhar a graça com muitas pessoas, para que pudessem rir também. Mas há situações que somente presenciando, todavia, vou ser ousada, porque ainda não paro de rir com dois casos que aconteceram esta semana e de uma lembrança de um tempo passado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I - Episódio Ligando para a Tunísia&lt;/strong&gt; (relembrando)&lt;br /&gt;Eu, em inglês: - Por favor, queria falar com o Senhor &lt;em&gt;Walled&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;Do outro lado, uma voz feminina, tentativa de Inglês, quase que em desespero: - Alô? Oi? &lt;em&gt;No English! French? Portuguese?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Eu, em Português - Português!, Você fala Português?&lt;br /&gt;E a senhora, literalmente, gritando! - Siiiiiiiim, ô-ô-ô, Sou de Goiâniaaaaa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahahahaha, só pude rir por alguns minutos, e nada mais. Como assim eu ligo para a Tunísia e quem atende é uma brasileira de Goiânia?&lt;br /&gt;Bom, o &lt;em&gt;Walled&lt;/em&gt; não estava, é marido dela. Se conheceram quando ele foi para o Brasil, ela largou tudo para viver um grande amor. Além de bonito, muito engraçado - para mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II - Episódio Fauze&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu, em Português, ligando para um DDD (11):&lt;br /&gt;- Por favor, queria falar com o Fauze?&lt;br /&gt;- Ô fia, ele num tá. Cê qué ligá di noiti? Fala cá mãe dele. ô cá irmã.&lt;br /&gt;- Está bem, obrigada. Mas se eu ligar neste DDD (37) que tenho aqui, consigo falar com ele?&lt;br /&gt;- Ah fia!, ele nunca me dá o celular dele. Eu peço, mas ele num dá. Liga di noiti. Fala cá mãe dele!&lt;br /&gt;- Obrigada, senhora. Vou ligar mais tarde então. Tenha um bom dia.&lt;br /&gt;- ô-ô-ô Fiáá, alô, alô, desligô?&lt;br /&gt;- Não, senhora, pode falar.&lt;br /&gt;- Fia, você quer falar com quem mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahahahahahahaha, essa eu ri no telefone mesmo, foi impossível! Como assim com quem quero falar? É com o Fauzeee, ahahaha, eu hein?!&lt;br /&gt;A peça-rara da Senhora, eu acho, não tinha entendido, mas quem está sem saber o que aconteceu sou eu. Enfim, depois ligo para o DDD (37).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III - Episódio "Eu só queria ser a &lt;em&gt;Miss&lt;/em&gt; Simpatia"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Saí da minha sala e fui até a sala ao lado, pegar uma impressão que tinha feito. Voltando, me deparo com dois Vietnamitas com a cara péssima e, em tom imperativo, começam a falar comigo - no idioma deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impedindo-os de entrar na minha sala - fiquei com medo - comecei a gritar "Me ajudem, me ajudem! Alguém vem cá" e nisso o Fernando, que trabalha comigo, gritou "Estou indo, Babi!".&lt;br /&gt;E então, um dos Vietnamitas parecia ter ficado muito impaciente com o fato de eu estar simplesmente parada, olhando para eles. Foi então que, na tentativa de ser a &lt;em&gt;Miss&lt;/em&gt; Simpatia, para quebrar o gelo, trazer um sorrisinho de "&lt;em&gt;calm down&lt;/em&gt;", eu puxei a minha mão direita, estiquei o braço em sentido à mão direita dele, apertei forte e disse, sorrindo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eeeeeeeeeeeei! Bem-vindo ao RH! Posso ajudar?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, a pessoa simplesmente desiste de emitir qualquer semblante, o Fernando chega, eu saio correndo para minha sala e compartilho: "Gente, que medo, sei lá o que eles queriam".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, a Jana diz "Ah Babi, é o Vietnamita que está com a mão (direita) machucada, porque caiu um bloco de concreto e está com dor, porque não resolve".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ahahahahahahaha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maravilha! A &lt;em&gt;Miss&lt;/em&gt; Simpatia jájá toma um "presta atenção" e desiste de rir. Engraçadinha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-4716085135902929725?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/4716085135902929725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=4716085135902929725' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/4716085135902929725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/4716085135902929725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/10/o-que-importa-e-o-seu-dia-dia.html' title='O que importa é o seu dia-a-dia'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1460450222538351780</id><published>2009-09-26T03:00:00.000-03:00</published><updated>2009-09-26T03:07:51.094-03:00</updated><title type='text'>Êba!!</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Voluntário [1 Que se faz ou deixa de fazer, sem coação nem imposição de ninguém; que está em nosso poder ou que depende do nosso livre-arbítrio fazer ou deixar de fazer. 2 Feito espontaneamente, por vontade própriasem constrangimento ou obrigação (...)].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O feriadão me surpreendeu positivamente e o que deveria ser quase um retiro espiritual, se compôs por leituras leves - advinhem? Sim, &lt;em&gt;Época Negócios&lt;/em&gt; - e descanso, muito descanso e um eterno agradecimento à Globo, por fazer existir o canal Internacional por aqui, quando pude me distrair com novelas, programas (da &lt;em&gt;GNT&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;MultiShow&lt;/em&gt; inclusive) e telejornais (até mesmo os da &lt;em&gt;Globo News&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tudo ia bem calmo, fiquei sabendo que um grupo de pessoas simples, entre Brasileiros e Colombianos, iriam para a região das ruínas no Domingo e na Segunda-Feira e, como não falavam inglês, pensei nas situações que poderiam enfrentar e decidi ir junto, mesmo já havendo visitado um dos lugares anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, havia um outro grupo de pessoas por aqui, em grande maioria Equatorianos, a quem compartilhei a informação de que o ônibus sairia às oito horas da manhã de um determinado lugar e que espalhassem o convite aos demais que conhecessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordei, às 7:15, não acreditei no sacrifício, afinal, nada como poder dormir sem que um despertador te interrompa. Por longos cinco minutos pensei na minha decisão libriana, se ia ou se não ia e, de novo, me veio a imagem na cabeça do pessoal eventualmente perdido ou com entraves na comunicação para aproveitarem a oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, fui com um grupo de um pouco mais de 40 pessoas, sendo que a única mulher que me acompanhava era uma senhora, esposa de um dos Engenheiros presentes, com três filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia andamos bastante por aquela que foi uma grande cidade na época do Império Romano e que traz registro interessante, principalmente, do que ficou depois de terremotos e guerras, além de estarmos sempre em frente à cor indescritível do Mediterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim do passeio, não consegui - nem alguns deles - chegar à praia ideal para banho e esperamos o horário combinado com o motorista do ônibus tomando uma cerveja sem álcool e conversando bobagens, compartilhando experiências comparativas a como seria um feriado como aquele em outros países que já vivemos ou conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, as ruínas eram bem mais limitadas, porque segundo nos disseram, grande parte do que sobrou foi engolido pelo mar e é interessante ver os corais "bem lá longe" e imaginar que ali havia cidade, ainda com traços de igreja, mercado de frutas e teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechando com chave-de-ouro, mergulhamos nas águas salgadas para recomeçar, depois de um bom tempo afastados da rotina e, melhor ainda, com sinceros "muito obrigado" e o sorrisões na foto e, satisfeita, vi que eles levariam para a casa, quando forem, registros e memórias de um belo passeio vivido e comunicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes particulares dois dias de passeio, me lembrei de outros bons que vivi: Por quatro anos me dediquei, quase que integralmente - ou, tira o quase - a uma organização de trabalho voluntário em que me alegrava fazer simplesmente por acreditar no seu objetivo-fim e em suas pessoas-meio de fazer acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui sinto falta &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/01/em-20-minutos-tudo-pode-mudar.html"&gt;disso&lt;/a&gt;, de efetivamente contribuir e fazer a diferença, mesmo que pequena, mas fazer. Nestes simples dois dias me lembrei desta sensação e de outras, mais intensas, que pude sentir quando visitava favelas e/ou comunidades carentes em Belo Horizonte para tomar um café da manhã com uma família desestruturada ou ensinar uma criança a passar fio-dental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, como pouco do que é planejado sai da forma imaginada, o feriado não se fez a ferramenta que achava ideal para este último &lt;em&gt;quarter&lt;/em&gt; do ano, todavia, é em manhãs como estas que vale &lt;a href="http://www.cuidardoser.com.br/caminhante.htm"&gt;o poema &lt;/a&gt;"caminhante não há caminho/se faz o caminho ao andar".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1460450222538351780?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1460450222538351780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1460450222538351780' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1460450222538351780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1460450222538351780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/09/eba.html' title='Êba!!'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-6420382404238254286</id><published>2009-09-18T18:31:00.000-03:00</published><updated>2009-09-23T05:57:00.794-03:00</updated><title type='text'>O que é que é bom</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;leia ouvindo: &lt;strong&gt;Fotografia, Juanes&lt;/strong&gt; - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8OG_KPab2kw&amp;amp;feature=fvst"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=8OG_KPab2kw&amp;amp;feature=fvst&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Voltar [1 Dirigir para outro lado; virar, volver(...). 2 Ir ou tornar ao ponto de onde partiu; regressar; ir ou vir pela segunda vez (...). 6 Retroceder. 7 Retroceder para atacar. 8 Acometer, investir (...). 10 Retornar a um estado anterior (...). 13 Pôr do avesso. 14 Fazer de novo; repetir. 15 Ocupar-se ou tratar novamente de uma coisa ou de um assunto. 16 Reaparecer. 17 Manifestar-se de novo; reproduzir-se. 18 Recomeçar (...). 20 Mudar de rumo ou direção (...). 27 Converter, mudar, transformar].&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já não me lembro mais como foi a ida da Malásia para o Brasil. Lembro-me que por um bom tempo pegamos uma turbulência fortemente considerável, daquelas em que parece que todas as bagagens e comida dos armários cairão sobre sua cabeça e que você não sabe se faz xixi nas calças, ignora a sede nervosa e o fato de que não vê nem sinal dos comissários de bordo ou se dá gargalhadas forçadas, fingindo estar super interessada no filme que passa à sua frente. Enfim, passou e ansiosamente pousei em São Paulo, desejando que minha casa fosse efetivamente lá, para evitar pegar mais um vôo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Aeroporto de Belo Horizonte, era tanta alegria que me sentia bêbada, zonza, completamente fora de mim. Quando as portas que dividem o saguão do desembarque de quem te espera se abriram, rapidamente identifiquei meus pais, com sorrisão largo e olhos brilhantes e meu coração prestes a ser vomitado por ali mesmo. E, como se isso não fosse suficiente, logo que eu virei para a direita, para sair daquela corda de isolamento, um bando de meninas-mulheres-loucas, gritando alto, apito e pompons, pulam em cima de mim e do meu carrinho com as malas mais pesadas de todos os tempos (salve-salve multas pagas). Eram algumas das minhas melhores amigas que à meia-noite entre a segunda e terça-feira foram me saudar. Naquele instante não conseguia pensar em nada, somente que tudo era inacreditável e que era muito bom estar de volta, mesmo que por acaso, depois de oito meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui para o Brasil não por opção, mas por questão de visto. A idéia era seguir da Malásia para a Indonésia, não deu. Mas, então, ali estava, com as pessoas que efetivamente amo e me fazem bem: alegria-alegria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo zuada do fuso e de tanta adrenalina, fomos comer &lt;em&gt;pizza&lt;/em&gt; e, claro, tomei um &lt;em&gt;chopp&lt;/em&gt;!Falei bem sobre meus últimos meses, sobre as pessoas, os lugares e, principalmente, viver em um contexto tão diferente como este tem sido. É bom externalizar, porque aí as pessoas desistem da idéia de achar que é fácil fazer algo difícil e que pelo fato de você ter feito coisas interessantes anteriormente, não necessariamente significa que você dará conta de algo que mexe essencialmente com o seu interior, com aquilo que te forma e várias vezes te cala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi bom ver que as pessoas em BH estão felizes, que as surpresas continuaram e que vi outras que não via desde minha mudança para São Paulo, em 2007. Valeu para ter tido a certeza de que todos os momentos bons continuam mantidos e que é preciso estarmos unidos e conectados ao "lá", para que as coisas continuem. Foi bom registrar tudo isso, compartilhar e trazer comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram 10 dias de muita energia boa, risada, encontros &amp;amp; re-encontros, família, amigos e todas as coisas boas que se explodem quando se volta para a casa.&lt;br /&gt;E, mesmo sendo difícil, mais uma vez, deixar tudo passar e voltar para o que é o hoje, é o que tem que ser, neste momento. O depois, veremos com o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a viagem Brasil-Líbia foi muito mais calma do que pensaria que fosse, não só pelas turbulências que graças aos Deuses - o meu e o Allah - não aconteceram, mas pela tranqüilidade em recomeçar e começar 2010, onde quer que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Guarulhos, como se eu não pudesse ir embora sem uma benção, um sinal ou outra coisa do tipo, houve uma luz, mas preciso de ajuda para interpretá-la. Acho que este feixe, de certa forma, foi o que fechou com chave de ouro a minha ida e, já na Líbia, pude estar de bom-humor no convívio com os últimos dias do &lt;em&gt;Ramadã&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando nele, por três dias fiquei sem conseguir ir à vendinha, porque os "nômades" dormem de dia e aproveitam pela noite. Eu, com fuso trocado, agitado, não consegui acompanhá-los. Ho-ho-ho o &lt;em&gt;Ramadã&lt;/em&gt; termina agora neste fim de semana e, em comemoração, serão três dias de feriado (Sábado, Domingo e Segunda-Feira) e deve ser uma alegria para eles, que poderão voltar a fumar os cigarros, beber o café e tomar a água, deixando como lembrança o fato de que o que eu mais senti falta neste período todo foi do pãozinho quente de manhã - isso deixava em péssimos lençóis meu estômago egocêntrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta reta final, pós-Brasil, cometi gafes ao beber água na frente de algum deles e, pior, ofereci uns biscoitos a um líbio com quem queria ser simpática e o que ganhei foi um sorrisinho sarcástico como quem disse "se eu pudesse, dava a você bolachas na cara", haha. Foi cômico, porque senão teria sido trágico. O rapaz não gostou do meu desleixo mesmo. Ficou com raiva. Mandei o típico "&lt;em&gt;&lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/05/je-ne-parle-pas-francais.html"&gt;sorry-pardon&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;" de sempre, fazer o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, nestes dias então em que seguirei somente comigo mesma, já que quase todos os expatriados partiram para o Egito ou para algum país na Europa, aproveitando a rebarba do feriado líbio, vou retomar a minha mente e corpo à vida aqui, valorizando os &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/07/sufoco-e-pouco.html"&gt;alongamentos&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;/span&gt; e as leituras e ver se me direciono melhor para o que vier depois. E, ainda, me desafiar a ser algo que um amigo meu, involuntariamente, se tornou e me convidou para tentar: "mais importante do que coragem, eu tenho paciência".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:78%;"&gt;*Fui a médicos no Brasil e, a grosso modo, um dos discos da minha coluna saiu do lugar. O tratamento seria pilates/RPG/acupuntura, como aqui não tem, sigo com exercícios leves (sem impacto) e alongamentos para fortalecimento do músculo. Em caso de dor, estou consultada =)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-6420382404238254286?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/6420382404238254286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=6420382404238254286' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6420382404238254286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6420382404238254286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/09/o-que-e-que-e-bom.html' title='O que é que é bom'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-8506394582471940806</id><published>2009-09-05T11:17:00.000-03:00</published><updated>2009-09-18T18:31:50.454-03:00</updated><title type='text'>Capítulo à parte - The Truly Asia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quase morri várias vezes e ainda não entendi como funciona o trânsito em mão-inglesa. Me enrolei até mesmo nas escadas rolantes dos &lt;em&gt;shoppings&lt;/em&gt; e parecia uma jacu deslumbrada. Várias vezes gritei - ui! - de susto, quando achava que a pessoa não estava vendo o nosso carro, tranqüila e calma, lendo jornal em um cruzamento e só depois via que tudo bem, o do contrário era quem estava no volante: muito confuso, mas uma diversão para o motorista da nossa van. Tenho certeza que ele deveria chegar em casa dizendo "gente, tem uma passageira muito retardada (...)!". hahahaha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Kuala Lumpur for a Ásia, eu acho que adorei e penso em voltar mais vezes, mas China ou Hong Kong. Se for a Malásia, talvez não volte. Indo para as ilhas do Sul, vou optar pela Indonésia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui é tudo muito colorido, não sei se por estarmos no mês da celebração da Independência - 52 anos no dia 31 de Agosto - e se pela própria bandeira ter cores fortes (vermelho, amarelo, azul e branco) e por estar em todos os lados, bem grande; ou se pela mistura de malaios, indianos e chineses, em que as três culturas têm um laço estreito com o significado da força e da beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando no que é belo, como tem estrangeiro gato por aqui, meu Deus! Eu já tinha observado no avião (Doha para cá, por favor, hein?!), mas achava que era meu nível de exigência que tinha caído. Que nada, cada casal maravilhoso e em grande estilo moda-praia-verão! Na verdade, os próprios malaios são um pouco elegantes. As mulheres, mesmo de véu ou burca, se vestem com um tecido mais fino e delicado, com alguns brilhantes que não chegam a ser espantosos. Maquiagem leve e sapatos bonitos - porque agora entendo de moda, ô! Aliás, pela disposição das lojas e pelas marcas que encontramos por aqui, é notório que de um modo geral as pessoas têm bom-gosto e não é somente por Kuala Lumpur ser uma cidade turística.