domingo, 24 de maio de 2009

Je ne parle pas Français

"Eu não falo Francês" foi o que me aconselharam fortemente a aprender fluentemente para desembarcar em Paris, mas diria que não adiantou muito. Os parisienses legais, solícitos, preocupados e simpáticos que me desculpem, mas os chatos, diretos e mal-educados são a grande maioria pela cidade e o que ameniza é poder ver quase sempre a Torre Eiffel, suspirar e dizer "que se danem todos, estou em Paris".

A cidade é maravilhosa, tira o fôlego como quando estamos no Cristo no Rio, com a diferença de que um é obra de Deus, naturalmente perfeita, e a outra traz a figura do potencial humano em construir - e destruir também, infelizmente.

A cada oito quarteirões existe uma estação de metrô, o que facilita bem o ir-e-vir seguro para qualquer lugar. Uma das estações permite a conexão com mais sete e é realmente uma segunda cidade, subterrânea, o que abre espaço para algumas críticas, pois há quem diga que viver em Paris é se descobrir tatu ou rato - aí vai de cada um a identificação à analogia =).

Embora seja uma cidade com sua cifra de 2.181.371 milhões de habitantes (dado de 2006), não poderia dizer que senti medo ou que tenha me sentido ligeiramente ameaçada por alguma interrupção abrupta. Nem mesmo voltando às cinco horas da manhã de ônibus, de um pub, ou a uma, após tomar um vinho com pão e salame, ao pé da Torre.

Assim como São Paulo, Paris aparenta ser também uma panela impermeável de concreto, mas abre janela aos seus pulmões com seus Jardins e museus. É incrível a conexão cultural deste povo. Os museus lotados, as crianças lendo e brincando nos Jardins Públicos, como o de Luxemburgo ou o do Louvre - imperdível! - sem terem em mãos celulares, Ipod, Iphone, ou qualquer modismo parecido.

Assim como em Amsterdã, você paga uma quantia entre 40-60 Euros por ano e tem acesso a todos os museus e é chocante ver que crianças de sete anos se interessam - e bastante - pelo o que dizem sobre os Grandes Homens Franceses ou sobre qualquer outra estátua que representa a história do país.

Para mim, o símbolo de Paris é a Torre, mas não tem como não compartilhar este sentimento com a cruz que se forma na cidade pelo Louvre, Arco do Triunfo, sendo o Obelisco o ponto zero e, a minha querida Eiffel, a 45 graus dali.

Falando em Louvre, quem tem boca vai a Monalisa e que coisa mais sem-graça!, haha. O Museu é gigante: tem 2,5 Km, três andares acima da superfície, maravilhoso, e dois abaixo. Acho que nem indo lá todos os dias por um mês conseguimos ver tudo - pausa para os "apartamentos" de Napoleão III: luxo não definiria bem!

Anfam*, depois de andar por três horas, completamente perdida em um só andar - sim, não consegui chegar a uma saída que me desse a opção de descer ou subir e nem assim repeti alguma exposição; por mais que eu andasse, mais coisa nova eu via, de pinturas gregas a esculturas do século X - sim, havia mapa, bonitinho,em inglês, colorido, mas não tinha ninguém para interpretar para mim!
Bom, mas eis que minhas pernas estavam para cair de tão fracas e era meu último dia, não poderia partir sem tirar a foto Dela. Sem parlar Français consegui informação dos mal-humorentos parisienses, cheguei!! Eeeeee, era a sala "Pinturas Italianas". Quadro pequeno, isolado, envolto a um vidro e, ao meu ver, no mesmo lugar havia quadros muito mais bonitos - ok, sou leiga, mas tenho opinião mesmo assim - do que da Mona. Ai ai... Arte me provoca este questionamento: alguém um dia disse que era demais e um outro alguém começou a concordar e boa parte da publicidade que o Louvre faz de si mesmo não acontece sem a figura Dela, da Mona.

Hm... Se você também não entende de arte, mesmo assim, procure pela Mona, afinal, vale ver para você tirar suas próprias conclusões e dizer que foi, mesmo que deixe de apreciar outras exposições que possam ser mais interessantes ou realmente mais bonitas, fazer o quê?

Au revoir!
*Anfam não existe, é uma mistura do que seria nosso "enfim" em sotaque francês =)

3 comentários:

Mageca MOr disse...

Tres bien, mon amie!!!
Estava com saudades de ler seus post!!!
Beijooooooooooooo

Mila disse...

Anfim, mimimi
Pardon, excuse-moi !!!
volta Babiii :D

Kátia disse...

Babiiiiiiii!!! Ai, q saudade de Paris, amei ler seu post a respetio da minha cidade mais-que-favorita na Europa <= )
E vc chegou em Paris no dia do meu aniversário!!!!!!! Q coisa! :)
Mas vc falou da Monalisa e eu me lembrei de uma coisa: de tanto as pessoas dizerem q a Monalisa é uma decepção, mesmo tendo morado mais de 1 ano naquela cidade eu fiz questão de aproveitar as coisas legais do Louvre, hehehe, nao fui ver a Monalisa :D Q orgulho! :D
E sim, ver as pessoas morrendo de felicidade aproveitando o fato de poderem estar ao ar livre nos lindos parques de Paris era uma coisa q eu nao conseguia entender até passar o meu primeiro inverno cinza lá. Quando eu cheguei em Paris era o comecinho da primavera, todo mundo desesperado pelo sol, piqueniques, ir aos parques e etc... e eu pensava: nossa, nunca vi povo q gosta de parque desse tanto! Só depois do deprimente inverno eu entendi... :P
Ah, e o Jardin du Luxembourg era o meu parque favorito, by the way... <= )
Beijao pra vc, mulhéééééé!!! Continue viajando! e contanto tudo pra gente! :D Tudo de bom pra vc. ;) Beijao e muitas saudades!!!

*Não adesão à nova regra gramatical.