&lt;br /&gt;Faz parte da composição social mesmo, divago. E, diferente dos parisienses, por exemplo, as pessoas mesmo elegantes são muito solícitas e educadas e, de um modo geral, as coisas para a vida cotidiana - vide comida - são bem baratas! Me entupi de &lt;em&gt;noodles &lt;/em&gt;- um tipo de macarrão de origem chinesa (e não me diga que miojo dá no mesmo) - salmão, peixes e um pouco de fritura - salve, saudade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, os malaios são magros por genética mesmo, só pode ser uma combinação milagrosa, porque como comem mal, viu? E não só os 25% descendentes de chineses que se entopem de porco ou os 10% indianos que utilizam molhos picantes até em café com chá, mas como um todo! Mesmo havendo muitas frutas - fiquei impressionada com a variedade e o sabor fresco e doce - mas não há muitas opções de salada, a este primeiro olhar. Logo que acordam eles têm uma refeição pesada, com &lt;em&gt;noodles&lt;/em&gt; e costelinha e todas as variações de molho para comer com arroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O café da manhã do Hotel mesmo, na caixinha de sugestões deu vontade de colocar "servir o café até as 15 horas", hahaha, porque dá mais do que um &lt;em&gt;brunch&lt;/em&gt; ou um café-colonial. Que fartura! Tem de tudo um pouco, mas como uma boa e velha admiradora do que é bom e simples, me satisfiz com um belo par de &lt;em&gt;croissants&lt;/em&gt; a dar inveja aos da França e Argentina - por Dios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!, vinho não consegui tomar. Muito caro e, sozinha, é para página de livro da Elizabeth Gilbert - "como curtir a vida sozinha, na Malásia". Não é para mim não. O máximo que fiz foi pagar, também caro, por seis latinhas de Heineiken - elas de novo, mas desta vez, sem bicicleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui, as pessoas se viram bem com táxi, o que não é tão barato quanto na Líbia, mas nem tão caro quanto no Brasil. Eu realmente acredito que o grau de civilidade de um povo pode ser denotado a partir do seu comportamento no trânsito e na forma estrutural como se compõe. Assim, diria que Kuala Lumpur, para seus mais de dois milhões de habitantes está dando show em Curitiba - sim, com reciclagem de lixo ativa e campanhas para "&lt;em&gt;Green Malaysia&lt;/em&gt;" bem sucedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ônibus são muito bem equipados, o trânsito os comporta bem e, claro, como toda metróple tem engarrafamentos, mas parece que mais fluida - sem buzinas! De quase todas as ruas em volta da região podemos ver as &lt;em&gt;PETRONAS Twin Towers&lt;/em&gt;, que são maravilhosamente harmônicas, como uma grande maquete sob nossas cabeças e a &lt;em&gt;KL Tower&lt;/em&gt;, hoje já a quinta maior do mundo, mas que dá um charme para a paisagem bem urbanística, envolta a cimento, aço e muito vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo e vindo de ônibus - fácil de informação - vale uma visita ao Mercado Central e, do lado, à &lt;em&gt;China Town&lt;/em&gt;. Ali dá de tudo, uma globalização inserida em um contexto local muito restrito, mas a feiura - como de todo centro de uma grande cidade - tem lá seu charme refletido por tanto vermelho e amarelo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charmoso também é o &lt;em&gt;The Gardens&lt;/em&gt;. Um novo complexo de compras que, vou pesquisar, mas deve ter sido a grande fonte inspiradora para o Shopping Jardim em São Paulo, todavia, falta muito para nós, Brasileiros. Isso em Kuala é o que há de mais moderno e ousado. Cheira a café, tamanho o conceito para entrar, se divertir, relaxar e ser feliz em lugar completamente exótico e deslocado do que a nós do Ocidente foi apresentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste quesito, me apaixonei de novo pelo Oriente e foi bom estar de volta em contato com o que me fez bem na minha preparação em 2007 para me mudar para São Paulo. Aqui, não retomei a acupuntura, mas as massagens e as essências de lavanda e canela e, de novo, à inquietante questão de que há uma magia nos lados de cá, da qual quero experimentar mais vezes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, dois pontos que me deixaram positivamente surpresa foi a falta de papel e toco de cigarro no chão, e, por sinal, vi pouquíssimas pessoas fumando e, mesmo em ambiente aberto, longe das "passivas". Ainda, fiquei impressionada com o fato de que todo mundo fala inglês. Foi surreal entrar no ônibus, pedir informação e tê-la; entender um mapa do guia com a gari que retirava folhas secas do Jardim do Parque do KLCC (&lt;em&gt;Kuala Lumpur Convention Center&lt;/em&gt;); ter cardápio, placas de trânsito, promoção em lojas, jornais, letreiro de ônibus, mapa de metrô, enfim, absolutamente tudo em inglês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a comunicação trava quando se encontra com algum representante dos 25% de chineses. A sensação ao ouvi-los é de que a língua está enrolada na garganta e que o nariz está absurdamente entupido, mas são bem educados e ágeis. Tanto, que se estiver acompanhado em um restaurante, pense bem no pedido e tente separá-los, porque o atendimento é ótimo e rápido - aliás, reparei que eles comem e pagam logo em seguida, quase mastigando, sem dar alguns minutos para suspirar ou falar dos pratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diria que por aqui tive uma das minhas melhores refeições na vida, salve-salve &lt;em&gt;noodles&lt;/em&gt; saboroso! Na última noite comi algo que não tenho a mínima idéia do que seja, mas excelente, e a pergunta que não sai na minha cabeça desde então é se não poderia ser cachorro, afinal, não vi nenhum deles em momento algum pelas andanças pelo centro e, vai saber, né?, afinal, no sul da China e no Vietnã as pessoas comem carne de cão tal como nós a de vaca. Será?! Eca-eca já foi e estava bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, valeu. Mais um carimbo de novas perspectivas e a certeza de que há muito o que ser feito no e pelo Brasil e, como sempre, é tudo uma questão de &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/03/o-meio-do-caminho.html"&gt;mentalidade&lt;/a&gt;. A minha e a sua! Mas agora é hora de voltar para "casa" e me preparar para tudo o que vier com ela - dela!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-8506394582471940806?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/8506394582471940806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=8506394582471940806' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8506394582471940806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8506394582471940806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/09/capitulo-parte-truly-asia.html' title='Capítulo à parte - The Truly Asia'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-872533265465331317</id><published>2009-08-29T07:11:00.000-03:00</published><updated>2009-08-30T11:03:06.636-03:00</updated><title type='text'>Num é que a Malásia é longe?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desta vez eu tentei buscar informações. Até que li bastante, porque tinha que procurar Hotel. Mas nem assim me senti preparada e, até agora, mesmo estando aqui e já interrogado alguns nativos, como é da minha natureza ser inconveniente, ainda não entendi porque os malaios, embora tenham sido colonizados pelo Reino Unido, são em maioria (64%) muçulmanos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes disso, uma parada para compartilhar o parto até chegar ao Sul da Ásia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;em&gt;check-in&lt;/em&gt; em Tripoli me fiz, pela primeira - de várias que viriam - a pergunta: "por que não fui ao Brasil de uma vez?". Sendo vôo internacional, minha bagagem poderia ter um peso limite X, que já não me lembro. Sozinha, naquele mundaréu de homem - que Deus me entenda! - o cidadão me diz que tenho que pagar 200 Euros de multa. Isso: du-zen-tos!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele inglês mais do que enrolado, ele não conseguia explicar e eu, nervosa, não adiantava. Cedi e puxei o cartão de crédito. Que inocência, nem tem sistema! Respirando, um guardinha foi me "guiando" - andando léguas na minha frente, bem rápido - até algo que seria um Caixa Automático 24h para saques. Não funcionou também! Não sei como o homem queria que eu pagasse, sendo que os meus &lt;em&gt;libians dinares&lt;/em&gt; já trocados para Euro para a ir à Malásia não davam nem 90. Contrações indo e vindo, um gênio - poderia ter sido o Aladin, para se fazer de príncipe, mesmo que vindo a camelo - pensou em pegar com uma agência do &lt;em&gt;Aman Bank&lt;/em&gt; que há dentro do Aeroporto. Respirações em pausa, ui, foi. Não me pergunte a mágica da lâmpada, vale saber que então paguei 353 &lt;em&gt;libians dinares&lt;/em&gt; para um excesso que deveria ser somente do meu corpo, nada a ver com a mala - de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No avião, um susto: quanta gente, meu Deus! Não tinha a mínima idéia de que da Líbia poderiam sair tantas pessoas para o mundo - mesmo que o destino fosse Doha, no Qatar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar bem, um senhor, tradicionalmente vestido com chapéu e bata longa até os pés, de mangas compridas, era meu companheiro. Até ali, tudo bem, até balbuciar alguma coisa em minha direção: que cheiro! Ho-ho-ho é Ramadã! Avião no céu, tiozinho cochila e cai para qual lado? O meu! E o cheiro? Ahhhh, delícia, imaginem o hálito de alguém há mais de 10h sem ingerir nada: vou pular! Me expremia tanto para tentar tirar aquele ser do meu braço, que achei que por um momento tinha trincado a janela - hahaha, verdade! O &lt;em&gt;tsc&lt;/em&gt; me deu um ligieiro suor gelado pelo corpo e pensei que meu peso, talvez, valeria a multa! hahaha. Mas, antes tarde do que nunca, veio o anúncio: hora de quebrar o Jejum! - quase gritei "&lt;em&gt;Handriallah&lt;/em&gt;" (graças a Deus em árabe) para que eu tivesse certeza que todos haviam entendido a minha mensagem. Mas só segurei, discretamente, em meu escapulário e rezei, mil vezes, metalmente, o Pai-Nosso, afinal, não queria arriscar a declaração do meu catolicismo fervoroso, principalmente em momentos de alívio pós tensão, em meio todos àqueles muçulmanos, tradicionalmente expostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, me acostei direito na poltrona, finalmente, e me preparei para um vinho. Começaria de leve a me relaxar, para que dormisse bem até Doha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não servimos bebida alcóolica, senhora. Temos água, suco...", disse a comissária de bordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahhhh, que desespero. Dessa vez eu pulei para a asa do avião, lá fora, de maozinha ao vento. Pelo menos o gente boa do vizinho teria um bafo de comida agora, graças. Respiremos, um, dois, respira. Respiremos, um, dois, respira. "&lt;em&gt;Shukran&lt;/em&gt;" - obrigada, foi tudo o que devolvi à senhorita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nunca achei que seria tão feliz ao chegar em Doha: aquilo sim era um Aeroporto, que luxo! Não diria que estava em um dos países árabes em desenvolvimento, a não ser pela ausência de bebida alcóolica nas geladeiras. Estou sedenta por uma cervejinha e vida normal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá mesmo foi incrível ver como as pessoas mudam bem de cara: já se vê muitos asiáticos, muitos!, daqueles típicos com sandália, bermuda, boné ou chapéu (no caso das mulheres), pochete e máquina fotográfica: uma graça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu humor já estava bem melhor, mas não imaginei que demoraria tanto para chegar à Kuala Lumpur que, até agora, não sabe me dizer se estar aqui pode se dizer que se conhece a Malásia ou se caímos naquela de Rio, Paris, &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/06/cidade-da-moda-do-design-e-da-nao.html"&gt;Milão&lt;/a&gt; e Amsterdã. Vou ficar mais uns dias para tentar achar resposta, enquanto isso, vai mais uma: sendo então a Malásia um país oficialmente islâmico: "Não servimos bebida alcóolica, senhora. Temos água, suco...".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-872533265465331317?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/872533265465331317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=872533265465331317' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/872533265465331317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/872533265465331317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/08/num-e-que-malasia-e-longe.html' title='Num é que a Malásia é longe?'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-2000021989160429656</id><published>2009-08-22T17:07:00.000-03:00</published><updated>2009-08-22T17:26:27.833-03:00</updated><title type='text'>"(...)Sim, são três letrinhas(...)"</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;1. [re]Quebrando Ovos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lembrança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1 Ato ou efeito de lembrar. 2 Coisa própria para ajudar a memória. 3 Memória. 4 Recordação que a memória conserva por certo tempo].&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isso de compartilhar pode ser engraçado e esta situação diária do suco me lembrou uma de quando morei em São Paulo, momento feliz, difícil, recompensador, mas sobretudo hilário! Desde as discussões, discórdias, até a dúvida para escolher o bar do &lt;em&gt;happy hour&lt;/em&gt;, tudo terminava em riso ou choro,fruto de gargalhadas incontidas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os momentos mais puxados, em que eu era a primeira a acordar e a última a dormir, correndo atrás do que deveria ser atingido, motivada pela paixão e crença naquilo em que fazia, acordei às 5:30, caminhei, de salto, por bons quarteirões, subi uma ladeira e cheguei ao ponto de ônibus. Depois, peguei mais um, logo ali que passei pela Paulista e fui até o &lt;em&gt;Alphaville&lt;/em&gt;, fazer uma reunião. Voltei por volta das 10h e quase refiz o trajeto, com a diferença que fui a uma outra reunião no Villa Lobos e, ao fim da tarde, no Butatã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste intervalo acho que estava com um pão-de-queijo (saudade), um café de copo-lagoinha (saudade) das típicas padocas de São Paulo (saudade) e talvez algum outro carboidrato no estômago.&lt;br /&gt;Quase sem sentir os pés, chegando em casa, dentro do último ônibus, troquei o salto alto pelo chinelo de dedo e, ao parar no ponto, antes da ladeira ser descida, realizei a fome e pensei "&lt;em&gt;Hm&lt;/em&gt;, paro na Padoca, tento um final de um &lt;em&gt;self-service&lt;/em&gt; ou faço algo caseiro?". E foi quando eu pensei eu um omelete suculento, com pimentão e cebola, ou um sanduíche, não me lembro ao certo, mas era algo bem gordo (saudade) com ovo, delícia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei os quarteirões só pensando no ritual de lavar as mãos, jogar a bolsa no sofá e quebrar os ovos. Quando abri a geladeira, cadê?? Gente, foi impulsivo e bem espontâneo, um grito só "Quem comeu meu ovoooooooooooo", ahahahaha, mais um episódio para deixar registrado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, descem Naninha e &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/05/ha-sempre-algo-mais-em-volta-de-uma.html"&gt;Lora&lt;/a&gt;, desesperadas, achando que algo realmente grave tinha acontecido, até que a Nana assumiu a culpa do roubo fatídico - ó, drama! Terminei com um miojo, grande salvador, naquele mau-humor e cara emburrada, notoriamente dita "não falem comigo hoje!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre essas e outras lembranças me pego pensando que compartilhar, mesmo que involuntariamente, tem lá seu valor e a interpretação depende muito de nós. Deve haver, quase que "somente", humor para se pré-dispor. E é por essas e outras buscas de energia, alegria e sentimentos em geral, que vou à Malásia, reaviver e re-ver!&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;. Ho-Ho-Ho. Chegou o Ramadã!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E não é que a tecnologia acertou mais uma previsão? A Lua de quinta-feira chegou trazendo o início do nono mês do Calendário Lunar e, com ele, a continuidade da crença dos muçulmanos que celebra a revelação de Alá, feita a Maomé, que findou na transcrição dos primeiros versos do Alcorão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade é absurda a mudança. A começar pelos enfeites por todos os lados, luzes pisca-pisca, supermercados lotados, trânsito mais infernal (&lt;em&gt;ops&lt;/em&gt;) do que o habitual, corre-corre como se o mundo fosse acabar e todas as famílias estivessem a estocar toda a comida do país para o próximo "para sempre". Ho-ho-ho, é quase Natal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, no trabalho, os líbios chegaram após as nove horas da manhã, em novo horário, como sinal de respeito nosso a eles, que trocam o dia pela noite e passam a madrugada comendo, comemorando com os familiares, após jejuar pelas longas horas sob luz do sol, até que se ponha, em sinergia com a última reza antes do início da "ceia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi estranho entrar no restaurante e deparar com meia-dúzia de expatriados e encarar os líbios que nos serviam, em jejum, inclusive de água, há horas e que dali ficariam até a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado que tudo isso por aqui não é uma opção. É simplesmente pelo fato de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;3. Quem fecha uma porta, abre uma janela&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estou influenciando diretamente a vida de pessoas, quando as digo "sim, está aprovado para vir" ou "não, mantemos contato para futuras oportunidades".&lt;br /&gt;Isso tem sido muito sério, como foi e tem sido comigo mesma. E aí também não é necessariamente uma opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Escolha [Ato ou efeito de escolher; seleção, classificação. 2 Aquilo que se escolhe. 3 Discernimento (...)].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim ou não? São três letrinhas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-2000021989160429656?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/2000021989160429656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=2000021989160429656' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2000021989160429656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2000021989160429656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/08/sim-sao-tres-letrinhas.html' title='&quot;(...)Sim, são três letrinhas(...)&quot;'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-8688271713854963065</id><published>2009-08-15T03:11:00.000-03:00</published><updated>2009-08-15T03:29:46.122-03:00</updated><title type='text'>Ela tomou meu suco!</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Compartilhar [Participar de, ter ou tomar parte em].&lt;br /&gt;Dividir [1 Separar em partes (...)3 Efetuar uma divisão; 4 Demarcar (...) 10 Compartilhar].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Me mudei de casa de novo, deve ter um pouco mais de um mês e foi a terceira em sete meses. E desta vez não teve planejamento. Fazendo fisioterapia e dependendo do transporte da empresa, a logística se atropelou e as malas ficaram prontas entre uma noite e o dia seguinte. Sem sentimentos. Empacotei e parti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sinto em uma pousada, onde estou agora. Chego da academia - vulgo alongamentos fisioterápicos - coloco a mochila no quarto, lavo as mãos, desço para o restaurante proporcionado pela empresa, sirvo salada e alguma proteína - frango, em grande maioria - subo, tomo banho e vejo novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Nesta casa tem Globo Internacional e &lt;em&gt;Internet&lt;/em&gt; Rápida. Assim, tudo em letra maiúscula porque é um privilégio, benefício e invejável a alguns olhos!&lt;br /&gt;Achei que, depois de tanto tempo, não teria paciência para Caminhos que não fossem os meus, mas até que os da Índia estão sendo aceitáveis, exceto pela música da abertura que, Arebaba, ninguém merece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Faustão?? Gente, que saudade! É a sensação imediata de "vamos sair" ou "depois tem Fantástico, então amanhã é Segunda!". Mas aqui não é isto o que importa. O que importa é que é uma válvula de escape - &lt;em&gt;somehow&lt;/em&gt; - quando estamos mais próximos do Brasil ou compartilhamos o que acontece lá; enquanto aqui, parece que as coisas não se movem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Video Show, Jornal Hoje - Ok, Zorra Total nem aqui dá para agüentar, confesso!! - mas são programas que para a gente é só uma justificativa para se sentar no sofá e ficar alguns momentos juntas, sem que cada uma vá para seu quarto, feche a porta e interaja com o computador. Até porque, Sábado e Domingo aqui são dias normais de trabalho, então, o som que relembra o Fantástico ou a própria abertura dele mesmo, não tem a mesma conotação depressiva, desesperadora, chata ou qualquer outra coisa negativa que sugere para as pessoas que estão no Brasil. Nosso Sábado aqui é a quinta à noite e nosso Domingo, a Sexta-Feira. Portanto, bom mesmo é Os Normais, por exemplo, que independe da sensação que traz o que será o dia seguinte: será igual ao hoje e ao ontem, provavelmente, e cabe a nós nos reinventar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste circo, estou com mais quatro meninas: duas de BH, uma mexicana e uma do Rio. Dizem que meu sotaque está aquela beleza. Um apanhado de "Po meu, agora não vou, uai", exageradamente confuso - mas engraçado (ou irritadiço - nunca sei).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma sala ampla, os quartos são bem montados, cozinha quase &lt;em&gt;Gourmet&lt;/em&gt; - só uma pessoa se atreve e as demais comem, na cara-de-pau mesmo - e piscininha! As compras continuam sendo feitas de forma mais individual, mas como almoço e jantar são fornecidos pela empresa, o que mais temos na geladeira é ovo e suco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos meus sucos prediletos é o de Laranja com Cenoura, que quase me fez vomitar na mesa de almoço com as pessoas do escritório na minha &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/01/como-porque-slido.html"&gt;recém-chegada à Líbia&lt;/a&gt;. Como vocês podem ver, meu paladar mudou - e para pior!, mas é aquilo né?, adapte-se, Camaleoa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fechar a nova rotina, chego em casa, da "academia", com a sede mais gostosa de suco de laranja-com-cenoura do mundo e, sendo rotina, todos os dias, minha frase, ao abrir a geladeira é "P.Q.P, ela tomou meu suco de novo!!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a doméstica, que, entre tomar o suco e usar nossos ovos, arruma a casa por nós!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-8688271713854963065?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/8688271713854963065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=8688271713854963065' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8688271713854963065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8688271713854963065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/08/ela-tomou-meu-suco.html' title='Ela tomou meu suco!'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-8484584471868937198</id><published>2009-08-08T03:16:00.000-03:00</published><updated>2009-08-17T09:17:19.461-03:00</updated><title type='text'>Amém</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fé [Crença, crédito; convicção da existência de algum fato ou da veracidade de alguma asserção. 2 Crença nas doutrinas da religião cristã (...)].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leia ouvindo: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Vw9JT_JEDTI"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Vw9JT_JEDTI&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu nunca fui muito católica, mas fui batizada, fiz Primeira Comunhão e Crisma. Se casar, será em uma Igreja. Não sei se como manda o figurino, porque ainda sou bem relapsa para essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aqui, fora da minha zona de conforto, acho que tenho tido mais fé. Em minhas rezas por todas as noites, meus agradecimentos são mais fortes, sinceros e enfáticos. Meus pedidos são poucos e, em grande maioria, que as pessoas que eu amo fiquem e estejam bem, neste período em que me ausento e me distancio. E "para sempre" - :).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a fé continua como um mistério para mim e, de fato, "mais do que sonha nossa vã filosofia".&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos há semanas de começarmos a compartilhar o &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/04/capitulo-ii-origem-da-base-social.html"&gt;Ramadã&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não se sabe ao certo quando ele começa, dizem que é por volta do dia 21 de Agosto, mas o anúncio é oficializado um dia antes, depois que os Líderes Muçulmanos olharem para a Lua e confirmarem se ela estará crescente na noite seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, é o mês mais importante do calendário lunar, que completa os cinco pilares do Islamismo - seguido da Declaração de Alá (Deus), Preces, Caridade e Peregrinação à Meca (na Arábia Saudita).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse período de fé deve superar as necessidades físicas-corporais, em todas as diferentes formas, para declaração e dedicação à espiritualidade. E se espiritualidade é "um assunto de vida e morte para as nações" e fé é a "confiança e a convicção que conduzem à liberdade e à transformação das aflições", mesmo que sejam definições de um Monge Vietnamita - Tchich Nhat Hanh&lt;span style="font-size:85%;"&gt;**&lt;/span&gt; - vê-se que fé é fé em todo e qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Trecho de Hamlet, Shakespeare:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;" - Há algo de podre no reino da Dinamarca - Ato I, Cena IV&lt;br /&gt;- Há mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a nossa vã filosofia - Ato I, Cena V&lt;br /&gt;- Duvida da luz dos astros, de que o Sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia em meu amor - Ato II, Cena II&lt;br /&gt;- Se fôsseis tratar todas as pessoas de acordo com o merecimento de cada uma, quem escaparia da chibata? Tratai deles de acordo com vossa honra e dignidade. Quanto menor o seu merecimento, maior valor terá nossa generosidade - Ato II, Cena II&lt;br /&gt;- Ser ou não ser... Eis a questão (...)".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;** Thich Nhat Hanh&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;foi indicado ao Nobel da Paz por Martin Luther King, em 1967 e em 2001, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, apresentou uma impactante conferência, pauta para a última inspiração da Época Negócios - Julho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-8484584471868937198?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/8484584471868937198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=8484584471868937198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8484584471868937198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8484584471868937198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/08/amem.html' title='Amém'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-7708978209044580464</id><published>2009-08-01T03:07:00.000-03:00</published><updated>2009-08-01T03:18:04.449-03:00</updated><title type='text'>Que seja eterno enquanto dure</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;União [1 Ato ou efeito de unir. 2 Ajuntamento, reunião (...). 5 Adesão harmonia, concórdia; paz, comunhão, intimidade. 6 Casamento, conjúgio, consórcio (...)].&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estava previsto para começar às 20:30, mas eram 21:30 e nada. As pessoas saíram correndo do trabalho, tomaram um banho rápido e esperaram carona para estar lá pontualmente.&lt;br /&gt;Às 22 horas foi servido um suco de amêndoas, doce, que parece essência e/ou perfume em estado cremoso, bastante artificial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia somente mulheres e elas estavam com vestido justo, curto, decotado e de cor forte, acompanhando as das frutas cítricas: verde limão era o mais corriqueiro. Com eles, a maquiagem deixava ainda mais reluzente a composição, sendo ofuscada a luz do lugar. Era pérola e brilho por todos os tecidos, desde as cortinas e tapete do salão, até a sombra dos olhos fortes das mulheres, árabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesa, junto com o arranjo de flor também pouco discreto, estava um pote de pó de café instantâneo, um com açúcar e uma garrafa de água - fria. Quase às 23:30, refrigerantes - quentes - foram servidos, com uma carne de carneiro ensopada na própria gordura - fria - com pães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximo a este momento, entra uma mulher especial, mais colorida e pintada que as outras, com um vestido com cauda enorme, de cobrir as poeiras do ambiente, acenando a todas as outras: era a noiva, filha de um dos funcionários líbios que trabalha na empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as demais mulheres permaneciam nas mesas, "comendo" o jantar, a noiva tirava fotos no palco. E durou mais de uma hora. Depois, a mãe dela passou por todas para agradecer a presença.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Com fome, cansada, em uma situação mais chata e tediosa - embora curiosa - de todos os tempos, as mulheres expatriadas foram embora, sem que a festa daquele casamento estivesse de fato terminada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Reza a história que lá pelas duas horas da manhã o noivo entraria e, neste momento, todas as presentes cobririam o cabelo, braços e ombros, exceto a mãe e as mulheres da família dele, ou seja, pessoas que não teriam eventual apelo sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali então, sairiam casados, porque em outra casa, somente com os homens, o noivo haveria se casado com o pai da noiva, com quem fez os acertos para que conseguisse permissão para fazer parte da família como genro e que "buscar a noiva", frente às amigas e mãe, é a certeza de que tudo correu como planejado, na cerimônia dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em linhas gerais, este é um dia que compõe os quatro de um total de celebrações de um casamento líbio. Embora várias percepções, poucos são os expatriados que efetivamente chegaram até o fim do compartilhamento de um momento tão íntimo para uma mulher daqui e, sem dúvida, o mais importante na vida dela e daqueles que são parte da sua família: casar é permitir a continuidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;*Nota:&lt;/strong&gt; eu não fui ao casamento, ouvi dizer isso tudo, por diferentes olhares e perspectivas, mas em resumo, afirmaram que não perdi nada, porque era uma diferença tão grande ao que estamos habituados, por um ritmo que não nos pertence, que eu teria ido embora, provavelmente, na entrega do doce de amêndoa, que é o aperitivo - sobremesa vem antes!&lt;br /&gt;O curioso é que, no mesmo dia, um casal de expatriados brasileiro comemorava um ano de casamento - e foi igualzinho ao líbio. ;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-7708978209044580464?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/7708978209044580464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=7708978209044580464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/7708978209044580464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/7708978209044580464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/07/que-seja-eterno-enquanto-dure.html' title='Que seja eterno enquanto dure'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-3520627742276423078</id><published>2009-07-25T04:37:00.000-03:00</published><updated>2009-07-25T04:44:03.636-03:00</updated><title type='text'>Duas semanas</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Esperar [1.Ter esperança em, estar à espera de, contar com (...); 2. Aguardar; 3 Estar na expectativa; 4 Contar, obter; ter como certo ou muito provável, conseguir; 5. Confiar no auxílio ou proteção (...)".&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=gWg3Cu9lhoo"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leia ouvindo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/habana-blues/465358/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Letra&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acabei a fisioterapia. Seis sessões em duas semanas. Ridículo, mas a massagem era boa. A pessoa que me atendeu, que, infelizmente, não posso afirmar que seja fisioterapeuta, não falava (quase) nada de Inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia ela me mandou ir para a piscina - talvez eu tenha coragem de descrevê-la um dia - e quando entrei (ok, depois saí e não voltei mais. Passou!) ela disse "Vai, nada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim?; perguntei.&lt;br /&gt;- Vai, nada, ela insistiu.&lt;br /&gt;Decidi ir por mímica.&lt;br /&gt;- Você não sabe nadar? Nadaaaa - enfatizou.&lt;br /&gt;Desisti e fiquei parada, em pé, por 40 minutos, até que a maluca voltou e começou a erguer as pernas próximo à beira da piscina. Entendi que era aquela brincadeira de "imitar o bobo" e foi o máximo que fiz quanto aos bem recomendados "exercícios na água": dez vezes ergui a perna direita e dez a esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No resumo destes seis dias, intercalados, passei raiva, fiquei perdida com o motorista, não me comuniquei, recebi massagem e foi isso.&lt;br /&gt;Ontem, no meu último dia, perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, hoje é meu último dia, o fisioterapeuta vai me avaliar e dizer os próximos passos?&lt;br /&gt;- Espera, foi a única coisa que a Líbia - a maluca - de pele morena e olhos fortes, mas perdidos, soube me dizer antes de sair.&lt;br /&gt;Enquanto colocava o tênis, chegou um rapaz, dizendo:&lt;br /&gt;- A Sara me disse que você falou algo. O que é?&lt;br /&gt;(ahahahaha, às vezes acho que isso é um filme e que a qualquer hora alguém vai desligar a TV e vou voltar ao normal: não é possível!).&lt;br /&gt;Repeti, com muita calma a pergunta e o colega, na mesma calma, respondeu, olhando para os lados, como quem procura alguma coisa.&lt;br /&gt;- Ah, volta daqui duas semanas.&lt;br /&gt;Eu: - Mas duas semanas? Ninguém pode me avaliar hoje? Posso voltar a fazer exercício físico?&lt;br /&gt;- Isso, volta daqui duas semanas.&lt;br /&gt;- Sim, entendi, mas e amanhã, faço o quê?&lt;br /&gt;- O fisioterapeuta viajou, Ramadan, todo mundo viaja antes, Ramadan. Volta daqui duas semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, Senhor. Amarrei meu cadarço e anotei no meu celular: voltar no fisioterapeuta, em duas semanas. Enquanto isso, vou fazendo os alongamentos - dez na perna direita, dez na esquerda, na academia da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Nestes últimos dias mudei de casa e me despedi da Teca e da Magequita. Durante a semana, a irmã do meio mandou esta música para a gente, então, vale regar o momento com ela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-3520627742276423078?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/3520627742276423078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=3520627742276423078' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3520627742276423078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3520627742276423078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/07/duas-semanas.html' title='Duas semanas'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-5541398702933214958</id><published>2009-07-18T06:06:00.000-03:00</published><updated>2009-07-22T03:14:56.903-03:00</updated><title type='text'>Dia de dois</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Praia [Beira levemente inclinada de um oceano, mar, lago ou rio, coberta de areia, pedregulho ou fragmentos de rocha e banhada pelas marés ou pelas ondas.2 Região banhada pelo mar; litoral].&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em Setembro de 2007 eu fui para Turquia, quase como vim para cá: caída de pára-quedas!, sem rumo, planejamento. Me chamaram e eu fui. E ainda penso como essas duas experiências se cruzam em alguns pontos de comportamento - pouco de religião - e aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Istambul registrou meu primeiro choque-cultural forte e me preparou para algumas impressões que tive e tenho na Líbia, o que me faz ser assertiva de que um dia as coisas vão fazer sentido, mesmo que demorem dois ou dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quinta-feira fui a um casamento Turco. Na verdade, eles se casaram no dia anterior, na Embaixada e, quinta, nosso "Sábado à noite", foi a reunião de pouquíssimas pessoas para comemorar, de fato. Foi como se eu estivesse em Istambul novamente: toda aquela música, as danças (tcha tcha tchi tchi - um, dois; três, quatro) com o estalar dos dedos, acompanhando o ritmo; rodando em círculos e mexendo o ombro também com o "um-dois; três-quatro" e todo o meu desengonço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comida era repleta de doces, dos quais não gosto muito, mas valeu relembrar o sabor, porque gosto e cheiro são resquícios de memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fim-de-semana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na Sexta, nosso Domingo, pela primeira vez em dois meses de verão, fui à praia. O mediterrâneo é simplesmente maravilhoso. O azul não é da cor do mar. São quatro tons misturados que, com o sol forte, trazem uma luz e uma inspiração de beleza jamais vista. Então não é a cor retratada por poesias ou músicas já registradas, só lamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um &lt;em&gt;resort&lt;/em&gt;. Pagamos 55 dinares (aproximadamente 90 reais) e poderíamos acessar parte da praia que teoricamente não seria freqüentada por locais. Não foi bem assim e, na verdade, desistimos de usar a piscina do Hotel no fim do dia, visto a reação das mulheres que estavam, quase completamente cobertas, com vestidos de manga e burca, sob aquele sol, acompanhando as crianças com os respectivos maridos: um constrangimento que fez ofuscar o brilho de curtir um pouco um dia normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao mar, nos jogamos na temperatura branda, sem ondas, de água transparente, parecendo estar em paraíso asiático e, porque não, brasileiro; embora a realidade voltasse à tona quando aquelas mulheres se adentravam ao mar: inacreditável! - sim, de roupa!, uma só mais moderna, com um maiô que a Adidas lançou por aqui - adoro essas sacadas! É uma calça, com blusa de manga comprida e burca - quase um macacão com touca - sintética e não 100% algodão como as mulheres tradicionais usam - além de nós, só ela estava ousada e escanadalosa, quebrando paradigmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fazer valer a viagem de mais de uma hora até lá, decidimos comer bem! O pacote dava direito a café da manhã, almoço e jantar e, de novo, não parecia Líbia. O &lt;em&gt;buffet &lt;/em&gt;trazia várias opções de entrada, salada, sopa, pratos quentes, pães e porcarias em geral. Faltou só o pão-de-queijo para fechar o fim de semana como algum outro comum "em casa": festa, diversão, descanso, comer bem e recomeçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudade continua!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;"Os melhores acontecimentos foram feitos por homens que estavam completamente desanimados e cansados, mas continuaram".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-5541398702933214958?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/5541398702933214958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=5541398702933214958' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5541398702933214958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5541398702933214958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/07/dia-de-dois.html' title='Dia de dois'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1304386980990074529</id><published>2009-07-11T08:33:00.000-03:00</published><updated>2009-07-11T08:46:16.268-03:00</updated><title type='text'>Sufoco é pouco</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dor [1 Med Sensação desagradável ou penosa, causada por um estado anômalo do organismo ou parte dele; sofrimento físico. 2 Sofrimento moral. 3 Dó; pena, compaixão (...)].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um dia acordei com dor nas costas e achei que tinha sido fruto de uma noite mal-dormida - talvez o calor de 44oC-48oC - seguidos da falta de refresco com as constantes quedas de energia ao fim do dia até a madrugada.&lt;br /&gt;Dois dias se passaram, mas as dores não e acabei optando por suspender a utilização da minha válvula de escape: a corrida na esteira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que em uma manhã, a dor realmente me tirava o foco e então liguei para uma brasileira que é fisioterapeuta, para saber se ela recomendava algo - remédio, alongamento, qualquer coisa. E após responder algumas das perguntas dela, senti um alívio quando ela disse que muito provavelmente não seria nada demais, mas que era prudente consultar um neurologista no intuito de tentar fazer uma ressonância: "Não vá em ortopedista, senão ele pode te pedir raio-x e não necessariamente preciso ver sua estrutra óssea. Talvez você tenha machucado um nervo por postura - ou algo do tipo", orientou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, comecei a saga da aventura de literalmente me virar por aqui, me irritar, me surpreender e, de novo, (re) descobrir o potencial do ser humano em ser solidário e solícito ou simplesmente um ser que dá de ombros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O neurologista, em consulta, reafirmou a hipótese de que não seria nada demais e pediu a ressonância, seguida de uma receita médica que ignorei - se ele não sabia o que era, qual era o ponto de uso dos medicamentos? O resultado saiu e ele disse que era um princípio de hérnia de disco e então a partir daquela data comecei a tomar duas injeções diárias e um anti-inflamatórioà noite. Sem melhora (rápida), fraquejei e dois dias depois desta consulta comecei a ficar de repouso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez dias em casa, na Líbia, sem &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt;, canais a cabo que não apresentem uma programação considerável, em calor absurdo - embora ainda não o pico do que teremos - foi difícil, mas não relutei tanto (acho que melhorei no quesito paciência). Ainda, abstrai a idéia de que meu &lt;em&gt;Outlook&lt;/em&gt; deveria estar prestes a explodir - se já não ocorreu - devido ao número de &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; que chegam e não são respondidos (nem lidos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o tempo previsto de medicamento tomado, voltei ao médico. Aliás, tentei, porque ele havia sumido - de fato. As recepcionistas não tinham informação dele e só souberam me informar que ele não ia ao consultório por dois dias, que o celular estava desligado e que havia uma suposta hipótese de que ele estaria em algum Congresso por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, consegui saber que o neurologista que tinha "tratado" o caso do Felipe (voltemos mais uma vez e sempre a este fato) estaria disponível para me atender e que daria direcionamento aos próximos passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez meu chefe foi comigo e me apoiou - principalmente em caráter emocional.&lt;br /&gt;Naquela ocasião, o diagnóstico já era outro, nada de hérnia ou nervo, "apenas" um espasmo muscular. As injeções tinham sido desnecessárias e o repouso em certo ponto também. Dentre algumas mudanças de hábito sugeridas, fisioterapia estava na lista do que fazer de imediato para que eu melhorasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Jana - essencial nisso tudo, depois a apresento - marcou para um motorista me buscar e me levar em um outro Hospital: desespero e irritação. Fui mal-atendida, os atendentes discutiam meu caso - eu acho - em árabe e me comunicavam o que fazer em inglês quando não era o que tinham dito anteriormente.&lt;br /&gt;Vai-pra-lá-pra-cá, a dor só se intensificava e eu não conseguia nem horário para fisioterapia, nem os remédios. Por fim, resolveram que um médico de lá deveria me consultar para confirmar a receita que trazia comigo e, para minha surpresa, ele voltou a prescrever as injeções que tinham sido suspensas e a voltar ao diagnóstico de "algum nervo inflamado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha única reação foi chorar. Chorei por todos os sentimentos atropelados juntos: medo, desconfiança, desespero, impotência - ao não consegui me comunicar e, portanto, entender e ser entendida - saudade e dor. Sobretudo, por sentir isso tudo sozinha, naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda esta lenta e chata narrativa retrata alguns dias que me deram vontade de voltar para casa - se estiver em dúvida, leia-se Brasil - sem olhar para lugar nenhum, a não ser para frente. Passei a falar todos os dias com minha mãe, pelo telefone, e a não ter concentração nem interesse para terminar a leitura da Época Negócios - de que tanto sou fã e me faz inspirar. Não trabalhei e nem mantive o ritmo dos "excessivos &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; a amigos para dizer que estou bem", o que fez alguns deles me ligar e perguntar por onde eu andava que não &lt;em&gt;online&lt;/em&gt;, de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, finalmente, fui fazer a avaliação fisioterápica, com a conclusão de que tenho espasmo muscular. Começarei amanhã. Todavia, em se tratando do país, as mulheres têm horário diferente dos homens, portanto, os meus serão aos Domingos, Terças e Quintas, entre 8h-10h.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; E entreguei para Deus, com um limite de tentativa de 12 sessões - ou menos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Aproveitei para parar no escritório principal e acessar a &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; para dar o "oi" de sempre, atualizar os que perguntaram, me por em dia e postar no blog, até mesmo para manter o registro de que as histórias se repetem, com algumas personagens alteradas e dessa vez saí do pano-de-fundo para a cena principal, (in)felizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte "feliz" é que minha mente está tranqüila por ora e por todo tempo, na medida do possível dentre toda a adversidade disso aqui e que, ainda, embora eu tenha conhecido de perto os aspectos ruins que caracterizam o comportamento dos líbios, crítica a qual eu defendi aqui várias vezes, exatamente por entendê-los sobre uma perspectiva cultural diferente, vários deles se mostraram preocupados, solícitos e, mesmo os que não falam inglês, cada um a seu modo, se esforçaram em me garantir o que os médicos não conseguiram: certeza e confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste tempo de fragilidade e insegurança, tem valido pensar que "a vida é um bumerangue".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1304386980990074529?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1304386980990074529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1304386980990074529' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1304386980990074529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1304386980990074529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/07/sufoco-e-pouco.html' title='Sufoco é pouco'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-7745091958089186450</id><published>2009-07-05T18:02:00.000-03:00</published><updated>2009-07-11T07:27:43.037-03:00</updated><title type='text'>Em seis meses</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"O tempo e o espaço são modos pelos quais pensamos e não condições nas quais vivemos", Albert Einstein.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Camila. Paulo. Carol. Ciro. Blog. Felipe. Companhia. Inverno. Paula. Aeroporto. Eman. Curiosidade. Salah. Pães e Camelos. Wafa. Diferente. Ali, Adel, Said. Simplicidade. Perla. Perspectiva. Ziad. Prioridade. Carlos. Proximidade. Ester. Semelhante-parceria. Rodolfo. Graça. Santos. Festa. Bruno. Hotel. Enrique. Ricardo. Leveza. Cláudio. Argentina. Caiado. Aprendizado. Amel. Raça. Ahmed. Português. Tonhão. Feijoada. Eduardo. Sotaque. Marcos. Postura. Cristina. Referência. Attawfeek. Idioma. Brasil. Casa. Cleide. Pensamento. Elizabeth. Espanhol. Inês. Ensinamento. Azeite. Pistache, castanhas e amêndoas. Ritmo. Rotas. Perda. Oportunidade. Atitude. Corinthia. Luxo. Primavera. Troca. Terceiro. Pimenta. Luciana. BH. Mudança. Recomeço. Luiz. Novo. Janaíne. Conforto. Beth. Riso. Sara. Sutileza. Mohamed. Solidariedade. Salada de Fruta. Marcelo. Charuto. Caramelo. Sorvete. Areia. Tempestade. Pedro. Revisão. Alexandre. Fox-CNN. Paciência. Caminho. Carona. Férias. Fotos. Luz. Fernanda. Alan. Elaine. Fernando. Diego. Marco. Adilson. Força. Conflito. Esteira. Escape. Saúde. Van. Ben Gashir, Janzur, Saraj. Conhecimento. Mahmoud. Abdulatif. Filipinas, Tailândia e Vietnã. MSN. Aniversário. Formatura. Casamento. Telefone. Créditos. Pizza. Narguile. Sem álcool. Junina. Saudade. Vestido. Livros, revistas e discos. Dor. Fathia. Piscina e Sol. Igor. Energia. Turcos. Idil. Retorno. Verão. Flávia. Melhora. Descanso. Preocupação. Macarrão. Abraço. Filme. E-mail. Convite. Proposta. Aposta. Pense. Informação. Partilha. Família. Dúvida e certeza. Felipe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estas são algumas das pessoas que vieram de encontro a mim, na Líbia. Ou antes dela. E algumas das sensações que me trazem: "Nós criamos palavras para definir nossa experiência", Elizabeth Gilbert, sobre os sábios iogues.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E faço exatamente seis meses hoje por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Felipe e eu desembarcamos no dia 05 de Janeiro, completamente ansiosos e indefinidos quanto ao que sentíamos sobre onde estávamos. Teve &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/02/so-com-metade-do-cerebro.html"&gt;aquele imprevisto&lt;/a&gt;, ele se afastou e volta hoje - coincidência - e então começaremos tudo outra vez!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida", V.M.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seis meses mais? Mais do que seis meses?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Todo homem tem seu período de sacrifício e renúncia. Para alguns esse período é curto, para outros é longo e vai até a velhice, para outros com menos sorte vai até o fim da vida, sem qualquer conclusão prática. Mas todos devem começar cedo, ficar firmes e aguentar tudo, tendo em mente que o acervo de tranquilidade para a velhice é feito durante a mocidade, quando as forças nos assistem na plenitude". Achilles Miraglia - 1956.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-7745091958089186450?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/7745091958089186450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=7745091958089186450' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/7745091958089186450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/7745091958089186450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/07/em-seis-meses.html' title='Em seis meses'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-8987976665464998888</id><published>2009-06-27T03:04:00.000-03:00</published><updated>2009-06-27T03:31:40.481-03:00</updated><title type='text'>Notícias de lá retratam parte disso aqui</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Notícia [1 Conhecimento, informação. 2 Nova, novidade (...) 6 Memória, lembrança. 7 Nota, observação, apontamento. 8 Noção, conhecimento].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias uma pessoa chegou em Tripoli e vinha direto do Brasil. Trouxe em sua mala duas revistas para mim: a Época e a Época Negócios. Optei primeiro pela semanal, pois já não estava assim tão atualizada, então não gostaria de passar mais tempo distante das manchetes principais que narram o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei um pouco chocada com algumas reportagens, como a que faz um paralelo do custo do Centro Administrativo do Estado de Minas Gerais, com a construção e montagem de quatro hospitais como o Instituto do Câncer em São Paulo, com 474 leitos - e que ainda sobraria dinheiro para um hospital menor, com 200 leitos.&lt;br /&gt;Ainda, li quanto às especulações de um terceiro mandato do Presidente Lula, da doença da Dilma, das articulações do PSDB e da volta de Renan Calheiros, daquele jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o mundo, nada além de Barack Obama e o (maluco) Kim Jong-il, da Coreia do Norte, com seus testes com bombas nucleares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas e da revista, tudo permanece como está - e esteve. A impressão que tive foi de que estou imersa em uma bolha e que tenho utilizado a internet para raríssimas curiosidades e excessivas mensagens aos amigos e familiares, para dizer que estou bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora minha página de abertura do navegador seja a de um Jornal Brasileiro, rapidamente passo os olhos pelas manchetes e dificilmente &lt;em&gt;clico&lt;/em&gt; em alguma para me aprofundar um pouco mais. E, na verdade, não saber o que acontece por lá me fez sentir emburrecida, mas ao mesmo tempo, não vou prometer para ninguém, nem a mim mesma, de que vou me esforçar para me sentir conectada ao "lá".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vou tentar fazer é procurar por estas pessoas que vêem do Brasil e pedir que elas tragam oportunidades como essa. Só com algo impresso, em mãos, consigo priorizar a minha leitura e não ao trabalho ou ao ócio individual - e é por isso que acho que os livros não vão acabar um dia, como o vinil, em troca do &lt;em&gt;CD&lt;/em&gt; e quase o &lt;em&gt;CD&lt;/em&gt;, pelos &lt;em&gt;MPs&lt;/em&gt; - 3, 4, 20 - da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divagações à parte, ler a Época da primeira semana de Junho me trouxe a conhecimento o &lt;a href="http://projetogenerosidade.com.br/2009/"&gt;Projeto Generosidade&lt;/a&gt;. Em soma, veio uma reportagem ilustrando o que é e tende a ser a Terceira Edição desta iniciativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que li retratava parte do trabalho do Instituto Rukha, uma organização não-governamental que ajuda mães de crianças pedintes a refletir sobre a educação que dão a seus filhos: forte e difícil, bem Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, curiosamente, ontem fui comer &lt;em&gt;pizza&lt;/em&gt; com as pessoas do departamento onde trabalho e, pela primeira vez, andei a pé por uma das ruas mais movimentadas de Tripoli, vivendo um pouco do que é estar aqui, finalmente. Dentre umas passadas e outras, entre a ida e a volta, antes e depois da &lt;em&gt;pizza&lt;/em&gt;, eu vi algumas crianças entre os carros em meio ao engarrafamento, pedindo esmola* e outras supostamente tentando vender algo que tinha acabado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo, ao meu ver, eles estão começando errado. Estão fazendo o país renascer sob os piores mau-exemplos que temos: &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/01/onde-l.html"&gt;falta de transporte público&lt;/a&gt;, infra-estrutura, educação e acessos em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, parecia que tinha lido uma Época da Líbia e, como disse Luiz Alfaya, diretor do Rukha, "o farol é o melhor caminho para acabar com o futuro de uma criança".&lt;br /&gt;Assim, começamos a mesma história, em outro lugar, da mesma forma: "Quem nunca contribuiu com isso, dando uma esmolinha e depois acelerando o carro com a consciência aliviada?", Alfaya. Resta saber se o fim se repetirá por aqui, como o começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Vale dizer que as pessoas que estão em Tripoli há mais de um ano se surpreendem ao ver cenas como esta, ainda não vistas até então. Será uma conseqüência do &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/03/isso-aqui-o-o.html"&gt;Pioneirismo&lt;/a&gt;, do estrangeirismo, do crescimento acelerado, desordenado, não planejado? E a gente faz o quê? Quem é "a gente" e o que é "o quê"?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-8987976665464998888?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/8987976665464998888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=8987976665464998888' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8987976665464998888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8987976665464998888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/06/noticias-de-la-retratam-parte-disso.html' title='Notícias de lá retratam parte disso aqui'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-8229812083974221760</id><published>2009-06-21T03:26:00.000-03:00</published><updated>2009-06-21T03:37:59.998-03:00</updated><title type='text'>A escolha de ir - e permanecer</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;"Se você tem coragem de deixar para trás tudo que lhe é familiar e confortável (pode ser qualquer coisa, desde a sua casa aos seus antigos ressentimentos) e embarcar numa jornada em busca da verdade (para dentro ou para fora), e se você tem mesmo a vontade de considerar tudo o que acontece nessa jornada como uma pista, e se você aceitar cada um que encontre no caminho como professor, e se estiver preparada, acima de tudo, para encarar (e perdoar) algumas realidades bem difíceis sobre você mesma... então a verdade não lhe será negada".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Essa frase poderia ser minha, mas não é. E a li em um momento muito especial: na Sala de Embarque em São Paulo, vindo para cá. Foi mais um dentre os tantos presentes que ganhei de pessoas que me amam, me querem bem e definitivamente torcem muito para que as minhas escolhas sejam certas e as melhores para mim mesma e, em conseqüência, para elas também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe me deu um álbum de fotos que marcaram os meus 24 anos até esta partida, com cartas do meu irmão mais velho, dela e do meu pai. Meus amigos me deram também fotos e cartas, objetos, músicas e inseparáveis livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A citação acima é de Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert - de quem já falei rapidamente neste &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, no &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/06/cidade-da-moda-do-design-e-da-nao.html"&gt;&lt;em&gt;post &lt;/em&gt;sobre Milão&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários destes presentes vieram a mim na Sala de Embarque, como uma surpresa intensa, ao abrir minha mochila para pegar... um livro!, e lá estavam todas as outras coisas. São segundos em que você repensa rapidamente se vai ser uma boa idéia entrar no avião e deixar tudo isso - que está estampado nas fotos - "para trás" e, lendo a contra-capa de Comer, Rezar, Amar, tive certeza de que aquela leitura eu teria que postegar para um momento em que eu estivesse mais certa da escolha, feliz e equilibrada.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Hoje, terminei de ler o livro. Não sei se o recomendaria. Não gosto de influenciar esse tipo de escolha. Mas, para mim, valeu pelo momento em que foi dado e por quem foi dado e pela escrita que interpretei há quase seis meses, &lt;em&gt;versus&lt;/em&gt; a de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, é a história de uma Jornalista engraçada e muito bem sucedida que decide viver quatro meses na Itália, Índia e, por fim, Indonésia, a procura, neste total de 12 meses, do equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em paralelo comigo, nos últimos dois anos eu vivi o "oito" em São Paulo e aqui diria que vivo o "oitenta" - sem considerações, é só uma ilustração de que são momentos extremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refleti sobre várias coisas durante a leitura do livro, mas três coisas me marcaram para a aplicabilidade do meu equilíbrio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - "Não participo da palavra, portanto não estou morando aqui por completo", página 112, sobre a Itália: falar na língua do líbio é poder ser entendido por mente e coração, não posso fazê-lo;&lt;br /&gt;- "(...) Você é o que você pensa. As suas emoções são escravas dos seus pensamentos, e você é escravo de suas emoções", página 140, sobre a Índia: eu ainda falo muito, mas tenho aprendido a gostar e a sentir falta do silêncio;&lt;br /&gt;- "(...) Quatro virtudes de que uma pessoa necessita para ter segurança e felicidade na vida: inteligência, amizade, força e (adoro essa parte) poesia", página 259, sobre Bali: Ler é o melhor refúgio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, sem dúvida, em qualquer lugar que se esteja, é premissa básica que você se alimente, reze, ame e, acrescentaria, inspire-se pelo o que aparentemente ficou para trás.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-8229812083974221760?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/8229812083974221760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=8229812083974221760' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8229812083974221760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8229812083974221760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/06/escolha-de-ir-e-permanecer.html' title='A escolha de ir - e permanecer'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-8909586237977423610</id><published>2009-06-13T03:01:00.000-03:00</published><updated>2009-06-13T10:48:47.479-03:00</updated><title type='text'>Sem quentão ou paçoca, vai, uai</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;Ô, sô&lt;/em&gt;! Terça-feira, dia 09 de Junho, peguei a &lt;em&gt;van&lt;/em&gt; das 17:30h no trabalho, para me encontrar, sem um horário previamente estipulado, com duas das "vizinhas debaixo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Teca - Ester - é Arquiteta, tipicamente paulista pelo sotaque e mundana pelas experiências que agrega em si mesma. Como eu, já morou no Canadá e jogou &lt;em&gt;handball&lt;/em&gt;, fez cirurgia no joelho e é fã dos seriados da &lt;em&gt;Warner&lt;/em&gt; - aliás, ela é mais fã e entendida do que eu.&lt;br /&gt;A Magequita - leia-se "&lt;em&gt;Marrequita&lt;/em&gt;", Elizabeth - é Engenheira e, assim como a Teca, trabalha no Projeto do Aeroporto: É Equatoriana e paciente em ouvir a prática lenta do meu Espanhol.&lt;br /&gt;Juntas, com uma Turca e uma Líbia, nos encontramos na Medina, ruína do Império Romano que hoje é um conglomerado para compras no Centro (Velho) de Tripoli. Nossa missão naquele fim de tarde era achar vestido ou qualquer estampa xadrez e/ou com flores que nos fizesse jeca, para irmos bem a caráter, na Festa Junina da Empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava empolgadíssima, porque adoro principalmente as comidas desta Festa e, rezava a lenda, haveria canjica, paçoca e pé-de-moleque: "&lt;em&gt;Nó&lt;/em&gt;, na Líbia?" - era tudo o que eu pensava durante a semana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com toda essa expectativa e sob a boa companhia e engraçada energia da Teca, com o desconhecido entendimento da Magequita sobre o que seria essa Festa, saímos à procura de vestidos e, sem querer ofender - mesmo! - perguntamos para a Líbia onde poderíamos encontrar um parecido com o que ela estava usando =). E achamos! Não só um, mas três, e a brilhante arquiteta, como uma boa coordenadora de idéias, fez com que alternássemos somente a cor: Eu de xadrez vermelho e preto; ela de preto e azul e a Magequita de preto e roxo: Sucesso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demos uma parada para comprar agulha, linhas e flores para decorar o vestido - ah, claro, até chapéu de palha a Teca achou e, quando coloquei, parecia uma Vietnamita, mas com maquiagem, flor, fita vermelha e tranças, fiquei uma bela camponesa - e legitimamente brasileira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite antes do dia da festa, desci para o apartamento das meninas para "bordar e costurar" - quem me conhece não vibre com o ocorrido: eu quebrei a agulha! =)&lt;br /&gt;Fizemos uma prova básica e no dia seguinte era só alegria. Maquiagem "leve" nos olhos, ao contrário das bochechas e da boca! Pintinhas! Na festa, algumas pessoas bem engraçadas, mas éramos três!, e a Inês, terceira moradora do andar debaixo, também Arquiteta, era a mãe jeca mais chique e nossa Festa Junina na Líbia daria um caldo nas do Brasil.&lt;br /&gt;Tinha canjica e docinhos. Eu não vi paçoca nem quentão - mesmo que fosse suco de uva de caixinha quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O trem foi bão&lt;/em&gt;, engraçado e mais uma constatação de que isso aqui dá para ser "um pouquinho de Brasil, ai ai".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-8909586237977423610?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/8909586237977423610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=8909586237977423610' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8909586237977423610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8909586237977423610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/06/sem-quintao-ou-pacoca-vai-uai.html' title='Sem quentão ou paçoca, vai, uai'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-889318196408208053</id><published>2009-06-06T03:07:00.000-03:00</published><updated>2009-06-06T08:47:34.668-03:00</updated><title type='text'>A cidade da moda, do design e da não-Itália</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não gostei de Milão. Enquanto ia do Aeroporto de &lt;em&gt;Malpensa&lt;/em&gt; de ônibus para a Estação Central, a primeira impressão foi de que a cidade é muito grande para o que tinha imaginado, feia e com as negativas que a civilização traz: sujeira, em todos os aspectos. Naquele trajeto pude ver que os carros da &lt;em&gt;Fiat&lt;/em&gt; são bem diferentes dos nossos, mas que a poluição visual com propagandas políticas são parecidas. Ao contrário de Paris e Amsterdã, pouquíssimas bicicletas pelas ruas. Durante aquele percurso decidi me lembrar de que foi opção minha não ler sobre o destino antes para não criar expectativa e que, então, se fosse bom seria ótimo e que se fosse ruim só não seria tão legal assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias se passaram e posso afirmar que não voltaria lá se não fosse, de novo, pela companhia. O Du me recebeu na Estação conforme combinado e pude sentir o quanto é bom termos um rosto conhecido em um lugar diferente, em que não podemos falar a nossa língua, ou não nos comunicar devidamente, sob qualquer forma que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Du é um talento, embora estudante, já um grande publicitário. Antenado, moderno, inteligente. Me ensina muito sobre estratégias, mercado e que tipo de profissional ser neste meio perigoso que se chama "corporação": também o conheci em São Paulo.&lt;br /&gt;Diferente da Mila, Lora e Lieske, não trabalhamos tão diretamente em um Projeto específico, mas ele era uma das estrelas com as quais eu contava para conseguir entregar alguns trabalhos pontuais e importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, Milão valeu! Tomamos muito &lt;em&gt;gelato&lt;/em&gt; e lembrei do porque Elizabeth Gilbert, escritora de &lt;em&gt;Comer, Rezar, Amar&lt;/em&gt;, engordou 13kg em quatro meses na Itália. Ah, falando nisso, fico feliz que Milão não seja a Itália, Paris não seja França, Amsterdã não seja Holanda e Rio de Janeiro não seja Brasil, assim, teremos motivo para voltar e conhecer outras impressões que não somente as primeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos ao quadrilátero da moda e, estando com o Du, impossível não divagar sobre as "Lojas Conceito" - Armani: divino!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Enfim, Milão é a &lt;em&gt;Igreja Duomo&lt;/em&gt;, naquela praça aberta que reúne todas as nacionalidades e raças que se encontram pela cidade, em uma celebração calma, bem italiana, com pães, salame, vinho e &lt;em&gt;gelato&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Duomo levou 500 anos para ser construída e lembra o estilo gótico de &lt;em&gt;Sacre Coeur&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Notre Dame&lt;/em&gt;, em Paris. Em frente à ela há uma galeria belíssima, ó &lt;em&gt;ragazza&lt;/em&gt;, chamada &lt;em&gt;Victorio Emmanuele II&lt;/em&gt;, que concentra outras Lojas Conceito e restaurantes charmosíssimos, que ali se revelam a Itália que imaginei encontrar em Milão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esta galeria demorou 90 anos para ficar pronta e o jovem idealizador, primeiro a usar cristais em vidro como cobertura, morreu sem que antes a visse realmente - também pudera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fechar o passeio, após passarmos pelo &lt;em&gt;Brera&lt;/em&gt;, o que seria a Vila Madalena de São Paulo, andamos pelo Naviglio, o quase equivalente a andar pelo &lt;em&gt;Rio Sena&lt;/em&gt; em Paris ou pelos canais de Amsterdã. Lá comemos uma &lt;em&gt;pizza&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Mama Mia&lt;/em&gt;! e, depois, matamos o dia a andar pelo &lt;em&gt;Lago di Como&lt;/em&gt;, estilo Argentino, com o que seria a Cordilheira no fundo, em divisão com o Chile, mas lá, menos simples; já que se faz a linha que separa da Suíça, onde pudemos ver os Alpes ainda com neve!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findamos a noite com um belo &lt;em&gt;Maccherone a Carbonara&lt;/em&gt; regada &lt;em&gt;il vino Merlot&lt;/em&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-889318196408208053?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/889318196408208053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=889318196408208053' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/889318196408208053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/889318196408208053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/06/cidade-da-moda-do-design-e-da-nao.html' title='A cidade da moda, do design e da não-Itália'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1371682011954404307</id><published>2009-05-30T03:17:00.000-03:00</published><updated>2009-05-30T03:31:56.534-03:00</updated><title type='text'>Há sempre algo mais em volta de uma cerveja</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Assim que cheguei em Paris e caminhei para pegar o metrô com a Mila, ela disse: "Babi, preciso te ensinar uma coisa muito importante: para entrar ou sair dos vagões do metrô, empurra a galera e diga '&lt;em&gt;pardon&lt;/em&gt;' " - ahaha, é indelicado, mas é verdadeiro! Após quatro dias por lá, ter aprendido a me comportar dessa maneira, me permitiu tomar menos socos e ponta-pés nos entra-e-sai das estações e, ainda, me preparou para a viagem de trem Paris-Amsterdã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em Amsterdã, vale ir ao museu da &lt;em&gt;Heineken&lt;/em&gt;, porque é como você gostar de vinhos e poder visitar uma vinícola na Argentina, Chile, Itália, França ou afins. E eu adoro cerveja! Sempre gostei de &lt;em&gt;Heineken&lt;/em&gt; e é uma das marcas que me interesso em saber mais, afinal, diferentemente do Brasil, as cervejas Européias que têm abrangência mais global, como esta e a &lt;em&gt;Becks&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;InBev&lt;/em&gt;), trazem uma perspicácia no posicionamento, a começar pelo investimento. E o museu é assim. Do rústico ao moderno, do familiar ao corporativo. Traz uma simulação super interativa sobre o processo de fermentação da cevada. Didático e atrativo: uma real experimentação de marca, para quem gosta, é uma aula e tanto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Amsterdã foi ainda a continuação de encontros importantes para mim neste momento de vida: saí de Paris após ser recebida pela Mila. A Milinha é de Porto Alegre, tchê, e morou comigo em São Paulo. A Lora, holandesa que me recebeu na cidade das casas-barco, foi para São Paulo e também morou conosco. Uma irmã. Amiga engraçada, profissional &lt;em&gt;stressada&lt;/em&gt; - mais do que eu, acredite, existe! - e uma européia que tem América Latina na veia e Brasil no brilho dos olhos. Vai fazer diferença por aí também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntando esta seqüência de relembrar o ano de 2007-2008, o que fazíamos, o que vivemos e onde estávamos - eu na Líbia, Milinha em Paris e Lora em Amsterdã - me veio de encontro, ainda, a Lieske. A Lieske também é holandesa, mas essa é só holandesa; de mente, corpo, coração e espírito. E trabalhou comigo em São Paulo, por um mês, em um Projeto específico. Depois, ela percorreu o Brasil de uma forma que pouquíssimo, para não dizer nenhum, brasileiro deve ter feito.&lt;br /&gt;Tomando uma &lt;em&gt;Heineken&lt;/em&gt;, conversamos sobre as impressões dela e de uma certeza de que nos visitaria por lá um dia, mas não moraria: "me sinto insegura o tempo todo, sempre acho que algo de ruim pode acontecer. É visível que 'sou gringa' ".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chato isso de que me sinto segura nestes outros lugares e minha base talvez não passe o mesmo conforto para pessoas importantes para mim. Naquele momento, gostei muito de viver novas perspectivas e de saber de coisas a mim muito comuns, sob outros olhares, sentidos e imagens. Tenho outro Brasil em mente. Ao final do dia, fomos ao Museu &lt;em&gt;Van Gogh&lt;/em&gt;, muito bonito e, sendo &lt;em&gt;Van Gogh&lt;/em&gt;, são pinturas que trazem uma leitura diferente. A exposição era "&lt;em&gt;The Colours of Night&lt;/em&gt;" e, de novo, cheio e com crianças e pessoas interessadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, andei de bicicleta pelos canais, pelos canteiros de tulipas, pelos cafés, por toda aquela gente - a Holanda tem mais bicicleta do que pessoas - e... &lt;em&gt;pof&lt;/em&gt;: bati em um careca!, haha, o maluco me xingou de tudo quanto é nome, eu acho, e só me restava dizer "&lt;em&gt;Pardon&lt;/em&gt;", mas não foi o suficiente. Só depois de uns três minutos foi que a Lora, lá na frente, olhou para trás e me viu "agarrada" no pneu traseiro do careca e começou a rir. Aí eu gritei: "Lora, onde é o freio?". Ela "No pé, Babi, no pé: pedala para trás que freia", hahahaha. OK, não aconteceu nada com a bicicleta emprestadada vizinha, já a do careca... hahaha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amsterdã é isso, mas só vale se for para andar de bicicleta e, se for dirigir, não beba!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1371682011954404307?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1371682011954404307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1371682011954404307' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1371682011954404307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1371682011954404307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/05/ha-sempre-algo-mais-em-volta-de-uma.html' title='Há sempre algo mais em volta de uma cerveja'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-2415130351582156674</id><published>2009-05-24T03:13:00.000-03:00</published><updated>2009-06-08T09:19:16.890-03:00</updated><title type='text'>Je ne parle pas Français</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"Eu não falo Francês" foi o que me aconselharam fortemente a aprender fluentemente para desembarcar em Paris, mas diria que não adiantou muito. Os parisienses legais, solícitos, preocupados e simpáticos que me desculpem, mas os chatos, diretos e mal-educados são a grande maioria pela cidade e o que ameniza é poder ver quase sempre a Torre Eiffel, suspirar e dizer "que se danem todos, estou em Paris".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade é maravilhosa, tira o fôlego como quando estamos no Cristo no Rio, com a diferença de que um é obra de Deus, naturalmente perfeita, e a outra traz a figura do potencial humano em construir - e destruir também, infelizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada oito quarteirões existe uma estação de metrô, o que facilita bem o ir-e-vir seguro para qualquer lugar. Uma das estações permite a conexão com mais sete e é realmente uma segunda cidade, subterrânea, o que abre espaço para algumas críticas, pois há quem diga que viver em Paris é se descobrir tatu ou rato - aí vai de cada um a identificação à analogia =).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora seja uma cidade com sua cifra de 2.181.371 milhões de habitantes (dado de 2006), não poderia dizer que senti medo ou que tenha me sentido ligeiramente ameaçada por alguma interrupção abrupta. Nem mesmo voltando às cinco horas da manhã de ônibus, de um &lt;em&gt;pub&lt;/em&gt;, ou a uma, após tomar um vinho com pão e salame, ao pé da Torre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como São Paulo, Paris aparenta ser também uma panela impermeável de concreto, mas abre janela aos seus pulmões com seus Jardins e museus. É incrível a conexão cultural deste povo. Os museus lotados, as crianças lendo e brincando nos Jardins Públicos, como o de Luxemburgo ou o do Louvre - imperdível! - sem terem em mãos celulares, Ipod, Iphone, ou qualquer modismo parecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como em Amsterdã, você paga uma quantia entre 40-60 Euros por ano e tem acesso a todos os museus e é chocante ver que crianças de sete anos se interessam - e bastante - pelo o que dizem sobre os Grandes Homens Franceses ou sobre qualquer outra estátua que representa a história do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, o símbolo de Paris é a Torre, mas não tem como não compartilhar este sentimento com a cruz que se forma na cidade pelo Louvre, Arco do Triunfo, sendo o Obelisco o ponto zero e, a minha querida Eiffel, a 45 graus dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em Louvre, quem tem boca vai a Monalisa e que coisa mais sem-graça!, haha. O Museu é gigante: tem 2,5 Km, três andares acima da superfície, maravilhoso, e dois abaixo. Acho que nem indo lá todos os dias por um mês conseguimos ver tudo - pausa para os "apartamentos" de Napoleão III: luxo não definiria bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Anfam&lt;/em&gt;*, depois de andar por três horas, completamente perdida em um só andar - sim, não consegui chegar a uma saída que me desse a opção de descer ou subir e nem assim repeti alguma exposição; por mais que eu andasse, mais coisa nova eu via, de pinturas gregas a esculturas do século X - sim, havia mapa, bonitinho,em inglês, colorido, mas não tinha ninguém para interpretar para mim!&lt;br /&gt;Bom, mas eis que minhas pernas estavam para cair de tão fracas e era meu último dia, não poderia partir sem tirar a foto Dela. Sem &lt;em&gt;parlar Français&lt;/em&gt; consegui informação dos mal-humorentos parisienses, cheguei!! Eeeeee, era a sala "Pinturas Italianas". Quadro pequeno, isolado, envolto a um vidro e, ao meu ver, no mesmo lugar havia quadros muito mais bonitos - ok, sou leiga, mas tenho opinião mesmo assim - do que da Mona. Ai ai... Arte me provoca este questionamento: alguém um dia disse que era demais e um outro alguém começou a concordar e boa parte da publicidade que o Louvre faz de si mesmo não acontece sem a figura Dela, da Mona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hm... Se você também não entende de arte, mesmo assim, procure pela Mona, afinal, vale ver para você tirar suas próprias conclusões e dizer que foi, mesmo que deixe de apreciar outras exposições que possam ser mais interessantes ou realmente mais bonitas, fazer o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Au revoir!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*Anfam não existe, é uma mistura do que seria nosso "enfim" em sotaque francês =)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-2415130351582156674?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/2415130351582156674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=2415130351582156674' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2415130351582156674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2415130351582156674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/05/je-ne-parle-pas-francais.html' title='Je ne parle pas Français'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1682114735994740032</id><published>2009-05-12T09:21:00.000-03:00</published><updated>2009-06-08T09:21:55.151-03:00</updated><title type='text'>Uma força</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E foi exatamente assim que aconteceu em Charles de Gaulle, Aeroporto de Paris: abraço, riso e brilho no olho incontido. Na meia-noite do dia anterior, depois que a Milinha me ligou para me explicar como pegar a saída do terminal rumo ao Sul da capital francesa, eu senti uma mistura intensa de ansiedade e alegria. E eu estava em um jantar na casa das "meninas debaixo", olhei para uma delas, meu olho acho que iluminava mais do que todas as lâmpadas juntas, ergui os antebraços até a metade para cima, fechei as duas mãos fortemente e gritei "eu tô indo viajar! Mili! Paris!!"; e nos abraçamos e rimos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Viajar é isso: desprender-se para voltar; rever pessoas queridas e experimentar, tirar fotos e andar por aí.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Viaje segundo seu próprio projeto, não dê muito ouvido às&lt;br /&gt;facilidades dos itinerários cômodos e dos rastros já pisados, aceite enganar-se&lt;br /&gt;na estrada e voltar atrás ou, ao contrário, seja persistente até encontrar&lt;br /&gt;saídas desacostumadas do mundo. Não terá melhor viagem. E, se assim pede a sua&lt;br /&gt;sensibilidade, registre tudo o que viveu e sentiu, o que disse ou ouviu dizer. A&lt;br /&gt;felicidade, saiba você, tem muitos rostos. Viajar é provavelmente um deles.&lt;br /&gt;Entregue suas flores a quem saiba cuidar delas e comece ou recomece. Nenhuma&lt;br /&gt;viagem é definitiva". Jose Saramago&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1682114735994740032?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1682114735994740032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1682114735994740032' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1682114735994740032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1682114735994740032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/05/uma-forca.html' title='Uma força'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-5278009775338965529</id><published>2009-05-03T06:08:00.000-03:00</published><updated>2009-05-03T06:29:50.564-03:00</updated><title type='text'>Encontros e Despedidas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Leia ouvindo: &lt;a href="http://www.mp3tube.net/musics/Maria-Rita-Encontros-e-Despedidas/1738/"&gt;http://www.mp3tube.net/musics/Maria-Rita-Encontros-e-Despedidas/1738/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Abraço: Ato de abraçar. Abraçar: 1 Apertar(-se), cingir(-se) com os braços (...); 3. Admitir, adotar, seguir; 4 Juntar(-se), unir(-se) (...); 7 Admitir sem repugnância, receber bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana eu fui até o Aeroporto receber uma pessoa e tive a oportunidade de observar as partidas e chegadas daqui. Esta foi a terceira vez que lá estive: quando cheguei e perdi as malas e então minha mente focava na solução em meio ao caos, onde ninguém falava inglês: ninguém; quando o Felipe foi embora - triste e árduo dia que ainda me deixa sentir estranha, tanto, que me deu "&lt;em&gt;irca&lt;/em&gt;" quando lembrei da chegada do passaporte dele com autorização de saída, na mistura do pessoal da &lt;em&gt;British Airlines&lt;/em&gt; permitindo que o vôo atrasasse até que ele embarcasse. Ufa!, assim, tudo às pressas, tenso e sem fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, desta vez, os ânimos estavam ótimos e a energia positiva porque esperávamos empolgadíssimas o passageiro: namorado da Paula - capítulo à parte para ela um dia, porque, vejam, ela não é mais "minha chefe e/ou mora comigo": Ela ganhou um nome e ser identificada diz algo mais - &lt;em&gt;Tcharaaaaaaam!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Bom, tínhamos tempo até ele desembarcar de fato e foi quando reparei - sim, no cheiro também, azedo como sempre, numa mistura de cafés, cigarros e suor - que o Aeroporto é um ponto de encontro de muito homem: mui-to! A maioria deles com roupas típicas, usuando "vestidos &amp;amp; boinas", muitos de barbas, bem aquilo que a gente vê em filme ou observa em fotografias de caderno "Internacional" de Jornal Impresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, na abertura manual do portão de desembarque, coordenada por dois guardas bem alinhados, de uniforme e bigode, um grupo de cinco mulheres surge. Do lado de cá da grade, de onde esperávamos, outras tantas. E copiosamente choravam, numa delicadeza absurda. Não ouvi som de soluços, nem gritos. Tudo muito contido e as mãos, algumas cobertas por luvas pretas, a enxugar as lágrimas.&lt;br /&gt;Ao se cumprimentarem davam longos beijos no rosto umas das outras - e eram quatro, dois em cada face. Nunca vi algo parecido. Os homens, que as acompanhavam, deram dois beijos nos respectivos amigos/irmãos - o que seja! - mas foi uma demonstração de, de não sei o quê - pausa para: "se meus olhos tirassem fotos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, partiram juntas, em meio às malas e a saliência das crianças. Acho que chegavam da Arábia Saudita - pelas roupas, afinal, lá eles são muito mais rígidos e restritos. As mulheres são em grande maioria analfabetas, proibidas de terem acesso à educação. Pouquíssimas podem ler livro - e em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo não sabendo de onde vinham, foi bom estar do lado de cá da grade, feliz, empolgada e em uma situação contrária às outras duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já-já sou eu quem vou encontrar outras pessoas e, se der vontade, vou mais é gritar, chorar, rir, fazer tudo ao mesmo tempo, cantaaar - lalalaaaa - e deixar todo mundo ver a boa razão de se deixar algo para trás em virtude de se querer algo mais para frente, independente do lado da grade, de quem espera, chega, ou vai.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-5278009775338965529?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/5278009775338965529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=5278009775338965529' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5278009775338965529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/5278009775338965529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/05/encontros-e-despedidas.html' title='Encontros e Despedidas'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1911444032021858903</id><published>2009-04-24T12:38:00.000-03:00</published><updated>2009-04-24T13:24:42.343-03:00</updated><title type='text'>O que era já pode não ser mais</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Referência [(...)3 Que é utilizado como referência. Sistema rígido em relação ao qual podem ser especificadas as coordenadas espaciais e temporais dos eventos físicos; sistema de referência].&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje faz duas semanas que comecei a trabalhar em um escritório diferente do qual eu estava desde Janeiro. O trabalho em si é mais ou menos o mesmo - e "mais ou menos" porque o atual é mais dinâmico e aberto, existe todo um entra-e-sai de pessoas que parece que te faz produzir menos e isso é diferente do que eu vivia. Há uma ilusória percepção de que perdermos o foco mais facilmente, mas eu acho que não, porque o movimento traz inspiração: escuto mais sobre processos e observo mais as pessoas. Se existe uma desvantagem, ela se revela na hora do almoço: comida péssima!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como tudo na vida tem dois lados - ao menos - há um positivo nisso: me contento com pouco, tenho sido menos exigente e quando acho uma torrada&lt;em&gt; Visconti&lt;/em&gt; no supermercado ou me deparo com um macarrão sem pimenta já fico feliz. Talvez aqueles que disseram um dia que felicidade não é complexa, está no caminho que se percorre e afins, passaram por situações e experiências como a minha atual e viram que dá para ser feliz com "muito pouco".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, "ser feliz" é muito forte e é preciso ter pessoas queridas neste cenário, então, para não parecer exagero, diria que consigo viver em um "bem-estar" alcançado mesmo que com menos opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto positivo neste aparente contexto desconexo é participar de um dia-a-dia tipicamente masculino. Adentro a porta do restaurante da obra, que se empesteia com um cheiro forte de algo como uma pimenta amarga, num bafo de cozinha não industrial em meio a respirações e refrigeradores insuficientes. Um natural e não bem-vindo ar quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mesas estão dispostas na horizontal e em cada fileira deve caber umas 15 pessoas. Sal, tempero, azeite e vinagre as compõe. Todos os homens, todos, olham fixamente como se fôssemos - eu e outras duas expatriadas que me fazem companhia - de algum lugar que não do Brasil: ser Brasileira seria comum demais e não nos daria toda a subjeção destes olhares. Enquanto espero a tradicional "fila do bandeijão" andar, continuo a observar que grande parte dos homens mantêm o olhar, de boca aberta, no levantar dos talheres em direção à boca: é no mínimo estranho, mas já não me incomodo e me concentro em tentar entender o comportamento das meninas líbias que não se sentam com homens, quaisquer que sejam eles e ficam de pé, por bons minutos, até que alguém se levante, em uma falsa pró-atividade voluntária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me convenço de que é incrível viver tudo isso ao mesmo tempo e pensar que, &lt;em&gt;Inshallah&lt;/em&gt;, em uma semana, voltarei a ver o ar transparente, sem ser caramelo-creme, carros de variadas cores e não brancos em sua maioria, lixeiras pelas ruas, ventos que não trazem areia, bebida alcóolica e carne de porco, mulheres semi-nuas a namorar pelas ruas, corrida em parques e diálogos naturais entre pessoas do sexo oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, parques! Correr respirando um ar que, mesmo impuro, não revela cheiro de areia quando a gente passa, não arranha os olhos e nem resseca a pele. Resta saber como vou reagir ao rever o já visto sob novas perspectivas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1911444032021858903?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1911444032021858903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1911444032021858903' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1911444032021858903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1911444032021858903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/04/o-que-era-ja-pode-nao-ser-mais.html' title='O que era já pode não ser mais'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-6721308004303466900</id><published>2009-04-17T09:03:00.000-03:00</published><updated>2009-04-17T09:16:51.867-03:00</updated><title type='text'>Capítulo IV - O final não é o término</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;"Sou e não sou naquilo que estou sendo" Álvaro de Campos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O líbio não foi e não será. Ele é. E Álvaro de Campos não sabia disso, mas é um exemplo de que por mais deslocados que possamos ser deles, ou pelo menos falo por mim, deve haver algumas questões que se cruzam. Todavia, o ponto não é saber no que nos parecemos, somente. Quero entendê-los como são e, no resumo superficial do aprendizado, diria que, sendo muçulmano, orientado por um direcionamento masculino e isolado, o líbio tem um perfil bem diferente do que qualquer outro do qual já tenha lido sobre ou ouvido falar. E essa composição de fatores o faz ter uma mentalidade, um modo de pensar, peculiar e dividido em perspectivas culturais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo o amanhã pertencente a Alá, o líbio vive no encontro do medo com a supertição, sem planos, focado no dia-a-dia, tornando-se aos nossos olhos passivos e não comprometidos, por outro lado, encaram, por exemplo a morte e a doença, de modo mais leve e mais aceitável, porque não se prepararam para acreditar em um futuro e em condições de alegria e paz a todo tempo: ser surpreendido é entender que foi feita a vontade de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí está a primeira divergência conosco, que em maioria vivemos a olhar para trás e para frente e pouco absorvemos do presente. Assim, eles são e nós estamos. A abordagem deles em tudo o que fazem exige ser pessoal e emocional. Hoje entendo bem as conversas, para mim até então aleatórias, de quando fui visitar escolas de inglês. Um Diretor mostrou fotos e o outro falava da mobília da casa. Os líbios são seguidores, não necessariamente líderes, ou seja, não tomam a iniciativa agressiva para que algo aconteça após a reunião. O foco deles é aquele momento e isso não os faz tornar alguém, eles já são. Sob esta ótica e, de novo ao contrário do que somos feitos, os líbios agem em consideração ao emocional. Pergunte da família, da cultura, revele-o importante para você e ele será pragmático nas atividades. O desafio é mudá-lo de função, por exemplo, sem envolvê-lo pessoalmente e esperarmos que ele seja flexível e aja de acordo com o ambiente: não, ele não se torna alguém dependendo do lugar, ele é em todas as maneiras a mesma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa redenção, que também parece um pouco de resistência ou de dificuldade em compreender-nos, é da natureza deles. Eles são educados a não causarem problemas porque são o reflexo da família, que é a base estrutural e a cara social deles. Nesta natureza, o líbio aceita as condições existentes, não questiona e acata determinados direcionamentos, o que não significa que se sentirão parte deles: aí você vai pensar que eles estão sob seu controle, quando na verdade, eles só agem de acordo com o que aprenderam: a não provocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo,a mentalidade de um líbio se soma por seu entendimento de tempo (passado, presente e futuro); por seu conceito de atividade (aceitar, o que não significa fazer e não questionar) e por sua natureza de se render, em prol da harmonia, para não comprometer a imagem de sua família dentro da sociedade e, por fim, mas não mais importante, por todo e qualquer tipo de relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo e, ao contrário de nós, eles não agem individualmente, porque pensam em coletivo. Enquanto somos individualistas no sentido de fazermos por nós e para nós mesmos, o líbio, como reflexo da família e nessa quase anulação de indentidade individual, tem como prioridade os parentes e os amigos, ambos embasados pela diretriz religiosa. No frigir dos ovos, o trabalho é secundário e não importante sob o ponto de vista daquilo que os motiva e orienta: relacionamento pessoal e conforto coletivo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-6721308004303466900?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/6721308004303466900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=6721308004303466900' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6721308004303466900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6721308004303466900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/04/capitulo-iv-o-final-nao-e-o-termino.html' title='Capítulo IV - O final não é o término'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-4990709691912078709</id><published>2009-04-10T06:44:00.000-03:00</published><updated>2009-04-10T07:06:59.402-03:00</updated><title type='text'>Capítulo III - Nada de frágil neste sexo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Mulher [ (lat muliere) 1 Feminino de homem. 2 Esposa. 3 Pessoa adulta do sexo feminino. M. de casa: a que administra bem uma casa e cuida com economia e previdência da vida e educação da sua família (...)].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desde o momento em que nasce, a mulher é educada a não ser mulher como um símbolo sexual. Ela aprende a andar na rua, quando sozinha, como se estivesse sempre com pressa, atrasadíssima para um compromisso: olhando para baixo e andando rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar para o chão significa não fazer contato com os homens, principalmente visual. Olhar nos olhos denota uma atratividade não recomendada. Portanto, o ato de se cobrir (leia "usar véu ou burca") é não parecer sensualmente atrativa. Ainda, as mulheres não se socializam com homens, nem em ambiente particular. Aqui, as casas são construídas de modo que há sala "para eles" e " para elas". Neste momento, exibem-se umas às outras, quando a minha leitura é a de que os comerciais de &lt;em&gt;shampoo&lt;/em&gt;, condicionador e afins fazem sentido: total sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com o processo de abertura do país veio a aceitação da flexibilidade daquilo que seria um código de vestimenta das mulheres. Visivelmente nas ruas há mais locais sem burca/véu e não há imposição legal ou religiosa para este fim. Cabe à família decidir como elas devem se comportar diante da sociedade e, depois, o marido direciona sobre a forma de envolvimento social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo curioso disto que parece ser um pseudo-relacionamento é o fato de que um supermercado novo em Tripoli é o grande acontecimento da cidade, por, dentre outros fatores, apresentar uma estrutura inovadora para os padrões e ousadas para outras prateleiras que guardam produtos mais comuns e simples.&lt;br /&gt;O supermercado se tornou um ponto que converge o encontro de jovens rapazes e solteiros que se dispõem a “paquerar” as damas que vão às compras. Uma vez observado isso, o estabelecimento decidiu criar dias específicos para determinados públicos. Se não me engano, às Sextas-Feiras e aos Domingos só é permitida a entrada de mulheres e/ou homens com família (mulher + filhos); do contrário, não são autorizados a entrar, nem que consumam milhares de &lt;em&gt;libians dinares&lt;/em&gt; em compras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consegui saber ou interpretar o que significa o casamento para um líbio, mas perguntei sobre o divórcio. Embora o Alcorão não o proíba, ele não sugere ou apóia. Assim, o divórcio é permitido e de um modo geral as mulheres são protegidas pela lei, já que a prioridade delas, enquanto seres do sexo feminino, é cuidar da casa e dos filhos: trabalhar é um privilégio secundário.&lt;br /&gt;Quanto à poligamia, ao fato do homem poder ter até quatro esposas, isso é válido, desde que ele as trate de modo igualitário e justo e que a primeira esposa concorde com o fato dele ter outras mais.&lt;br /&gt;Na Líbia, poucos são os homens que têm duas mulheres. O país ainda está blindado contra a crise, mas ser justo com quatro ao mesmo tempo tem lá sua resistência. As gerações quer praticavam poligamia quase estagnaram na década de 60-70 devido a mudança econômica à época, então, ter mais de uma mulher ficou fora de moda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sempre que posso, gosto de ir ao supermercado badalado para observar e me sentir observada - principalmente pelas mulheres. Algumas me olham com desgosto, indiferença, preconceito, arredio. Outras, com admiração, sorriso, leveza e interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana comecei um trabalho em um ambiente mais diverso e fui apresentada, ao mesmo tempo, a sete líbias, mais ou menos da minha idade. Diria que as perguntas que passam pela nossa cabeça passam pela delas também, mas acho que aprenderam a ser discreta: já eu não consigo! E sendo em geral a imagem que elas têm da mulher ocidental como similar àquelas vendidas em filmes e revistas, o que nos deixa vulgar de um modo mais abrangente, até as acho simpáticas comigo. Tenho visto que pouco têm de frágil e que de certo modo nascem sabendo que precisarão ser fortes, independentemente do horizonte para o qual têm permissão para olhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Façam um teste: tentem sair às ruas e cruzar com várias pessoas andando do modo descrito. E, principalmente, tente não olhar nos olhos das pessoas. Para mim é no mínimo difícil e, quando consigo, desconfortável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-4990709691912078709?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/4990709691912078709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=4990709691912078709' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/4990709691912078709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/4990709691912078709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/04/capitulo-iii-nada-de-fragil-neste-sexo.html' title='Capítulo III - Nada de frágil neste sexo'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-2872207163996277929</id><published>2009-04-03T06:15:00.000-03:00</published><updated>2009-04-03T06:58:41.938-03:00</updated><title type='text'>Capítulo II - A origem da base social</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Crença (lat credentia) 1 Ato ou efeito de crer. 2 Fé religiosa. 3 Opiniões que se adotam com fé e convicção. 4 Crédito diplomático.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O Islamismo é a crença sobre aquilo que está escrito e este Livro Escrito (Alcorão) está no céu (entenda pelo conceito de “paraíso”). Assim, tudo está pré-destinado e por isso os islâmicos - neste caso os líbios - não preparam o próprio futuro. Não existe planejamento. De certa forma, esta passividade os abstém de tomarem para si a responsabilidade de qualquer coisa, o que reflete em um claro conflito no direcionamento profissional das empresas ocidentais e, portanto, das pessoas que as compõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas práticas de devoção a Deus, os muçulmanos convergem-se perante a Ele, em direção à Meca, cinco vezes ao dia. É uma forma de se mostrarem pequenos e humildes a Alá: deve-se reconhecer o poder Dele sobre os humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As preces acontecem antes do primeiro raio de sol estar visível aos olhos nu e aí se ajoelha duas vezes. O segundo acontece ao meio-dia, quatro vezes. Pelo fim da tarde, quatro vezes. Quando o sol se põe, mas ainda com luz, três vezes. E, por último, quando não há nenhum feixe de luz do sol, quatro vezes.&lt;br /&gt;Ao contrário do que se possa pensar, não há horários exatos para tais preces. A cada prece, o muçulmano prepara-se mental e fisicamente. Não se faz pedido. Apenas agradece e reconhece a devoção do Ser maior: Hoje os estrangeiros reclamam consideravelmente sobre as pausas que os locais fazem durante o dia para rezar. Tudo bem que alguns tiram proveito disso para se ausentarem por mais tempo, mas poucos são os estrangeiros que pensam que pela tradição, costume e religião, os líbios trabalhavam das 7:30 às 14:30, quando então, rezar nunca foi um obstáculo quanto a horas trabalhadas. Nós chegamos e impusemos o nosso horário – e eles é quem estão errados?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda, o interessante é que tão importante quanto o Sol, se faz a Lua e, por isso, o calendário islâmico é lunar. A Lua é o símbolo do Islamismo e ao seu começo de formação se faz o começo dos meses.&lt;br /&gt;O Ramadan, nosso Setembro, é o mês mais importante para eles. É o mês que data a primeira vez que Mohamed (Moisés) recebeu a revelação de Deus. Era uma sexta-feira e, por isso, é o "Dia Santo", como deveria ser os nossos Domingos: Para mim, o interessante de se descansar em uma sexta-feira e se trabalhar no Sábado e Domingo é pensar que o mundo está sempre aberto para negócios ou qualquer tipo de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, dentre tudo aquilo que forma a base de um muçulmano há cinco pilares que são igualmente importantes e que constróem a vida das pessoas que chamamos de “do mundo árabe”: Para eles, o árabe é a língua mais importante do mundo, porque Alá a escolheu para a escrita do Alcorão, em revelação a Moisés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Declaração:&lt;/strong&gt; Moisés é o mensageiro de Deus, que é Alá;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preces:&lt;/strong&gt; De acordo com o movimento do Sol;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Caridade:&lt;/strong&gt; Todos são obrigados a ajudar os pobres e parte do dinheiro vai para Mesquitas como Centros Comunitários que redistribuem o dinheiro arrecadado caso o indivíduo não tenha escolhido uma pessoa, voluntariamente. Isto acontece nos 10 dias que antecedem o fim do Ramadan e a quantia é definida pelo Governo (Hoje é de 10LYD por pessoa – 16 reais);&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Peregrinação à Meca:&lt;/strong&gt; uma vez em vida o muçulmano deve peregrinar à Meca em certeza de purificar-se diante ao que é Supremo;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jejum:&lt;/strong&gt; Acontece durante o Ramadan, todos os dias, entre o nascer e o pôr do Sol. Neste intervalo de horário, não se pode ingerir absolutamente nada, nem água. A ação de jejuar tem perdido seu significado nos últimos cinco anos. O objetivo era o sacrifício de focar no espírito das pessoas, abstendo-se de tudo aquilo que dê prazer corporal. Hoje, o Ramadan é uma grande festividade e é o mês que mais dá lucro para os comerciantes. O que não é consumido durante a luz do dia é consumido durante a noite e a madrugada. Por outro lado, as pessoas ficam cansadas, dormem pouco e cumprem diversas obrigações sociais: Acho que é bem similar ao nosso intervalo de Natal e Ano Novo. Muita comida e pouca celebração espiritual sobre aquilo que de fato deveríamos focar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-2872207163996277929?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/2872207163996277929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=2872207163996277929' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2872207163996277929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/2872207163996277929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/04/capitulo-ii-origem-da-base-social.html' title='Capítulo II - A origem da base social'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-3027235948471143167</id><published>2009-03-27T07:09:00.000-03:00</published><updated>2009-03-28T04:06:48.212-03:00</updated><title type='text'>Capítulo I - Introdução</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isolamento [1 Ato de isolar. 2 Lugar onde se está isolado. 3 Socio Segregação espacial de indivíduos ou grupos em conseqüência de fatores geofísicos: distância, falta de meios de comunicação (...). 5 Estado do que está isolado de qualquer contato. Falta de comunicação devida à participação em hábitos e costumes diferentes (...)].&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Esta semana tive o privilégio de poder ouvir uma nativa falar sob o ponto de vista dos líbios sobre tudo aquilo que nos é mais curioso. Diria que ela é a ovelha negra do rebanho: viveu oito anos nos Estados Unidos e dois na Alemanha. Haverá o momento em que vou falar sobre isso: "Mulheres que abrem Passagem" - elas existem nos lados de cá também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos quatro &lt;em&gt;posts &lt;/em&gt;vou falar de todo este processo de aprendizado que, embora tenha sido por duas tardes, resultaram em mim como uma antecedência de alguns anos a serem vividos por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as curiosidades que tinha em relação a tudo o que envolve um (ou uma) muçulmano (a), TU-DO, foram esclarecidas. Interessante e compreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quatro pilares que vão preencher a minha angústia de ter falta de assunto, já que a vida por aqui virou rotina, serão a questão do isolamento do país por 35 anos, o Islamismo como construtor da base social de um líbio, o papel da mulher nesta sociedade e, por fim, todo este direcionamento que acaba por formar a mentalidade (bem diferente) deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia escrevi aqui sobre &lt;a href="http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/02/so-com-metade-do-cerebro.html"&gt;Sensibilidade Cultural &lt;/a&gt;e de novo me senti diferente dos demais por ter tido oportunidades passadas que me desafiaram mais fortemente quanto a este tema de "diversidade cultural". Foi difícil para mim ouvi-la dizer e responder às nossas perguntas, mas ao mesmo tempo me vi mais flexível em aceitar certos comportamentos que a outros olhos podem parecer absurdos inaceitáveis. Vou compartilhar, mesmo que por uma perspectiva de interpretação bem pessoal minha, mas seria importante se se abrissem a este entendimento mais do que cultural e sensível, mas intensamente religioso: eu também sou católica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por 35 anos o país ficou fechado. Nos últimos cinco anos, contando com este, foi iniciado um processo de abertura e temos vivido a oportunidade de experimentar a mudança. E para mim, isso é tudo sobre "liderar pelo exemplo" - há quem chame isso de "raça" ou "coragem". Que seja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes 35 anos, os estrangeiros eram vistos como aqueles que vêm para tomar a terra. A imagem da colonização italiana ainda tem reflexos negativos no sentido de que aquele que não é líbio se interessará pela terra e não pelas pessoas. Neste sistema fechado, eles aprenderam (foram educados) a não ser orientados a servir, portanto, sem o perfil de "fácil relacionamento" - o que explica a espera excessiva em alguns restaurantes: eles estão se habituando agora a fazer algo que nunca foi preciso ser feito anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhando bem ou não, o dinheiro era fornecido pelo Governo e, fechados a qualquer que fosse o mundo exterior, construíram uma história isolada, sem que as emoções fossem postas a mostra pela cara. Aprenderam a ser superficiais em relacionamento com o outro, principalmente com "estranhos". Mas ao mesmo tempo, aprenderam que se confiassem uma vez, confiariam para sempre e te considerariam um ente familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À época, a "América" (entenda Estados Unidos) significava um ser inimigo e, portanto, nenhum sinal em inglês era permitido. De modo mais claro, escrever ou falar em inglês era ilegal: i-le-gal. Se você estivesse a caminhar pela rua, com um escrito na blusa como, por exemplo, "&lt;em&gt;United Colors of Benetton&lt;/em&gt;", um guarda do exército te pararia, pedindo explicações sobre o que significavam todas aquelas letras reunidas e, se fosse identificado como sendo “da América”, você se veria nu, em plena luz do dia ou a qualquer hora que fosse. Ir contra a tudo o que remetia ao Ocidente era uma atitude. Nada além disso. E uma atitude positiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosíssimo pensar que naqueles tempos defender sua própria origem e valorizá-la como sendo o melhor que existia era nobre e, atualmente, soa como terrorismo. É muita mudança.&lt;br /&gt;Hoje, os estrangeiros são vistos como sinal de progresso, mas precisam se mostrar humildes e não superiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendizado para o dia-a-dia, sob a fala de um líbio: "Aja como se você estivesse em casa, mas não se esqueça de que você está na minha casa".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-3027235948471143167?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/3027235948471143167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=3027235948471143167' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3027235948471143167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3027235948471143167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/03/capitulo-i-introducao.html' title='Capítulo I - Introdução'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-3019387277949401393</id><published>2009-03-20T07:10:00.000-03:00</published><updated>2009-03-20T07:16:39.195-03:00</updated><title type='text'>Quando o dia vira rotina</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cotidiano [1 De todos os dias. 2 Que, ou aquilo que se faz ou sucede todos os dias].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Engraçado como os carros são brancos e pelas avenidas se tornam creme. Não vemos Fiat pelos caminhos de passagem e os veículos são em sua maioria grandes, como carros "de família". Meus olhos então sentem dificuldade em habituar a ver outras marcas, não tão comuns àquelas que fizeram parte do meu cotidiano passado. Ou talvez seja meu cérebro que tenha tido barrreiras em assimilar estas novas conexões e enviá-las para uma adaptabilidade visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante como nos comerciais de tevê, incluindo os do &lt;em&gt;McDonalds&lt;/em&gt; - embora aqui não tenha qualquer uma de sua loja - as donas-de-casa usam burca e/ou véu e passam margarina ou &lt;em&gt;cream cheese&lt;/em&gt; em metáfora à felicidade. Tudo &lt;em&gt;clean&lt;/em&gt; e feliz na mesa-da-cozinha, no café-da-manhã: Instigante a figura da família tradicional, salvo a vestimenta, que aponta para uma alegria incontida. Ocidental (?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso pensar sobre como seriam - e na verdade são - as propagandas de &lt;em&gt;shampoo&lt;/em&gt; e condicionador, já que os cabelos não se põem esvoaçantes ao vento da areia tempestiva: Me disseram que elas os tratam muito bem para que estejam belas, mesmo que não tenhamos visto - e que não os verei.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Barulhento que eles usam um dialeto dificilmente compreendido pelo árabe clássico. Dizem que vão rir de mim se eu não falar com o cântico prolongado e sonoro deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Familiar que valorizam o relacionamento, mais do que aumento de salário. Não é regra, portanto não estou generalizando, mas se percebe bastante que o valor está no olho e nas palavras que sugerem o tom do tratamento. Bom tom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente está fora do nosso país, ou melhor, do ambiente que nos é a zona de conforto, chega um momento que lembramos só das coisas boas, como se o estrangeiro nos apresentasse (só) os aspectos ruins. Aliás, acho que não falo por mim, ou só por mim, mas pelo que tenho ouvido e observado. É preciso estar atento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absurdo que eu tivesse pensado que todas estas imagens "normais" não seriam passadas à sociedade, através da publicidade, "só porque" são de uma cultura (ainda) desconhecida - por mim.&lt;br /&gt;E verdadeiro como nem tudo o que é desconhecido ou diferente é negativo: Já adoro o suco de cenoura com laranja!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-3019387277949401393?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/3019387277949401393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=3019387277949401393' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3019387277949401393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3019387277949401393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/03/quando-o-dia-vira-rotina.html' title='Quando o dia vira rotina'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-3505610905384823580</id><published>2009-03-14T05:26:00.000-03:00</published><updated>2009-03-15T13:07:17.791-03:00</updated><title type='text'>O meio do caminho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Perspectiva [arte de representar num plano os objetos tais como se apresentam à vista, conforme a sua posição e distância;aspecto que apresentam os objetos vistos de longe; panorama; aparência; miragem; probabilidade. em —: esperado no futuro].&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Priberam&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esta semana eu entendi porque quem tem dinheiro aqui vai comprar móveis em Dubai, na Europa ou na China. Realmente, ser sofisticado nos nossos padrões ou simplesmente procurar algo pelo bom-gosto não é fácil - aliás, tenho reparado que nada é normal por aqui. Há sempre poréns: aí também é assim, será?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui com uma das pessoas que vai dividir condomínio comigo e um dos nossos motoristas (local) procurar mesa para sala de jantar: que suplício!, a começar pelas ruas. Comércio movimentado, carro em fila-dupla, buzinas, poeira, vento e muito amarelo-ouro. Óculos escuro, por favor. Em determinados aglomerados de "lojas", eu me sentia em um museu. Aquele cheiro de mofo, móveis escuros de madeira pesada, forte e decorações bordadas com cores reluzentes - chi-quê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos quase desistindo daquele dia, quando subitamente o motorista parou em frente a uma loja. Nem desci do carro. Mas aí ele fez sinal, rindo de felicidade, com o polegar direito levantado para cima. E não é que a mesa era bonita?! (Para quem é de BH, me fez lembrar algumas peças do Ponteio - é pois é).&lt;br /&gt;Fechamos a compra e no dia seguinte acordaríamos a entrega e só então faríamos o pagamento. De boba só tenho a cara - fico com cara de idiota mesmo, não entendo nada de árabe, pareço bem lenta, olhando para aqueles que dialogam com meus olhos esbugalhados e boca aberta. Babei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia seguinte se tornou o dia atual. Fui à loja - porque por telefone não se negocia - só com o motorista e chegando lá o preço e a mesa eram diferentes. Haha. Que beleza. Claro que mais caro. Quanto ao tipo, &lt;em&gt;okay&lt;/em&gt;, passa. Era bom demais para ser verdade. A mesa de jantar "brasileira" era para inglês ver. Desistimos daquela loja, complicada demais para nosso pequeno orçamento, tempo e paciência, até que na reta final da peregrinação já com clima bem negativo, um "museu" nada convidativo recolhe por trás de seus móveis rústicos uma bela mesa de jantar com cadeira lisa - sem detalhes acolchoados - e vidro. Pois é, luxus.&lt;br /&gt;Fechamos o mesmo acordo e, acreditem, duas horas depois ela estava sendo montada lá em casa. Linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na verdade, o melhor destes últimos três dias foi ter convivido por boas horas com o motorista. Ele me ensinou muita coisa da cultura, religião, crença e comportamento a respeito do que eles adotam por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um momento marcante, dentre vários, foi na volta para o escritório. Eu estava muito feliz - finalmente tinha feito algo útil na composição da casa - e não havia reparado que ao invés de música ele escutava ao noticiário. De repente, parados em um sinal, ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhorita Bárbara, você viu o que um jovem alemão fez ontem?&lt;br /&gt;- Não - respondi.&lt;br /&gt;- Matou várias pessoas, entre estudantes e professores.&lt;br /&gt;- Meu Deus, não vi não. O pior é que não foi a primeira nem a última vez, não é? Não entendo como um ser humano é capaz de fazer isso.&lt;br /&gt;- Mentalidade Senhorita Bárbara, mentalidade. Sabe, tenho duas filhas e a mais velha, de dois anos e meio, não anda, não fala, não come. Deus quis assim. A vida é assim. Deus dá, só ele pode tirar. O ser humano não deveria ter nada a ver com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa. Forte. Foi assim também no carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que minha felicidade tenha ido embora junto com as palavras do meu "professor-motorista", mas fez dela um pouco contida. E eu preocupada com a mesa de jantar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mentalidade senhorita, mentalidade".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-3505610905384823580?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/3505610905384823580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=3505610905384823580' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3505610905384823580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/3505610905384823580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/03/o-meio-do-caminho.html' title='O meio do caminho'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-6811667768380873154</id><published>2009-03-05T06:23:00.000-03:00</published><updated>2009-03-05T06:44:57.333-03:00</updated><title type='text'>"Isso aqui ô ô(...)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pioneirismo [Caráter ou qualidade de pioneiro].&lt;br /&gt;Pioneiro [1 Aquele que primeiro abre ou descobre caminho através de uma região mal conhecida. 2 Explorador de sertões. 3 Precursor. 4 Aquele que prepara os resultados futuros].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(...) É um pouquinho de Brasil, iá iá".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada fomos comer acarajé na casa de um Engenheiro Baiano e entre a fritura e o vatapá, falávamos dos possíveis porquês que cada um julgava justificar a vinda e o aceite desta oportunidade. Dentre as respostas, "pioneirismo" apareceu em todas elas. Já há algum tempo venho pensando nisso, mas este dia veio de encontro com minha recente leitura da Época Negócios - a de Janeiro, eu acho - que trouxe uma grande (e boa) reportagem sobre a gestão de conflito que a Alcoa tem enfrentado em sua instalação em Juriti, no Pará, Norte do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descartando alguns pontos, como o estudo para implementação de indicadores de sustentabilidade - porque aqui não se discute nem conceito, quanto mais aplicabilidade - a reprodução dos discursos das fontes e das personagens da matéria, abordando tópicos como aprendizado, desafio, experiência, gosto e desgosto são bem parecidos com o que temos por aqui, para evitar dizer "iguais". Para ser mais pragmática, um paralelo do Brasil de Juriti com Tripoli:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Faltam oportunidades de lazer;&lt;br /&gt;* Quase não tem o que fazer&lt;br /&gt;- Aqui retiraria o "quase";&lt;br /&gt;* Telefone e acesso à internet são difíceis, assim como transporte;&lt;br /&gt;* A cidade inchou e mudou de cara&lt;br /&gt;- Tripoli de 2007 é bem diferente da Tripoli de Março ou Outubro de 2008, imagine Março de 2009. Tudo tem evoluído rápido, o processo de desenvolvimento está acelerado e as crianças ainda não imaginam o que as espera, porque nem mesmo os pais delas estão conseguindo acompanhar a entrada de tantos produtos, a expansão e construção de rodovias, o fluxo de pessoas vindo de outros países. Que não seja a nova Dubai, mas não será a mesma Tripoli no próximo mês;&lt;br /&gt;* Mudança ambiental traz aumento da população e número de doenças infecciosas&lt;br /&gt;- O Governo aqui parece se preocupar em evitar qualquer tipo de epidemia, trabalha mais pela "vacina" do que pelo "soro". Prima e exige bem-estar familiar, portanto, coletivo. Assim, não há nenhum ponto alarmante nesta área, acredito eu;&lt;br /&gt;* Torresmo com cachaça, assistindo jogo de futebol para matar saudade do Brasil&lt;br /&gt;- É. Este ponto não teria conexão se nos prendêssemos à carne de porco, ao álcool e sua fermentação. Mas tem acarajé, brasileiros de vários Estados, milho e pão. Frutas tropicais. É só colocar Ivete e cair para o samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto importante a se observar é que vivências como esta podem chegar ao que a reportagem chamou de "Risco do esquema colonial", quando uma empresa toma para si a responsabilidade política e social, acabando por tomar conta da cidade. Que isso não aconteça nem aqui nem em "Juritis" desconhecidos do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando para meu paralelo, acho que independentemente desta nação ter formado uma sociedade sob as diretrizes das empresas de petróleo e do islamismo, não percebo que conhecemos o Brasil tão bem assim para dizer que aqui não tem um pouco dele e de nós. Alguém conhece, já foi ou ouviu falar em Juriti? Sob o olhar dela, isso aqui tem um pouquinho de iáiá.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-6811667768380873154?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/6811667768380873154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=6811667768380873154' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6811667768380873154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/6811667768380873154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/03/isso-aqui-o-o.html' title='&quot;Isso aqui ô ô(...)'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1977325667842629011</id><published>2009-02-26T13:18:00.000-03:00</published><updated>2009-02-28T05:24:33.965-03:00</updated><title type='text'>Externamente interno</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mudar(lat mutare): 1 Deslocar, dispor de outro modo, remover para outro lugar (...). 3 Substituir. 4 Instalar(-se), transferir(-se) para outro prédio, local ou cidade. 5 Alterar-se, tornar-se diferente, física ou moralmente (...) 8. Cambiar, trocar, variar (...). 11 Sofrer alteração, modificação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leia ouvindo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=i3uIcxKuMeg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=i3uIcxKuMeg&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu sempre soube que a rotina de morar em hotel não duraria muito tempo, porque desde que esta oportunidade surgiu, minha líder falava do processo de mudança que eles viveriam. Logo, me tornei sujeito nessa frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o hotel, embora não apresentasse uma bonita paisagem, vista de qualquer que fosse o ângulo, era cômodo. Arrumação diária e lavagem de roupas no momento em que eu quisesse. Se houvesse preguiça, era a de listar os itens a serem colocados dentro da sacola rosa, azul ou verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calendário daqui começa pela sexta-feira e era este dia, Fevereiro, do ano de 1377: mais precisamente, um dia 18. No nosso calendário, uma sexta-feira 13, de 2009. Não era uma manhã como todas as outras, porque o frio era mais intenso e o céu mais azul. Mas havia o café similar ao brasileiro e o &lt;em&gt;croissant&lt;/em&gt; quente: a melhor parte da despedida antes de zarpar.&lt;br /&gt;Malas prontas, dois carros, quatro pessoas. O mediterâneo estava mais bonito e a falsa orla mais suja. A areia estava fina e era resquício do vento que soprou durante a madrugada da quinta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia garis nas ruas tentando varrer a pista para passarmos e o céu azul voltava a ser amarelo-creme-caramelo. Diferente e adorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um luxuoso portão automático começou a ser aberto, carro na bica da garagem, vizinhos melhor dispostos, estética bela e decoração moderna. As malas traziam consigo um peso do passado recente. O meu cheirava a Brasil. O da minha líder, com quem vou dividir a casa, histórias de longos 11 meses ainda por mim desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chave na fechadura, força na porta para a contra-mão do que nos é normal, retorna à direita como se fôssemos quebrá-la e... luz! Lá estavam radiante os raios solares em uma sala lindamente vazia e sem cortinas. Móveis para quê se é a alma que preenche?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cozinha montada, quartos montados, calefação, banheiro com banheira, piscininha - que de "inha" tem só a minha interpretação - jardim, vizinhos fazendeiros - bééé - vista aos olhos do céu sem nuvens e DVD... ah... Julieta Venegas foi a primeira a cantar no nosso primeiro dia. E, sendo sexta-feira, foi um bom início de ciclo. Mesmo sendo 13 - ou 18.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, até então, não tinha movido literalmente nenhum dedo para que aquilo tudo estivesse tão familiarmente pronto e tive o privilégio de me deparar com o luxo de uma cafeteira, sanduicheira e liquidifcador. Bolo, será? A minha líder tinha feito tudo e sozinha. Me senti... enfim, pula o adjetivo: decidi (começar a) ajudar. E comemoramos com água a conquista do novo e bom lar e, principalmente,o charme da cozinha com equipamentos brancos: forno de microondas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos para comprar comida e tive a grata surpresa de entender a embalagem de alguns mantimentos, principalmente café (salve-salve globalização, Lavazza para a prateleira!), biscoitos: Marilan está por aqui!, sabão em pó e amaciante - detergente escolhemos pela melhor combinação de cores do rótulo, que espero indicar qualidade. Ha-ha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o melhor foi chegarmos em casa e, no ato de guardar as coisas, a minha líder dizer "ah, tudo tão bonitinho né? Olha a sanduicheira!". Um momento de pausa e ela continuou: "a gente não comprou pão: você come pão?". Eu, já rindo, respondi "não", hahahaha. Que crise!!&lt;br /&gt;Temos uma sanduicheira mas não comemos pão - já basta os da hora do almoço para suprir a necessidade não preenchida com o tempero local. E continuou, ao guardar folhas de alface na geladeira "&lt;em&gt;Meu&lt;/em&gt;, nem parece que fizemos compra! Que geladeira vazia!". Foi alegria. E aí eu percebi: Não havia Nescau, ovos, muito menos farinha. Ah sim, o bolo vai ser de vento. Ter idéias nem sempre resultam em algo prático, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no fim, o &lt;em&gt;nescafé&lt;/em&gt; com biscoito teve o mesmo efeito de um belo jantar com sobremesa, tamanha era a felicidade ali dentro. Um infinito bem particular. Pois é, a cafeteira não funciona bem - ou talvez o problema esteja entre o botão que a liga e o dedo de quem a pressiona, haha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã teremos visita: salve-salve sanduicheira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;PS: A pessoa veio e pudemos celebrar uma semana de casa nova com uma boa companhia, cerveja (sem álcool), petiscos (pistaches, amêndoas e castanhas em geral), queijo francês e, por fim, um belo peixe assado com molho de alcaparras, batatas, arroz e uma salada sensacional - com milho =). Claro que meu papel foi lavar as folhas da salada, haha. Ah, teve morango com chocolate, acompanhado de um café Londrino. Delícia de "Domingão", faltou só a família e os amigos que estavam no Carnaval!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1977325667842629011?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1977325667842629011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1977325667842629011' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1977325667842629011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1977325667842629011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/02/externamente-interno.html' title='Externamente interno'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-8950683532721965924</id><published>2009-02-14T05:03:00.000-02:00</published><updated>2009-02-14T08:29:48.908-02:00</updated><title type='text'>Só com a metade do cérebro</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Cérebro [(...) 2. Inteligência, razão, espírito (...)].&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu sempre fui aquela menina da turma que era a amiga das populares, dos nerds, dos pobres, dos excluídos e dos novatos. E acho que o meu tratamento comum a todas as pessoas, independentemente da origem delas, vem do ensinamento dos meus pais e da base familiar que eles construíram para mim e para meus irmãos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aprendi que no final todos vão feder igual e que as pessoas sentem e sofrem os mesmos sentimentos. Mas estando em um outro país e tão diferente ao que estamos aconstumados, este ensinamento hoje chamado de "sensibilidade cultural" se aflora e se torna mais evidente, mais cotidiano. E passamos a valorizá-lo em momentos não tão legais: "a gente cresce é na adversidade".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Antes de vir para cá conheci uma pessoa originalmente do Rio, que trabalhou comigo em São Paulo por dois meses. Ficamos bem amigos, próximos, companheiros e confidentes em um relacionamento familiar que acho que nunca tive com nenhum dos meus dois irmãos de sangue: "de sangue" porque este amigo do Rio será meu irmão igual, meu irmão da vida. Mas chegando aqui ele teve um problema de saúde e hoje precisou voltar ao Brasil para tratamento. E até que fosse essa a decisão - voltar - vivemos uma longa história em um lugar sem estrutura e com várias limitações; mas como todo país é feito de pessoas e livros - já dizia Monteiro Lobato - e pessoas muito boas - eu acrescento - houve salvação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa insatisfação, nesta comunicação travada, na falta de entendimento e de orientações, ficou claro para mim que se todos entendessem e aplicassem o que lhes foi ensinado, pelos livros ou pelos pais, a sensibilidade cultural poderia contribuir e muito para que as coisas fossem mais leves. Talvez até menos lenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, antes de vir para este país, eu tive o privilégio de poder ter vivido nos últimos três anos com pessoas de vários lugares, várias culturas, "n" variações de comportamento. Principalmente no meu último ano eu aprendi a ser pontual porque holandeses e ucranianos se sentem absurdamente desrespeitados pelo atraso; porque ingleses e australianos são mais diretos na comunicação oral, mas nem por isso gostam menos de você; porque indianos comem carne e tomam cerveja sim; porque chineses (garotos) geralmente não dizem "oi" a uma garota antes dos 16 anos, a não ser que seja parente próximo; porque italianos não gostam mesmo de colocar &lt;em&gt;catchup&lt;/em&gt; na &lt;em&gt;pizza&lt;/em&gt; ou talvez porque eslovacos colham batata no verão para visitarem outros países da Europa no inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, aqui, não devo me deixar levar por ser brasileira. É preciso entender do que são formadas as pessoas que aqui estão e vivem e que eu me enquadre nelas. Enfim, ser sensível culturalmente nada mais é do que uma soma de fatores e característica que, se não temos, podemos desenvolver:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Inclusão: Forma como as pessoas se comportam e se interagem em grupo, envolvendo cada um no processo de decisão e gerando performance inspirada pela confiança e pelo respeito. Sentimento ou atitude de admiração por alguém ou alguma coisa, valorizando as pessoas e deixando-as agir de acordo com cada umade sua unicidade.&lt;br /&gt;- Compreensão ao outro: Habilidade de identificar e entender o sentimento das outras pessoas ou dificuldades, conectando-a em torno de suas ações e emoções.&lt;br /&gt;- Auto-conhecimento: Equilibrada e honesta visão de sua própria personalidade e habilidade de interagir com as outras pessoas franca e confidencialmente.&lt;br /&gt;- Pensamento flexível: Usar de conhecimento/expertise técnica efetiva para analisar as informações e situações, tomando de forma mais eficiente as decisões, bem como estando pronto para mudar de opinião.&lt;br /&gt;- Comunicação efeitva: Ser claro no fornecimento de mensagens (&lt;em&gt;feebdack&lt;/em&gt; ou opiniões escritas ou verbais) para convergir as necessidades de todas as pessoas envolvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece complexo, mas não é. Principalmente porque é o viver, lê-se, portanto, a soma das nossas ações pessoais e profissionais. Assim, não importa origem; cor ou credo; ditadura ou liberdade; paternalismo ou agressividade. O sujeito em questão é uma pessoa e, assim sendo, deveria merecer tratamento respeitoso, se àquelas ao seu redor estivessem sensíveis a ele e a si mesmo. Os locais deram show: de novo, aqui há homens bons!&lt;br /&gt;Há muito espaço para aprender. E a irracionalidade está na nossa cabeça. E a sensibilidade, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Para constar, sensibilidade cultural é uma das quatro características que forma o perfil de um agente de mudanças positivo. Em breve destrincho sobre as demais, se assim for.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-8950683532721965924?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/8950683532721965924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=8950683532721965924' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8950683532721965924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8950683532721965924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/02/so-com-metade-do-cerebro.html' title='Só com a metade do cérebro'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1703735489221972304</id><published>2009-02-06T10:32:00.000-02:00</published><updated>2009-02-07T14:53:34.243-02:00</updated><title type='text'>Um dia daqueles</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Reunião.: [1 Ação ou efeito de reunir ou reunir-se. 2 Conjunto de pessoas que se agrupam para algum fim (...)].&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há vários encarregados brasileiros que não falam inglês. Há ainda engenheiros e pessoas em níveis mais estratégicos que também não falam outro idioma senão o nativo - seja turco, português, mexicano, indiano, equatoriano, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dentre vários outros fatores que levam à desmotivação, não conseguir se comunicar pesa fatorialmente no efeito dessas causas. Podem me propor a implementação de todas as ferramentas de comunicação interna que possa amenizar esta ocorrência, provavelmente aqui não vai funcionar: tudo é fora da curva demais, diferente demais, inesperado demais para seguir-se bem com os padrões estudados em livros e vividos em uma organização dinâmica "normal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, meu encargo esta semana era fazer reuniões em (boas) escolas de inglês para conhecer material e metodologia que possam atender à expectativa dessas pessoas que não só querem, mas precisam se comunicar - de modo efetivo e rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor Ahmed (lê-se Arrrrméd) foi comigo. É um típico líbio cinqüentão, estatura mediana, barriguinha - não de chopp, haha, deve ser de pão - óculos anos 20 - estilo &lt;em&gt;RayBan&lt;/em&gt;, mas não deve ser também - e um discreto mas ao mesmo tempo notável bigode fino. Moreno, claro. Ele estava na van acompanhado do motorista - que não falava inglês. Nossa comunicação no trajeto de ida e volta foi "bom dia" e "Obrigada", em árabe. Ele tentou um "tudo bem" em português mas não foi muito feliz. Houve um embaraço.&lt;br /&gt;Durante os trinta minutos que levamos para chegar à primeira escola de inglês, eles falavam árabe, portanto, coloquei uma música para ouvir e me isolei daquele ambiente nada convidadito: homens líbios falando árabe. E enquanto andávamos eu pensava porque o Sr. Ahmed havia ido comigo. Que tipo de contribuição ele faria. Afinal, qual era a função daquele cidadão que tinha se apresentado a mim, formalmente, dois dias atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos à escola. Do lado de fora, uma casa com duas janelas do lado esquerdo e a porta de entrada do lado direito. Não havia jardim e não tinha a cor creme: era azul. Achei interessante ser diferente das que existem de praxe. Entramos e havia uma mulher mais velha de burca em uma mesa que deveria ser algo como a recepção. O Sr. Ahmed começou a falar em árabe, logo ela se levantou, abriu mais uma porta e nos levou a uma outra, mais à frente, à direita. Era estranho. A calefação da sala não estava ligada e comecei a sentir um frio emocional. Me distraí observando a mesa de reunião, a mesa de alguém que deveria ser um diretor e a estante - com poucos livros. Quando voltei à Terra, o Sr. Ahmed me perguntava em inglês se queria café. Aceitei, afinal, o frio estava interno a mim também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, chega um cidadão de dentes mal-tratados, careca, mais baixo que o Sr. Ahmed, com o cigarro deixado a ser queimado sem ser tragado, nas mãos. Vestia algo como um terno, mas não era um paletó e uma gravata ao qual estamos habituados. Ele olhou para mim, esticou a mão direita, retribui, disse meu nome e "prazer em conhecê-lo" em inglês. Ele voltou o olhar para o Sr. Ahmed que traduziu para mim dizendo "Ele é o Diretor Geral da Escola e não fala inglês".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hmmmmmmmmmmm" - Foi tudo o que consegui expressar com um sorriso corporativo. Na verdade, me deu vontade de rir. Que situação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso o Sr. Jalal (não me pergunte como se pronuncia), dono da escola, pega um pequeno aparelho branco, como um &lt;em&gt;mouse&lt;/em&gt; sutil, e começa a apertar um tipo de campainha. Insistentemente. Acho que mais de cinco vezes. Um minuto depois chega a senhora de burca com os cafés, suco de laranja, cinzeiro e água. Ele estava nervoso, eu acho, com a "demora" da senhora em nos servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por uma hora e quinze minutos a cena se repetia: cigarro entre os dedos da mão direita, raramente tragados, sendo queimados e com as cinzas caindo no tapete, a sala cada vez mais fria, o café horrivelmente saboroso - não arrisquei o suco, pois a laranja daqui é rosa. É, pois é. E a campainha sendo pressionada a cada instante, sem serventia alguma. A senhora chegava, olhava para o diretor e saía. Conversas em árabe. Traduções rápidas para mim. E, dentre essas ações, o Sr. Jalal se levanta e pega quatro álbuns de foto. Álbuns dos anos 1800. Amarelo. Naquele momento desisti de entender qualquer coisa. Em resumo, eram fotos da Marinha Egípcia em uma visita à Líbia, quando a tal escola fechou parceria para dar treinamentos e cursos em geral. Eu fingia olhar admirada, achando aquilo tudo muito interessante e entre os meus "hmmmm", "hmmmm", "hmmmm" - ahahahaha - o Sr. Ahmed disse para mim: "Bárbara, esta foto é um jantar que eles ofereceram para a marinha, em agradecimento à confiança. Foi realizado no melhor restaurante de Tripoli, algo como 110 dinares por pessoa, sem bebidas (=R$198,00) e como o Sr. Jalal simpatizou com você, disse que vai convidá-la e, não se preocupe com o preço, ele paga". Ó Deus. Falei algo como "Inshallah", ou seja, "Se Deus permitir'. E Deus que me livre de ter que aceitar um convite do Sr. Cigarrinho na Mão com Dentes Mal-Conservados! Imaginem só a (falta) de comunicação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinze minutos depois o Sr. Ahmed se levantou e disse "vamos?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim fomos. Ah, claro!, conheci a metodologia, os livros, a didática e etc, em uns cinco minutos de toda a estada vivida naquela experiência difícil de se compartilhar pela escrita ou pela palavra falada. Só estando lá mesmo. No fim das contas, gostei muito. Vi que as reuniões e o trato aqui não podem e não devem ser puramente comercial. Há que se falar da família, da vida, mostrar fotos que não dizem nada. O resultado dessa confiança compartilhada pode virar um negócio. O que acho realmente que não vai ser o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, em outra visita à outra escola, tive uma experiência comum: O diretor falava inglês, não fumava, focou 99% do tempo da reunião nas referências, nas empresas-clientes, no material utilizado, nas parcerias com escolas dos EUA, Suíça, Malta, Emirados Árabes e Reino Unido. Foi profissional, não líbio. Aliás, quase. Porque nos minutos finais contou que está mobiliando sua casa de 1300 metros quadrados e que provavelmente vai à China e à Dubai em busca de móveis mais sofisticados: 400 mil dólares para decorar o jardim e a área da piscina. Enfim, melhor do que ver fotos de Egípcios da Marinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, definitivamente, eu preciso aprender árabe: Inshallah!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1703735489221972304?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1703735489221972304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1703735489221972304' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1703735489221972304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1703735489221972304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/02/um-dia-daqueles.html' title='Um dia daqueles'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-8772361516472748393</id><published>2009-01-30T14:28:00.000-02:00</published><updated>2009-01-30T16:39:27.731-02:00</updated><title type='text'>Uma novena para a Santa Internet</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Internet [s.f. (pal. ing.) Rede telemática internacional que une computadores de particulares, organizações de pesquisa, institutos de cultura,institutos militares, bibliotecas, corporações de todos os tamanhos].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;P&amp;amp;D&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"A cidade é fantástica. Suja, com gente feia, mas o mais importante, com cultura própria muito forte". Blitz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isso não fui eu quem disse e nem é sobre Tripoli. Mas foi o que um amigo meu, o Blattes, natural de Santa Maria-RS, me disse sobre Belém do Pará, Brasil. Me identifiquei muito e vi as conexões que podemos fazer entre as cidades e vidas mais inimagináveis, contudo, possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca tinha ouvido falar em "Líbia" até receber a proposta que para cá me trouxe e, quando ouvi falar, peguei o mapa mundi e vi que não tinha a mínima idéia de onde era. Já as pessoas de 35-50 anos sabiam pela questão do relacionamento com os EUA no passado. Eles eram recém-adultos e eu criança. E na escola não me ensinaram nada disso. Nem a vida. Até Setembro de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acho que hoje a melhor procura do entendimento destas e outras conexões é a &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Eu demorei a gostar desta coisa e ainda não sinto muita afinidade com o computador. Acho muito técnico para minha personalidade de trato interativo e humano. Mas comecei a valorizar e ficar &lt;em&gt;online&lt;/em&gt; quando vi que conhecia várias pessoas de lugares diferentes do Brasil e do mundo. São pessoas com quem eu estive por uma, duas ou pouquíssimas vezes e que não sei quando vou vê-las de novo, pessoalmente. Salve-salve &lt;em&gt;webcam&lt;/em&gt;! São pessoas que podem me dizer da cidade delas, da origem delas, de uma forma mais forte e compreensível do que qualquer livro muito bem escrito e qualquer pesquisa meticulosamente aplicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que viajar é uma forma de fuga: desconectar-se das coisas que te prende. Mas ainda bem que existe a tal da &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; para a gente poder compartilhar, dentre várias coisas, o sentimento de alguém que está em Belém do Pará e fazer dele algo tão próximo quanto ao meu que estou tão longe daquele que escreveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui está frio e o Marcelinho em São Paulo está passando mal de calor. Mas os dois estão desconfortáveis. E sabemos disso quase que simultaneamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na década de 80? Quem viajava para lugares tão longe estavam desconectados, viviam sentimentos sozinhos, mesmo quando não queriam. E escreviam cartas que ao serem lidas perdiam parte do sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a Líbia mantém uma relação diplomática com os Estados Unidos. À princípio é um país que não apresenta risco de ataque terrorista ou coisas do gênero atual. E o melhor disso é que dou estas notícias em paz. Você lê = você sente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas independentemente do que se passa na minha rotina de cruzar por vias sujas e cultura forte, a certeza que trago é rezar quase que uma novena para a Santa &lt;em&gt;Internet&lt;/em&gt; permanecer estável para mim que escrevo e para as pessoas que me lêem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-8772361516472748393?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/8772361516472748393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=8772361516472748393' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8772361516472748393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8772361516472748393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/01/uma-novena-para-santa-internet.html' title='Uma novena para a Santa Internet'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-4278392518029787448</id><published>2009-01-23T12:31:00.000-02:00</published><updated>2009-01-24T17:30:42.505-02:00</updated><title type='text'>Onde é lá?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Destino &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(de destinar) [(...)2 Circunstância de ser favorável ou adversa às pessoas ou coisas(...). Objetivo, fim para que se reserva ou destina alguma coisa.5 Lugar a que se dirige ou para onde é expedida alguma pessoa ou coisa(...)].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aqui é difícil de dizer o destino. Precisava receber umas encomendas para fim profissional e pessoal e descobri que "endereço" não é tão simples quanto ao que estamos acostumados: Rua, Número, Bairro, Cep. Onde moro? Em Daha - ou algo parecido. Ah, sim, agora entendi. Onde trabalho? Na avenida perto da Escola Americana, onde estão construindo um campo de futebol. Super esclarecedor! Posso me perder que saberei chegar.&lt;br /&gt;Carteiro? Haha. Esquece. Na dúvida, escaneie e mande por e-mail ou espere alguém ir ao Brasil e aí sim utilize Sedex para receber algum material: em mãos. Mas lembre-se: se mandar por e-mail, diminua a resolução ou do contrário seu arquivo pode brecar a internet de todo um povo :)&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Observando isso, um dia, na volta para a casa, pensei - "verbo desgraçado este, o 'pensar' ". Desculpe o palavrão, mas porque tudo tem que ter um por quê? Enfim, pensei: "se não há 'para onde', será que há o 'como?'". Foi então que notei que não há ônibus urbano: transporte público. Meu Deus, pânico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O transporte em Tripoli é feito com aquelas vans irregulares, que trazem durante o trajeto o alto risco de não deixarem as pessoas no seu destino. Uma cidade de mais de três milhões de habitantes, sem uma sinalização segura, declara que o poder está nas pessoas arriscarem quando e como a vontade lhes convir. Mão-e-contra-mão é via, então dá para passar. Fiquei imaginando as pessoas mais humildes, simples, que saem de algum lugar como nossa periferia. Qual é a logística da rotina delas? Logística por aqui deve ser um luxo: para poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu me arriscasse em dar uma volta? Não há números, nomes, como ir? Para onde ir? Vou de táxi, cê sabe...! Se algum parar não é?, afinal, é raro um taxista aceitar uma mulher sozinha em seu carro, ainda mais de cabelo solto. Que nudez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me disseram que táxi é uma boa opção para os locais, porque como a gasolina é barata, uma corrida que no Brasil seria uns R$10,00/R$20,00 aqui sai a dois/três dinares. Não precisa ficar curioso para converter: é uma pechincha! Ou seja, vans e táxis são os ônibus e metrôs da população por aqui. Em um futuro bem próximo, o Engenheiro de Trânsito Municipal, se é que há, vai ter um belo desafio pela frente e haverá que levar a sério a logística e retrabalhar o conceito de poder entre as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa confusão toda, eu tento não me abater ou me levar por esses momentos de certa insatisfação com o que nos é diferente, porque pela narrativa devemos buscar algo que atenue o drama, principalmente para aqueles que lêem e não vivem. Não tem porque desesperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É igual a questão da alimentação. Eu realmente achei que seria bem pior do que é ou tem sido, mas com o tempo a gente vai percebendo que o conceito de "gostar" é mutável conforme você adquire bagagem cultural, seja através de viagens ou de leituras sobre arte. No sul da China se come barata. Que delícia que deve sera carne de camelo! No sertão Nordestino brasileiro o transporte é jegue-burro-mula e seus parentes: viva a van líbia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ter "humildade para observar pessoas e lugares reconhecidamente sofisticados e extrair deles a informação necessária para comporo seu próprio bom gosto" (O capricho da simplicidade - MM).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta minha rotina há um claro ponto de partida (hotel/casa) e um definido destino (escritório/trabalho), mas entre essa "merrequinha de espaço", não é um destino desperdiçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-4278392518029787448?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/4278392518029787448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=4278392518029787448' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/4278392518029787448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/4278392518029787448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/01/onde-l.html' title='Onde é lá?'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-1966680540976324061</id><published>2009-01-16T09:20:00.000-02:00</published><updated>2009-01-16T09:27:19.544-02:00</updated><title type='text'>Como porque é sólido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;comida: [sf (fem de comido) 1 Alimento, refeição. 2 Aquilo que se come. 3 O ato de comer. (…)comida silvestre. pop: alimentação que faz mal à saúde, provocando erupções, pruridos, edema palpebral, distúrbios gastrintestinais; em suma, manifestações de caráter alérgico]. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Michelis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu estava bem ansiosa para ter minha primeira refeição por aqui. No dia em que cheguei, fui jantar em um restaurante que logo vi que não me traria a percepção real. Quando o carro parou, pensei: “Se isso não for cozinha internacional será uma opção local ‘chique’”. Não estava de toda errada: o atendimento foi muito bom, personalizado e as opções compreensíveis, sem ter que perguntar “isso é carne de camelo?”. Ou seja, todas essas minhas observações iam contra ao que tinham me dito que encontraria por aqui: atendimento ruim, demorado e dificuldade de compreensão e comunicação de um modo geral. O dono falava português. Pois é!&lt;br /&gt;A entrada foi parecida com os nossos petiscos – pastéis (só um pouco apimentado se comparado ao nosso) e pão. Jesus, como tem pão por aqui!! Eu, com medo de comer a tal carne de camelo, arrisquei um peixe. Bonzinho. É, não posso reclamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanheceu e esperava que o café da manhã fosse como o turco: azeitona, pepino, tomate e… pão! De novo, na trave. Tinha isso tudo, mas tinha croissant e queijo: queijo! Sendo uma mineira fajuta com dificuldades em ingerir produtos derivados do leite, eu comi queijo com pão como nunca, com boca boa – mamãe ia adorar! Bem melhor do que azeitona, pepino e tomate!&lt;br /&gt;E o café é uma delícia. Forte. Bem próximo ao brasileiro.&lt;br /&gt;No dia seguinte, já no trabalho, o almoço. Tcharam: expectativas um pouco mais elevadas depois da ótima surpresa com o peixe e o queijo. Saladinha com milho (ebaaaa), legumes cozidos e carne bovina. Isso. De novo, nada de camelo. Cafezinho pós almoço e mexerica – ou tangerina ou bergamota – de sobremesa. Que saudável! Que brasileiro! Era muita alegria!&lt;br /&gt;Bom, no lanche à noite tenho comido kebab (pão – óbvio e sempre – com frango) e no café da manhã, o croissant.&lt;br /&gt;Eis que surge um dia o almoço com arroz: paraísoo! Arroz? Inicio o processo com a melhor intenção do mundo: pão, salada e, bocada no arroz com uva-passa-branca e novos legumes – couve-flor, cebola e repolho: argh! Eca. Bleh!! Coisa horrível! Gente, que gosto ruim! Bem delicada, fiquei só na carne e, infelizmente, desperdicei. Era mais osso de carneiro do que qualquer outra tentativa de identificação! Fui saber depois que aquele gosto era canela. Imagina uma canjica dura e azeda. Era o arroz, alias, é o arroz daqui. E com aquela “mistureba”, aquela uva-passa-branca, ui!, a alternativa foi abrir um suco para mandar o que restou para dentro. Assim mesmo, bem direto. O suco? Cenoura com alguma coisa: Aaaaaargh!, Senhor vou passar mal, que vergonha, acabei de chegar, que desespero, ufa, respiraa, passou! Ai, passou, estou bem. Café, por favor e, mexerica.&lt;br /&gt;Assim, volto à minha decisão de não esperar nada demais quando se trata do desconhecido. Se vier algo bom, que ótimo. Se for ruim, fico no pão com a salada, aumento a barriguinha e serei feliz. Enfim, gosto não se discute, aceita-se. É o tempero deles, assim como amo comida japonesa e tem brasileiro que adora brigadeiro com feijão. Ok, não é comum, mas existe. Aliás, na dúvida, terminemos em pizza! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Prepare-se para o pior. Espere o melhor. E aceite o que vier”. Provérbio Chinês – ahh, rolinho primavera, yakissoba, frango xadrez...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-1966680540976324061?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/1966680540976324061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=1966680540976324061' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1966680540976324061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/1966680540976324061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/01/como-porque-slido.html' title='Como porque é sólido'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-8110233285284963238</id><published>2009-01-08T20:24:00.000-02:00</published><updated>2009-01-08T21:09:06.184-02:00</updated><title type='text'>Em 20 minutos tudo pode mudar</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Costume. [ (...)Hábito. 4 Particularidade. 5 Moda. 6 Traje adequado ou característico: Costume de passeio. 7 Vestuário externo de homem. 8 Vestuário de mulher composto de casaco e saia. sm pl 1 Comportamento, procedimento. 2 Regras ou práticas que se observam nos diferentes países.].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michaelis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou sem medo e a ficha não caiu. Está tudo bem por aqui. Logo que cheguei conheci uma outra Jornalista - "Outra" porque eu sou também, para quem não sabe. E eu estava naquele humor infantil onde tudo que é novo é belo, mesmo quando os traços urbanísticos ao redor não indicam a beleza. Estava empolgada. Ela começou a falar do papel dela e dos desafios. Olhei a hora. Enquanto ela falava eu anotava, pensava, falava comigo mesmo, planejava. Até que ela começou a relatar o cotidiano e eu percebi que aqui não há (muita) análise crítica, que aceitam informações e que inexiste movimentos sociais, ONGs e entidades de classe, para a minha tristeza pessoal. Olhei a hora. Havia se passado 20 minutos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aí lembrei do slogan da BandNewsFM que aprendi a escutar em São Paulo durante o trajeto casa-metrô/trem-ônibus-trabalho: "Em 20 minutos tudo pode mudar". Eu sempre gostei da frase, mas nunca tinha efetivamente parado para pensar até que tudo mudou comigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mudou porque o lugar não era mais um ponto no mapa e as pessoas não eram personagens. Aqui eu vivo um analfabetismo até mesmo sonoro. É impossível você tentar entender qualquer coisa. As placas não me dizem para onde estou e para onde a rua me leva. Dar a mão ao outro pode não ser um gesto gentil. Abraçar em público não é recomendado. Não se vê pessoas em traje de banho, volei ou futebol na praia, nem mesmo caminhada em calçadões. Nem mesmo calçadões, embora estejamos no litoral mediterrâneo, com um passo a molhar os pés no azul desconhecido. Mas este passo eu não dou, ainda. Trabalham seis dias por semana e o Domingo deles equivale a nossa sexta. Não há bebida alcóolica e nas festas se brinda com chá. Não tem arroz como o nosso e a carne pode ser de camelo. Aqui o legal da festa é quando as mulheres dançam com um vaso na cabeça. É o nosso chão-chão-chão. O desafio da flexibilidade. Família é o grande valor deles e, as crianças, o futuro respeitado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estou aprendendo tudo de novo. Falar, ouvir, entender, adaptar, aceitar, respeitar. Reaprender poderia ser um costume.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Shukran jazílan!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8156701546816120175-8110233285284963238?l=caminhandoeuvoo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/feeds/8110233285284963238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8156701546816120175&amp;postID=8110233285284963238' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8110233285284963238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8156701546816120175/posts/default/8110233285284963238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhandoeuvoo.blogspot.com/2009/01/em-20-minutos-tudo-pode-mudar.html' title='Em 20 minutos tudo pode mudar'/><author><name>Bárbara Teles</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00528288599604416317</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Y605R-gr2dQ/Ssg9YjFqivI/AAAAAAAAB1Y/j3rxETqitek/S220/IMG_0284.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8156701546816120175.post-447261309897019530</id><published>2008-12-30T10:23:00.000-02:00</published><updated>2008-12-30T10:52:38.259-02:00</updated><title type='text'>Miedo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Medo. (ê) sm (lat metu) 1 Perturbação resultante da idéia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa; pavor, susto, terror. 2 Apreensão. 3 Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável. sm pl Gestos ou visagens que causam susto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Michelis.
